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No Rio de Janeiro, MCTI reforça o apoio à indústria da defesa e segurança

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A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, marcou presença na 15ª edição da LAAD Defence & Security, evento internacional de defesa e segurança, que destaca importância da inovação, tecnologia e soberania para o setor, nesta terça-feira (1°), no Rio de Janeiro.

Em visita aos estandes, a ministra Luciana Santos, ao lado do ministro da Defesa, José Múcio, e do diretor de Inovação da FINEP, Elias Ramos, assinou o contrato de investimento da FINEP com a empresa nacional de tecnologia IACIT, representada pelo CEO Luiz Teixeira. O acordo visa o desenvolvimento do MUST (Multi-Sensor Urban Surveillance and Tracking), um sistema de monitoramento de aeronaves não tripuladas em áreas urbanas, abrangendo drones de entrega e eVTOLs (carros voadores).

O projeto receberá um investimento total de R$ 40 milhões, sendo R$ 28 milhões da FINEP e R$ 12 milhões da IACIT e suas parceiras. A expectativa é que o sistema esteja concluído em 36 meses, representando um avanço significativo na segurança e eficiência da mobilidade aérea urbana no Brasil.

“Muitas das conquistas tecnológicas que o mundo experimentou ao longo da história vieram de investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação na área de defesa e espaço. Então, com esses aportes, queremos fortalecer esses setores, pensando no presente e no futuro”, enfatizou a ministra Luciana Santos.

Abertura da LAAD Defence & Security

A cerimônia de abertura da LAAD contou também com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro da Defesa, José Múcio. A ministra Luciana Santos ressaltou a interconexão entre defesa, segurança, ciência, tecnologia e inovação, destacando o papel crucial da indústria de defesa como motor do desenvolvimento tecnológico e da inovação em nível global.

“Quando falamos de Defesa e Segurança, falamos também de Ciência, Tecnologia e Inovação, pois são áreas que se impulsionam mutuamente”, afirmou a ministra.

A ministra afirmou que em todo o mundo, a Indústria de Defesa é indutora do desenvolvimento tecnológico e da inovação de maior intensidade. “E aqui não é diferente. Por isso, dentro da nossa política nacional de reindustrialização, a Nova Indústria Brasil (NIB), que tem base na inovação, uma das seis prioridades é justamente desenvolver tecnologias de interesse para a soberania e a defesa nacionais”, disse.

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Luciana Santos também destacou o compromisso do MCTI em apoiar o setor de defesa como elemento de desenvolvimento tecnológico e de inovação. “Nestes pouco mais de dois anos em que estamos à frente do MCTI, apostamos fortemente na indústria de defesa como vetor de desenvolvimento tecnológico e de inovação de nosso país”, enfatizou.

Os investimentos do Fundo Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) na área de defesa e espaço atingem números inéditos. De 2023 para cá, foram R$ 2,1 bilhões de apoio do MCTI, via Finep, para o setor, um recorde histórico.

O ministro José Múcio também destacou a nova etapa da Nova Indústria Brasil, que tem como objetivo obter tecnologias de interesse para a soberania e a defesa nacionais, citando parceiros essenciais para os financiamentos que estão ajudando na transformação na área da Defesa.  Múcio agradeceu ao BNDES e a MCTI pelo apoio, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, o FNDCT.

“Ainda no contexto da ciência, tecnologia e inovação, foram definidas as tecnologias críticas para a defesa nacional, destinadas a orientar a realização de atividades de pesquisa e desenvolvimento no âmbito do Ministério da Defesa e das Forças Armadas. Entre as tecnologias selecionadas estão a inteligência artificial, a nanotecnologia, a tecnologia nuclear, a hipersônica, a óptica e a quântica”, completou Múcio.

Investimentos estratégicos do MCTI na Missão 6 da NIB

O MCTI apoia atualmente 57 projetos envolvendo principalmente empresas estratégicas de defesa e institutos de pesquisa das Forças Armadas. Eles fazem parte da Missão 6 da Nova Indústria Brasil (NIB).  Entre os principais investimentos, destacam-se:

•       Apoio a projetos inovadores da BID: O ministério destinou R$ 253 milhões para apoiar 23 projetos inovadores, envolvendo 26 empresas da Base Industrial de Defesa.

•       Programa Mais Inovação: Em 2024, no âmbito da Missão Seis da Nova Indústria Brasil, o Programa Mais Inovação contratou R$ 274 milhões, por meio da chamada Soberania e Defesa Nacional. Esses recursos estão sendo direcionados para três desafios tecnológicos:
–        Radar M200 Multimissão: Uma parceria com a Embraer que visa dotar o Brasil de capacidade de defesa antiaérea de média altura, considerada uma questão urgente para incrementar a capacidade de dissuasão do país.
–        Usina de Hexafluoreto de Urânio: Projeto que contribuirá para o Brasil conquistar a autonomia no ciclo completo de produção de combustível nuclear.
–        RATO (Rocket Assisted Take Off): Desenvolvimento de um foguete de decolagem baseado no motor S-50 para o veículo hipersônico 14-X, tecnologia de vanguarda na inovação militar.

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•       Programa de Promoção da Autonomia Tecnológica na Área da Defesa: O MCTI está investindo R$ 590 milhões para apoiar 12 encomendas a institutos de pesquisa das Forças Armadas, com o objetivo de reduzir a dependência de material militar estrangeiro. Esses projetos incluem o desenvolvimento de tecnologias para dar suporte ao submarino a propulsão nuclear e a nacionalização de componentes críticos do VLM (Veículo Lançador de Microssatélites), em desenvolvimento pela FAB.

•       Apoio à infraestrutura de pesquisa: O ministério destinou R$ 199 milhões para 14 projetos de apoio à infraestrutura nacional científica e de pesquisa tecnológica no tema de Defesa, por meio do Pró-Infra.

•       Investimentos na área espacial: O MCTI está realizando investimentos significativos na área espacial, que somam mais de R$ 1 bilhão nesse biênio. Entre os projetos apoiados, estão:
–        Desenvolvimento de Satélite de pequeno porte de observação da terra: R$ 220 milhões para um consórcio liderado pela Visiona, para o desenvolvimento de um satélite de resolução submétrica, que será o maior já desenvolvido pela Indústria Espacial brasileira.
–        Veículo Lançador de Pequeno Porte nacional: R$ 370 milhões para dois consórcios, para o desenvolvimento do veículo lançador, com lançamento previsto para Alcântara no final de 2026, representando a conquista da autonomia no acesso ao espaço.
–        Plataforma Multimissão: R$ 249 milhões para a Plataforma Multimissão que integra o projeto do satélite CBERS 6, parceria com a China.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Cerâmica ancestral renasce pelas mãos de mulheres da Amazônia

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Uma história viva. É assim que a coordenadora do Grupo de Agricultores Orgânicos da Missão, Bernardete Araújo, descreve a japuna, um tipo de forno de origem indígena. Hoje, essa e tantas outras peças há tempos esquecidas voltam a ganhar vida pelas mãos de mulheres agricultoras e ceramistas da comunidade que fica em Tefé (AM), graças ao projeto Cadeias Operatórias das Japuna no Médio Solimões.  

“A japuna, para mim, significa a história viva, um museu vivo. Eu via, desde pequena, minha mãe produzindo e usando essa peça para torrar farinha, café, cacau, milho e castanha. Estamos resgatando o conhecimento tradicional das nossas mães, avós e bisavós”, conta a coordenadora. Outro ponto positivo de voltar a adotar a técnica ancestral é a possibilidade de gerar renda com a venda de vasos, fogareiros, fruteiras e panelas. 

A iniciativa reuniu as mulheres da associação Clube de Mães para atuar em todas as etapas do processo, chamada pelos arqueólogos de cadeia operatória das japuna. Esse processo vai desde a coleta do barro na própria comunidade, passando pela modelagem e pela queima natural do material, até a finalização das peças, práticas aprendidas com suas antepassadas. 

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O projeto conta com três eixos de pesquisa: o primeiro com base em escavações na região; o segundo, de caráter etno-histórico, fundamentado em relatos de livros históricos e na memória das mulheres; e o terceiro, etnográfico, baseado na observação das técnicas das ceramistas da comunidade. A iniciativa é uma parceria entre o grupo e o Instituto Mamirauá, organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). 

Segundo a arqueóloga do Mamirauá e uma liderança da iniciativa, Geórgea Holanda, há anos a produção das japuna estava adormecida, com risco de ser extinta. “Mas elas estavam presentes na mente das ceramistas. Então, por meio do projeto, foi possível colocar em prática esse conhecimento. Que foi repassado de geração para geração pelas suas antepassadas”, conta.  

“Voltar a fazer as japuna é como o resgate do conhecimento tradicional dos nossos pais. A gente tem que manter viva essa tradição, esse conhecimento e a continuidade dessa história da nossa ancestralidade”, diz Bernardete. 

De acordo com Geórgea, a relação entre o instituto e a comunidade acontece de forma participativa, sempre respeitando as decisões das pessoas da comunidade. “Esse trabalho só foi possível porque elas aceitaram e passaram esse rico conhecimento para nós”, finaliza a arqueóloga. 

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Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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