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Cana Summit 2025 debate o futuro do setor sucroenergético e do produtor de cana
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Nos dias 2 e 3 de abril de 2025, Brasília será o palco do Cana Summit, evento que reunirá especialistas, lideranças e produtores para discutir os rumos do setor canavieiro. Com foco no produtor e nas questões ambientais relacionadas à cana-de-açúcar, o encontro visa fortalecer este segmento, que é um dos pilares da economia brasileira.
A cana-de-açúcar, presente nas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Sul e Nordeste, é responsável por impulsionar a produção de açúcar, biocombustíveis e bioeletricidade, além de gerar milhões de empregos diretos e indiretos. Diante desse cenário, o evento, promovido pela ORPLANA (Organização das Associações de Produtores de Cana-de-Açúcar do Brasil), trará discussões sobre políticas públicas, ambiente regulatório, sustentabilidade e os desafios da cadeia produtiva, além de destacar o potencial da produção canavieira no País.
A programação contará com a participação de representantes de outros países produtores de cana, que compartilharão suas experiências e dificuldades, demonstrando o empreendedorismo e as oportunidades do setor. Também serão apresentados estudos e diagnósticos detalhados sobre a canavicultura, fornecendo embasamento para as discussões sobre políticas públicas e o ambiente regulatório da produção de cana no Brasil.
O papel do Brasil na produção mundial de cana
De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), o Brasil deve colher 668,2 milhões de toneladas de cana na safra 2024/2025, consolidando-se como o maior produtor mundial e referência global no setor sucroenergético. Além disso, o setor se destaca pela contribuição ambiental e socioeconômica, gerando empregos e promovendo o desenvolvimento regional.
Atualmente, 99% da colheita no Centro-Sul do Brasil é mecanizada, eliminando o uso do fogo na pré-colheita e reforçando o compromisso ambiental do setor. Segundo José Guilherme Nogueira, CEO da ORPLANA, “o Brasil possui uma ampla presença da cana-de-açúcar, com mais de 3 mil municípios produtores, o que representa 57% do total do país. Essa capilaridade demonstra não apenas a força do setor na geração de renda e desenvolvimento regional, mas também o compromisso dos produtores com a sustentabilidade, integrando produção e preservação ambiental de forma responsável.”
Estados como São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Alagoas desempenham um papel fundamental na expansão da cultura. Em São Paulo, por exemplo, a cana está presente em mais de 400 municípios, movimentando a economia local e fortalecendo cooperativas e pequenos comércios. No Nordeste, Alagoas lidera a produção, com quase 20 milhões de toneladas moídas, seguido por Pernambuco.
O Cana Summit 2025 abordará avanços tecnológicos, sustentabilidade, políticas públicas e a integração da cana na matriz energética, com o objetivo de consolidar o evento como um marco na construção de políticas públicas para o setor sucroenergético, tanto no Brasil quanto internacionalmente.
“Falar de cana é falar de Brasil. As reflexões, interações e painéis deste ano trarão pontos fundamentais ao produtor e investidor da cana. O grande diferencial do Brasil no mundo é sua agricultura tropical sustentável. Precisamos garantir condições para continuar produzindo de forma competitiva, gerando crescimento e prosperidade para o país. A cana gera e distribui valor”, conclui Nogueira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Demora em registro de defensivos agrícolas pressiona setor e afeta competitividade no Brasil
A lentidão na análise de pedidos de registro de defensivos agrícolas segue como um dos principais gargalos do setor no Brasil. Em um ambiente altamente regulado, a demora nos processos impacta diretamente o planejamento das empresas, o lançamento de produtos, os investimentos e a competitividade da cadeia de agroquímicos.
Diante desse cenário, cresce o número de empresas que recorrem ao Judiciário para acelerar ou concluir processos administrativos. A medida, no entanto, exige cautela técnica e jurídica, já que envolve análise detalhada de documentação, fundamentos regulatórios e riscos de decisões desfavoráveis.
Judicialização de registros exige estratégia jurídica estruturada
A judicialização dos processos de registro de pesticidas tem se tornado mais frequente no mercado brasileiro. Especialistas destacam que, embora seja uma alternativa para reduzir prazos, o caminho judicial demanda planejamento jurídico adequado e alinhamento técnico regulatório.
A adoção de estratégias bem estruturadas é apontada como essencial para evitar insegurança jurídica e garantir maior previsibilidade nos processos de autorização de produtos.
Tema será destaque no Brasil AgrochemShow 2026
O assunto estará em evidência no 17º Brasil AgrochemShow 2026, que reunirá especialistas, empresas e representantes do setor de defensivos agrícolas e insumos.
Durante o evento, a advogada Luciana Fabri Mazza, sócia do escritório Mazza e Manente de Almeida Advogados, apresentará uma palestra sobre a judicialização dos registros de pesticidas. A profissional atua nas áreas de Direito Público e Empresarial e possui formação pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, além de pós-graduação pelo Instituto Brasileiro de Estudos Tributários.
Evento reúne indústria, inovação e mercado de agroquímicos
Organizado pela AllierBrasil em parceria com a CCPIT Chem, o Brasil AgrochemShow tem como objetivo aproximar empresas nacionais e internacionais, ampliando o intercâmbio de informações sobre agroquímicos, bioinsumos, regulação, meio ambiente e inovação agrícola.
A expectativa é reunir cerca de 1.500 expositores e visitantes, consolidando o evento como um dos principais pontos de encontro do setor na América Latina.
Inscrições e ação social vinculada ao evento
As inscrições para o evento serão realizadas por meio do portal oficial da organização, mediante doação de cestas básicas destinadas à ONG Crê-Ser, reforçando o caráter social da iniciativa.
Na última edição, a ação resultou na arrecadação de aproximadamente 14 mil quilos de alimentos, destinados a projetos sociais apoiados pela entidade.
Perspectiva do setor
A discussão sobre a modernização dos processos de registro e o equilíbrio entre regulação, inovação e segurança jurídica deve ganhar ainda mais relevância nos próximos anos.
Para o setor de defensivos agrícolas, a busca por maior agilidade regulatória é vista como um fator decisivo para ampliar a competitividade e acompanhar a evolução tecnológica do agronegócio brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


