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Iniciativas do MEC visam combater a discriminação racial
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Nesta sexta-feira, 21 de março, é celebrado o Dia Internacional contra a Discriminação Racial. A data reforça o compromisso do Governo Federal com a equidade racial. O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), tem desenvolvido uma série de iniciativas voltadas à promoção da equidade racial, como a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), criada em maio de 2024.
A política busca fomentar ações e programas educacionais voltados à superação das desigualdades étnico-raciais na educação brasileira e à promoção da política educacional para a população quilombola. Até 2027, será investido R$ 1,5 bilhão, de modo a impactar 5.570 municípios das 27 unidades da Federação, com ações universalistas e ações focalizadas em redes com maiores desigualdades.
“A luta internacional contra a discriminação racial é fundamental para a democracia, a paz e os direitos humanos. A atual gestão do MEC tem contribuído significativamente para esse objetivo, cujo símbolo maior é a Pneerq. Ela eleva a Lei nº 10639/2003 ao patamar de uma política pública robusta, com governança constituída a partir da coordenação federativa do MEC, e incidência nos grandes temas da política educacional”, pontua Zara Figueiredo, secretária da Secadi.
O segundo prazo de adesão à Pneerq foi encerrado na última semana, registrando um marco histórico, com a adesão de todas as secretarias estaduais e de 97,3% das secretarias municipais. O resultado alcançado é fruto de um esforço coletivo, com o apoio de 1.533 articuladores de formação e agentes de governança local, de parceiros institucionais como a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), das Comissões Nacionais de Educação Escolar Quilombola (Coneeq) e para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana (Cadara), além de parceiros dos movimentos negros e quilombolas.
Uma das ações da Pneerq é o Selo Petronilha Beatriz Gonçalvez e Silva, que visa promover a equidade racial na educação, valorizando as redes de ensino que realizam ações que viabilizem a equidade racial, educação para as relações étnico-raciais e educação escolar quilombola. Lançado em janeiro, o edital do Selo estabeleceu critérios para a participação das redes educacionais, entre eles: adesão à Pneerq; participação no Diagnóstico Equidade; e pontuação mínima nos índices de Formação da Educação para as Relações Étnico-Raciais (ERER) e da Educação Escolar Quilombola (EEQ).
Cada secretaria pode inscrever até duas iniciativas para o Selo, que são avaliadas conforme sua relevância, envolvimento comunitário, formação continuada e sustentabilidade institucional. A divulgação das redes contempladas será em 14 de maio, e cada uma receberá R$ 200 mil, via Plano de Ações Articuladas (PAR), além de apoio técnico. A iniciativa tem o apoio da Unicef.
Formação – Já o curso de extensão “Formação para Docência e Gestão em Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola” é uma das ações mais impactantes da Pneerq. O curso tem como objetivo fortalecer o letramento racial dos profissionais da Educação Básica, promovendo práticas pedagógicas alinhadas à valorização das culturas e línguas afro-brasileiras e quilombolas. Com carga horária de 120 horas, a formação foi lançada com 150 mil vagas em ensino a distância, com aulas iniciadas neste mês de março.
Diálogo – Também parte da Pneerq, o programa “Educação Antirracista em Diálogo” é transmitido pelo Canal Educação do MEC no Youtube, todas as quartas-feiras, às 19h30. A iniciativa promove a difusão de saberes e fortalecendo a luta por uma educação antirracista, equitativa e inclusiva no Brasil. Reunindo entrevistas com especialistas para dar suporte à formação de professores, a produção aborda temas fundamentais como a implementação das diretrizes de Educação Escolar Quilombola e a Educação para Relações Étnico-Raciais.
Educação Escolar Quilombola – Entre 2023 e 2025, o MEC criou 25 cursos de aperfeiçoamento em educação escolar quilombola, com mais 5 mil vagas para profissionais que atuam na área, oportunizando a criação da Rede Nacional de Educação Escolar Quilombola (RNEEQ) e a aproximação das instituições de ensino superior com as comunidades, as associações, as comissões locais, coordenações estaduais e nacional quilombolas, destacando-se a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombola (CONAQ).
Além disso, foram criados quatro Centros de Formação em Educação Quilombola nos estados do Pará, Bahia, Pernambuco e Minas Gerais. O centro localizado em Minas Gerais também apoiará a construção do Campus Quilombo do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais. Os centros fomentam atividades como seminários, cursos de extensão, amostras de artes, produções audiovisuais, reconhecimento de mestres de saberes, entre outras. A previsão é que as estruturas atendam quase 5 mil pessoas entre os anos de 2024 e 2025.
No território quilombola Kalunga foram iniciadas as atividades de formação continuada da Escola Quilombo, em execução pela Universidade de Brasília. A comunidade também recebeu apoio para a realização do VI Encontro de Pesquisa, Diálogos, Saberes e Fazeres Quilombolas Kalunga, ação desenvolvida pelo Instituto Federal Goiano e pela Associação Quilombola Kalunga, em setembro de 2024, com a participação de 300 pessoas. Como desdobramento do evento, será criado um novo Centro de Formação em Educação Quilombola na região em 2025.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação
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MJSP lança modelo para orientar a tomada de decisão em situações de uso da força
Brasília, 19/6/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), lançou, na quinta-feira (18), o modelo 2PDA (Perceber o Ambiente, Perceber Comportamentos, Decidir e Agir), uma referência para apoiar a tomada de decisão de profissionais de segurança pública em situações de uso da força.
A metodologia reforça a avaliação contínua de cenários operacionais, a identificação de riscos, a tomada de decisão fundamentada e a adoção de respostas compatíveis com os princípios da legalidade, necessidade, proporcionalidade e precaução.
O modelo busca fortalecer a capacidade dos profissionais de analisar contextos complexos, antecipar riscos e selecionar as alternativas mais adequadas para cada situação, contribuindo para uma atuação mais segura, eficiente e alinhada aos direitos fundamentais.
“O 2PDA representa um avanço na forma como as instituições de segurança pública preparam seus profissionais para lidar com situações críticas. A proposta reforça que o uso da força não é um ato isolado, mas um processo contínuo de percepção, análise, decisão e ação, orientado pela proteção da vida e pela segurança de profissionais e cidadãos”, afirma o coordenador-geral do Sistema Único de Segurança Pública, Márcio Mattos.
Como foi construída a iniciativa
A metodologia integra o Caderno Temático de Referência sobre Uso Diferenciado da Força: Doutrina, Ensino, Informações e Controle, lançado pela Senasp no âmbito do Projeto Nacional de Qualificação do Uso da Força. O documento reúne diretrizes voltadas ao fortalecimento da doutrina, da formação profissional, da produção de informações estratégicas e dos mecanismos de controle institucional relacionados ao tema.
Elaborado pela Diretoria do Sistema Único de Segurança Pública (Dsusp/Senasp), o caderno oferece subsídios para gestores, instrutores, corregedorias, centros de formação e demais profissionais responsáveis pela formulação, implementação e avaliação de políticas e práticas relacionadas ao uso diferenciado da força.
“O caderno foi concebido para transformar princípios e diretrizes em orientações concretas para as instituições de segurança pública. Nosso objetivo é fortalecer a doutrina nacional, qualificar os processos de ensino e ampliar a capacidade institucional de monitorar, avaliar e aperfeiçoar a atuação profissional”, destaca Mattos.
A publicação foi construída de forma colaborativa, com participação de representantes das polícias militares, polícias civis, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, polícias penais, guardas municipais, universidades, Ministério Público, Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).
O documento está estruturado em quatro eixos — doutrina, ensino, informações e controle — e apresenta diretrizes voltadas à consolidação de uma referência nacional para o uso diferenciado da força, ao aperfeiçoamento dos processos de capacitação profissional, à produção de informações estratégicas e ao fortalecimento dos mecanismos de supervisão e governança institucional.
A iniciativa está alinhada à Lei nº 13.060/2014, ao Decreto nº 12.341/2024 e às Portarias MJSP nº 855 e nº 856/2025, que compõem o marco normativo nacional sobre o uso da força. Nesse contexto, o caderno contribui para transformar diretrizes normativas em orientações práticas para a gestão institucional e para a atuação cotidiana dos profissionais de segurança pública.
O Caderno Temático de Referência sobre Uso Diferenciado da Força: Doutrina, Ensino, Informações e Controle está disponível para consulta pública.

