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Secretaria de Estado de Saúde presta contas à sociedade

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Em audiência pública realizada nesta terça-feira (25) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, representantes da Secretaria de Estado de Saúde (SES) apresentaram o balanço financeiro detalhado referente ao último quadrimestre de 2024 à Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social.

O relatório destacado pela SES mostra como foi a execução orçamentária, os investimentos em saúde pública e as ações de fiscalização para garantir a transparência e a eficiência no uso dos recursos destinados ao setor. A técnica do Núcleo de Gestão Estratégica para Resultados, Claudete de Souza Maria, foi a responsável pela apresentação do relatório à comissão.

De acordo com o documento, no último quadrimestre de 2024 foi empenhado o montante de R$ 3,5 bilhões em despesas com a saúde. Esse valor é maior em R$ 572 milhões em comparação com o limite mínimo constitucional, que é de 12%. O percentual aplicado foi de 14,29%.

As despesas com a saúde em 2024 totalizam a quantia de R$ 3,792 bilhões. O montante liquidado foi de 3,4 bilhões, dos quais R$ 2,343 bilhões já foram pagas. Nesse período, para as despesas da atenção básica de saúde o valor pago foi de R$ 63 milhões. A despesa empenhada chegou à casa de R$ 70,5 milhões.

Os recursos repassados pelo Ministério da Saúde para o Estado, no início do ano, eram de R$ 363,5 milhões, mas a receita foi atualizada no 3º quadrimestre e chegou a R$ 491,7 milhões. Já os repasses do Estado para os 142 municípios chegaram, no último quadrimestre de 2024, a R$ 960,6 milhões. Desse total destinado aos municípios, R$ 210,4 milhões são de origem das emendas parlamentares.

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O gasto com o pessoal em 2024, de acordo com o relatório, foi de R$ 1,160 bilhão. O número de servidores com contrato temporário foi de 4.773, enquanto os efetivos/estabilizados somam 2.856 servidores do quadro de servidores lotados na SES. O Governo do Estado realizou concurso público para preenchimento de 406 vagas para cargos de profissional técnico de nível médio e de nível superior.

O relatório exposto aos deputados mostra que pouco mais de 60% dos servidores da SES que são contratados, estão em cargos comissionados. A secretária adjunta de Orçamento e finanças da SES, Ivone Lúcia Rosset, afirmou que o secretário Gilberto Figueiredo “tem um cuidado muito grande em relação a esses concursados. Do total de 406 vagas, o estado já convocou um pouco mais 276. O secretário está trabalhando para convocar os 406 aprovados”, disse Rosset.

O presidente da Comissão de Saúde, deputado Paulo Araújo (PP), afirmou que o último quadrimestre de 2024 apresentou bons números, principalmente em relação aos investimentos voltados para reforma, ampliação, construção de novas unidades hospitalares.

“O estado está construindo vários hospitais regionais em municípios como, por exemplo, Tangará da Serra (41% concluído), Juína (44% concluído), Alta Floresta (80% concluído) e Confresa (37% concluído). Além disso, está finalizando as obras do Hospital Central Cuiabá (98% concluído) e do Hospital Júlio Müller (77% concluído)”, afirmou Araújo.

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Ele citou, ainda, a importância dada pelo Governo do Estado ao Hospital do Câncer localizado em Cuiabá. Segundo ele, hoje “a unidade hospitalar está sob a gestão estadual, mas antes não era. A administração estava sob a gestão do município. Agora sabemos como os recursos financeiros estão sendo aplicados na unidade hospitalar”, explicou Araújo.

Em relação as emendas parlamentares, a secretária adjunta afirmou que, em 2024, 30% delas foram destinadas para o Programa Fila Zero. Segundo ela, os recursos foram fundamentais para movimentar as finanças destinadas à saúde de muitos municípios mato-grossenses que aderiram ao Programa.

“O objetivo do Programa Fila Zero é tirar as pessoas da fila de espera, principalmente de cirurgias e, com isso, resolver os seus problemas. Esperamos que novos aportes sejam destinados ao programa”, explicou a secretária adjunta.

No período de abril de 2023 até dezembro de 2024, o Programa Fila Zero realizou 255.414 cirurgias. Já o programa Imuniza Mais MT, lançado com o objetivo de incentivar municípios de Mato Grosso a alcançarem as metas de cobertura vacinal com 6,4 milhões de doses aplicados.

Fonte: ALMT – MT

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ALMT debate soluções para regularização fundiária e moradia de famílias do Silvanópolis e Paraisópolis

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Com plenário e galerias lotados, moradores dos bairros Silvanópolis e Paraisópolis acompanharam, nesta quinta-feira (14), no Plenário das Deliberações Deputado Renê Barbour, na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), audiência pública que discutiu os impactos de uma decisão judicial relacionada à desocupação de áreas na região das Águas Nascentes, em Cuiabá. Entre crianças, idosos, trabalhadores, pais e mães de famílias, o sentimento predominante era de insegurança diante da possibilidade de perder as próprias casas.

A audiência foi convocada pelo presidente da ALMT, Max Russi (Pode), e pela vereadora Katiuscia Manteli (Pode), após sentença relacionada a uma ação civil pública ambiental que tramita há mais de 13 anos e envolve áreas conhecidas como Águas Nascentes.

Durante o encontro, moradores relataram medo de uma desocupação sem planejamento habitacional. Muitos acompanharam o debate segurando cartazes com pedidos de socorro, além de documentos e comprovantes de residência, enquanto buscavam respostas sobre o alcance da decisão judicial e o futuro das famílias que vivem na região há mais de duas décadas.

Segundo Katiuscia, atualmente mais de 1,5 mil famílias vivem nas áreas atingidas pela sentença. A vereadora afirmou que a audiência foi convocada para reunir os órgãos envolvidos e esclarecer quais medidas deverão ser adotadas.

“A principal intenção dessa audiência é que as famílias tenham respostas. Precisamos entender quantas famílias realmente precisarão ser realocadas, quais áreas podem ser regularizadas e quais encaminhamentos serão adotados pelo poder público”, afirmou.

Ao final da audiência, Katiuscia informou que o próximo passo será uma reunião com o Governo do Estado para discutir soluções conjuntas para a área. Segundo ela, o principal objetivo foi reduzir a insegurança das famílias diante das informações que circulavam sobre despejos imediatos.

Foto: Helder Faria

“O maior medo das famílias era acordar com máquinas derrubando as casas. Hoje elas saem daqui mais tranquilas, sabendo que haverá estudos e discussão antes de qualquer decisão”, disse.

O presidente da Assembleia Legislativa destacou que a Casa acompanhará o caso por meio da Procuradoria da ALMT e reforçou a necessidade de acelerar os processos de regularização fundiária no estado.

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“A regularização fundiária é uma das grandes demandas do estado, tanto na área urbana quanto rural. Precisamos avançar de forma mais rápida para garantir segurança jurídica e dignidade às famílias”, declarou Max Russi.

Após a audiência, o parlamentar afirmou que pretende discutir o tema diretamente com o governador do estado, além de reunir representantes do município, Ministério Público, Defensoria Pública, Intermat e lideranças comunitárias para avançar nos encaminhamentos.

“Existe uma preocupação ambiental que precisa ser respeitada, principalmente nas áreas de nascente e de risco. Mas também existem áreas livres onde é possível buscar soluções para essas famílias permanecerem próximas da região onde vivem hoje”, afirmou.

O deputado Wilson Santos (PSD) também participou da audiência e afirmou que os moradores podem contar com o apoio da Assembleia Legislativa, desde que sejam respeitadas as restrições das áreas consideradas de risco e de desmoronamento. Segundo ele, as famílias que precisarem deixar essas áreas não podem ficar desabrigadas e deverão ter alternativas habitacionais.

Representante da Associação Comunitária de Habitação do Estado de Mato Grosso, Emídio de Souza defendeu que grande parte da área pode ser regularizada e afirmou que as remoções deveriam atingir apenas famílias instaladas em locais de erosão e às margens dos córregos.

“Existe possibilidade de regularização para grande parte das famílias. O que defendemos é que apenas as áreas de risco e de preservação permanente sejam desocupadas, com planejamento e reassentamento adequado”, disse.

Ele também criticou a ausência de projetos habitacionais para remanejamento das famílias e lembrou que a ocupação da região começou no fim da década de 1990.

Presidente do bairro Silvanópolis, Jurandir Souza afirmou que os moradores foram surpreendidos pela sentença judicial e relatou que a comunidade aguardava estudos técnicos que poderiam apontar soluções para permanência de parte das famílias.

“Hoje são cerca de 1.500 famílias vivendo ali. Tem idosos, cadeirantes, muitas crianças. A expectativa sempre foi de regularização, por ser uma área do estado”, afirmou.

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Já o presidente do Paraisópolis, Mário Domingos da Silva, relatou apreensão diante da possibilidade de retirada em massa dos moradores.

“As famílias querem saber para onde vão. Tem muita gente vivendo ali há mais de 20 anos e que construiu toda a vida naquela região”, declarou.

Durante a audiência, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), defendeu a criação de um termo de ajustamento de conduta (TAC) envolvendo município e Governo do Estado para viabilizar moradias às famílias que precisarem ser removidas das áreas de risco.

Segundo o prefeito, moradores localizados às margens dos córregos e em áreas sujeitas a desmoronamentos precisarão ser realocados por questões de segurança e legislação ambiental.

“Nós precisamos realocar quem está em área de risco e garantir que essas famílias tenham destino adequado, sem simplesmente retirar as pessoas sem alternativa habitacional”, afirmou.

Abilio também defendeu estudos ambientais para redefinir áreas passíveis de regularização fundiária e sugeriu a transformação de parte da região em zona de interesse social para habitação.

Representando a Promotoria de Defesa Ambiental e da Ordem Urbanística de Cuiabá, Carlos Eduardo Silva afirmou que o Ministério Público buscará uma solução que concilie preservação ambiental e dignidade das famílias.

“Precisamos encontrar a solução menos dolorosa possível, conciliando os interesses ambientais existentes na área com a realidade das famílias que vivem ali”, afirmou.

Segundo o promotor, a ocupação da região voltou a crescer após um processo de reassentamento realizado há cerca de 20 anos e a situação atual exige atuação conjunta dos órgãos públicos para cumprimento da decisão judicial e construção de alternativas habitacionais.

A audiência reuniu representantes do Ministério Público, Defensoria Pública, Tribunal de Contas do Estado, Governo de Mato Grosso, Prefeitura de Cuiabá, vereadores e lideranças comunitárias. Entre os encaminhamentos definidos estão a realização de novas reuniões com o Governo do Estado, estudos técnicos sobre as áreas ocupadas e a construção de alternativas para regularização fundiária e reassentamento das famílias localizadas em áreas de risco ambiental.

Fonte: ALMT – MT

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