POLITÍCA NACIONAL
CAS e CDH farão audiência conjunta sobre mulheres com endometriose
POLITÍCA NACIONAL
As Comissões de Assuntos Sociais (CAS) e de Direitos Humanos (CDH) vão promover uma audiência pública conjunta sobre desafios e direitos das mulheres com endometriose. Requerimento para a audiência (REQ 7/2025 – CAS) foi aprovado nesta quarta-feira (19), em reunião presidida por Marcelo Castro (MDB-PI).
A endometriose é uma doença inflamatória causada por células do endométrio (mucosa que reveste o interior do útero) que, em vez de serem expelidas durante a menstruação, deslocam-se no sentido oposto, para fora do útero. Elas se alojam nos ovários ou na cavidade abdominal, onde voltam a se multiplicar, provocando sangramento e dor.
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), autora do requerimento, é integrante da CAS e presidente da CDH. Ela explica que a endometriose é uma “doença silenciosa e dolorosa” que atinge cerca de 7 milhões de mulheres no Brasil.
“Mais de 60% das mulheres desconhecem os sintomas do problema. Ela pode apresentar cólica intensa durante a menstruação e, na endometriose, esse sintoma é constante e progressivo, vai aumentando a intensidade e geralmente começa mais tardiamente. Outros sintomas que também podem ser sinais de alerta para a doença são dor e sangramento intestinal e urinários durante o período menstrual, dificuldade para engravidar e infertilidade”, justifica a parlamentar no requerimento.
A data da audiência pública ainda não foi definida. Devem participar do debate representantes dos Ministérios da Saúde e das Mulheres, da Sociedade Brasileira de Endometriose (SBE) e especialistas na área.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLITÍCA NACIONAL
Projeto cria programa Psicólogo na Escola para garantir assistência em escolas públicas
O Projeto de Lei 132/26 cria o programa Psicólogo na Escola para assegurar a presença de profissionais de psicologia em escolas públicas da educação básica. A Câmara dos Deputados analisa a proposta.
Pelo texto, o programa será implementado de maneira progressiva:
- em até dois anos, a rede pública deverá contar com ao menos um psicólogo para cada mil estudantes;
- em cinco anos, a meta passa para um profissional para cada 500 alunos.
A coordenação do programa ficará a cargo do Ministério da Educação, em articulação com o Ministério da Saúde.
Atendimentos previstos
Os psicólogos deverão, entre outras atribuições:
- promover ações de prevenção de transtornos psíquicos;
- acolher e escutar estudantes;
- identificar precocemente casos de sofrimento mental, violência, abuso e negligência;
- encaminhar situações que exijam atendimento especializado para a rede de saúde.
Bem-estar dos estudantes
Autora do projeto, a deputada Yandra Moura (União-SE) afirma que a proposta busca fortalecer a Lei 13.935/19, que já prevê o atendimento por psicólogos e assistentes sociais nas escolas.
Segundo ela, a medida é um investimento fundamental no bem-estar dos estudantes. “A presença de psicólogos nas escolas contribuirá para a redução do bullying, a melhoria do clima escolar, o apoio a estudantes em vulnerabilidade e a prevenção do suicídio”, afirma Yandra.
Orçamento
Os recursos para o programa virão do Orçamento federal e de parcerias público-privadas, convênios e outras modalidades de transferências ou fontes de financiamento.
Próximas etapas
A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Saúde; Educação; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Reportagem – Murilo Souza
Edição – Natalia Doederlein
Fonte: Câmara dos Deputados
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