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Aumento das Tarifas pela China Reforça a Exportação de Carne de Frango Brasileira
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A recente decisão da China de aumentar em 15% as tarifas sobre as exportações de carne de frango e suínos dos Estados Unidos alterou o equilíbrio no comércio global, criando uma oportunidade para o Brasil expandir sua participação no mercado chinês. O país, tradicionalmente um dos maiores exportadores mundiais de proteína animal, vê a elevação das tarifas como um fator que pode impulsionar ainda mais as exportações brasileiras.
De acordo com Roberto Kaefer, presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), esse novo cenário exige uma estratégia diferenciada e um planejamento cuidadoso do setor avícola. “O Brasil ocupa uma posição privilegiada no comércio global de proteína animal, e o aumento das tarifas sobre o frango norte-americano reforça a relevância dos exportadores brasileiros”, destaca.
Avicultura Paranaense: Pilar do Setor Nacional
O Paraná, que em 1997 respondia por 19,8% da produção de carne de frango no Brasil, consolidou-se como o principal produtor e exportador nacional do produto. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2024, o estado é responsável por 34,85% da produção e 42,10% das exportações de carne de frango do Brasil. Kaefer reforça que esse cenário de liderança no setor é fruto de mais de duas décadas de trabalho árduo e comprometido. “É um processo construído por muitas pessoas que se dedicam ao desenvolvimento da economia e à qualidade da indústria avícola do Paraná”, afirma.
O setor avícola paranaense tem papel central na economia do estado, com o processamento concentrado em 29 municípios e 35 indústrias associadas ao Sindiavipar. O segmento é responsável por cerca de 100 mil empregos diretos e aproximadamente 1,5 milhão de postos de trabalho indiretos. Atualmente, mais de 19 mil aviários e cerca de 8,4 mil propriedades rurais espalhadas por 312 municípios paranaenses integram essa cadeia produtiva, consolidando o Paraná como uma referência mundial na produção de carne de frango de alta qualidade, com segurança alimentar e sustentabilidade, abastecendo mais de 140 países.
Brasil: Líder Global com Potencial de Crescimento
Embora 65,35% da carne de frango produzida no Brasil seja consumida internamente, o país continua sendo o maior exportador global do produto. Em 2024, o Brasil exportou 5,3 milhões de toneladas de carne de frango, representando um crescimento de 3% em relação ao ano anterior, quando foram exportadas 5,1 milhões de toneladas.
Atualmente, o Brasil abastece 150 países, com destaque para a China, Emirados Árabes Unidos, Japão, Arábia Saudita e África do Sul, que são alguns dos principais destinos para as exportações brasileiras. Com as recentes alterações nas tarifas comerciais, a expectativa é que o Brasil aumente sua participação no mercado global, conquistando novos mercados e ampliando o volume de vendas para os países que já são seus consumidores. Kaefer destaca a importância do setor avícola, ressaltando a seriedade e o comprometimento dos profissionais envolvidos na cadeia produtiva, essenciais para consolidar a força da avicultura paranaense no cenário global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Carne gaúcha amplia competitividade global cinco anos após reconhecimento sanitário internacional
O Rio Grande do Sul completa cinco anos do reconhecimento internacional como área livre de febre aftosa sem vacinação, marco sanitário que elevou a competitividade da carne gaúcha no mercado internacional e abriu novas oportunidades para a pecuária do estado.
A certificação foi concedida em 27 de maio de 2021, durante a 88ª Assembleia Geral da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), consolidando um dos avanços mais relevantes da defesa sanitária animal brasileira nos últimos anos.
Desde então, o status sanitário passou a representar um diferencial estratégico para a cadeia pecuária gaúcha, fortalecendo a confiança dos compradores internacionais e ampliando o potencial de acesso a mercados mais exigentes.
Reconhecimento internacional fortaleceu a imagem da pecuária gaúcha
Segundo informações da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi), o reconhecimento internacional consolidou o estado em uma posição de destaque no cenário global da proteína animal.
A diretora do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA/Seapi), Rosane Collares, destaca que a conquista foi resultado de um trabalho técnico construído ao longo de anos entre o Serviço Veterinário Oficial, entidades do setor e produtores rurais.
De acordo com a dirigente, a certificação representou um marco histórico para toda a cadeia produtiva do estado, reforçando a credibilidade do sistema sanitário gaúcho perante os mercados internacionais.
Status sanitário exige vigilância contínua e controle rigoroso
Apesar do avanço conquistado, a manutenção do status de área livre de febre aftosa sem vacinação continua exigindo ações permanentes de vigilância sanitária, monitoramento e integração entre governo e setor produtivo.
O Serviço Veterinário Oficial segue atuando em programas de fiscalização, controle de trânsito animal e acompanhamento sanitário para preservar a condição conquistada pelo Rio Grande do Sul.
Segundo Rosane Collares, o reconhecimento internacional ampliou a competitividade da pecuária gaúcha e fortaleceu a confiança na qualidade da produção local, mas também aumentou a responsabilidade sobre o sistema de defesa agropecuária.
Nos últimos cinco anos, o estado intensificou ações de controle sanitário e vigilância epidemiológica para garantir a manutenção da certificação internacional e preservar a credibilidade do setor pecuário gaúcho.
Carne gaúcha ganha espaço e competitividade no mercado externo
A certificação sanitária passou a funcionar como um importante diferencial competitivo para a carne produzida no Rio Grande do Sul. O reconhecimento internacional favoreceu a abertura de mercados e fortaleceu a imagem da pecuária gaúcha junto aos importadores globais.
Além de ampliar oportunidades comerciais, o status sanitário também agregou valor à produção estadual, especialmente em mercados que possuem protocolos mais rígidos para importação de proteína animal.
O avanço sanitário é considerado estratégico para o crescimento sustentável das exportações gaúchas e para o fortalecimento da cadeia produtiva da carne bovina no estado.
Defesa agropecuária segue como prioridade no estado
O governo gaúcho reforça que a preservação do status sanitário depende do comprometimento permanente de produtores, entidades e órgãos oficiais de fiscalização.
A manutenção da condição de área livre de febre aftosa sem vacinação é vista como um patrimônio da agropecuária do Rio Grande do Sul e um dos principais ativos da competitividade da carne gaúcha no mercado internacional.
Com o reconhecimento consolidado, o estado segue trabalhando para ampliar sua presença global e fortalecer a segurança sanitária da produção pecuária.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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