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Após cerca de sete horas de combate, bombeiros controlam incêndio em carreta-tanque carregada de etanol

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) controlou, por volta das 15h40 deste domingo (26.01), um incêndio de grandes proporções em uma carreta-tanque carregada de etanol, que estava na Avenida Carlos Guiney, no centro de Alto Araguaia (a 421 km de Cuiabá). Foram necessárias quase sete horas de trabalho para extinguir as chamas.

A equipe do 1° Núcleo Bombeiro Militar (1º NBM) atuou desde às 9h no combate ao incêndio, que teve início após a ruptura de uma área do tanque da carreta, que provocou o vazamento de etanol e, consequentemente, o surgimento das chamas. Por se tratar de um líquido altamente inflamável, o etanol contribuiu para a rápida propagação do incêndio no veículo, aumentando a complexidade e a dificuldade no combate ao fogo.

Duas viaturas foram mobilizadas para a ocorrência, sendo uma delas equipada com Líquido Gerador de Espuma (LGE), especialmente indicado para conter incêndios desta natureza. Também foi necessário o uso de areia, aplicada para absorver o etanol e evitar que ele se espalhasse, agravando a situação.

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Além disso, uma equipe do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás, da cidade de Mineiros, prestou apoio na operação. Essa força-tarefa foi essencial para conter o avanço do incêndio, que apresentava um elevado risco devido à possibilidade de explosão, além da proximidade de edificações e de um depósito de gás nas imediações.

Embora as chamas tenham sido controladas, os bombeiros permanecem no local para realizar o resfriamento do veículo e monitorar o vazamento de etanol, que ainda persiste. A ocorrência só é considerada encerrada quando não apresentar mais nenhum risco à população. Por isso, o Corpo de Bombeiros Militar reforça a orientação para que os moradores do município respeitem a área de isolamento estabelecida.

Veja como foi a ocorrência aqui (vídeo)

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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