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Cuidados essenciais prolongam a vida útil de máquinas agrícolas durante a entressafra
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Para assegurar o desempenho ideal e prolongar a vida útil das máquinas agrícolas, é fundamental adotar cuidados específicos mesmo quando os equipamentos estão fora de operação, especialmente durante o período da entressafra. O armazenamento correto não apenas evita danos, como também reduz significativamente os custos com manutenção. A seguir, confira as principais orientações de Alexandre Mauch, gerente de Serviço de Campo da AGCO.
Limpeza
A lavagem adequada das máquinas com água é indispensável para eliminar resíduos de poeira e sujeiras que comprometem a pintura e podem provocar corrosão e desgaste dos componentes. Além disso, a limpeza permite identificar pequenos vazamentos e defeitos antes que evoluam para problemas mais graves. No entanto, deve-se evitar o uso de jatos de alta pressão diretamente sobre módulos elétricos e conectores, pois isso pode causar curtos-circuitos, oxidação e danos elétricos permanentes. Após a lavagem, é necessário aguardar a secagem completa da máquina antes de armazená-la.
Combustível
Manter o tanque cheio durante o armazenamento é uma medida eficaz para evitar a proliferação de bactérias. O óleo diesel utilizado em máquinas agrícolas possui validade de aproximadamente 60 dias a partir da data de saída da refinaria. Para prolongar esse prazo por até um ano, é recomendável o uso de aditivos específicos.
Lubrificação
A lubrificação correta dos pontos indicados pelo fabricante é essencial para o bom funcionamento da máquina. A aplicação de graxa nesses locais reduz o atrito entre as peças, prevenindo desgastes prematuros e prolongando a durabilidade dos componentes.
Pneus
No caso de equipamentos que permanecerão armazenados por longos períodos, recomenda-se aliviar a carga dos pneus utilizando cavaletes. Essa prática evita a deformação dos pneus e o desgaste dos redutores, preservando a integridade dos sistemas de rodagem.
Tamponamento de respiros
Outro cuidado relevante é o tamponamento dos respiros e escapamentos para impedir a entrada de insetos e roedores no motor. Esses animais podem causar sérios danos à parte elétrica da máquina, comprometendo seu funcionamento.
Motor
Mesmo fora de uso, os motores devem ser acionados periodicamente. A recomendação é operar o motor a cada 15 dias, pelo tempo necessário até que atinja a temperatura normal de funcionamento. Esse procedimento evita o travamento do sistema de injeção e de outros componentes do motor, garantindo que o equipamento esteja pronto para uso na próxima safra.
Com a adoção dessas práticas, os produtores garantem maior durabilidade das máquinas, maior eficiência no campo e redução de despesas com manutenção corretiva.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Pesquisas com drones agrícolas na Ufes buscam aumentar eficiência em lavouras estratégicas do Espírito Santo
O avanço da agricultura de precisão no Espírito Santo ganha novo impulso com pesquisas desenvolvidas pela Universidade Federal do Espírito Santo em parceria com a Fotus Agro. Os estudos investigam o uso de drones agrícolas em culturas estratégicas para a economia capixaba, como café conilon e pimenta-do-reino, com foco no aumento da eficiência operacional e na melhoria da aplicação de insumos no campo.
As pesquisas estão sendo conduzidas no campus da Ufes em São Mateus, uma das principais regiões produtoras do estado, e buscam gerar conhecimento técnico aplicável à realidade do produtor rural.
O projeto ganha relevância em um momento de forte valorização do agronegócio capixaba. Segundo dados da Seag, o valor da produção de café no Espírito Santo cresceu quase 77% em 2024, alcançando R$ 16,7 bilhões. Já a pimenta-do-reino, segmento no qual o estado lidera a produção nacional, ultrapassou R$ 2,2 bilhões em valor de produção.
Drones agrícolas ampliam eficiência e precisão no manejo
De acordo com Edney Leandro da Vitória, professor responsável pelos estudos na Ufes, o objetivo central é transformar a tecnologia em soluções práticas para o agronegócio.
“Os estudos têm como foco gerar conhecimento aplicado, que possa futuramente orientar o uso mais eficiente dessas tecnologias no campo”, destaca.
As pesquisas analisam diferentes frentes da aplicação de drones agrícolas, incluindo eficiência da deposição de gotas, uniformidade da pulverização e tecnologia de aplicação em taxa variável.
Esse modelo permite direcionar defensivos e insumos conforme a necessidade específica de cada área da lavoura, reduzindo desperdícios e aumentando a eficiência operacional.
Estudos avaliam custos, logística e viabilidade econômica
Além da pulverização de precisão, os pesquisadores também investigam aspectos operacionais do uso de drones no dia a dia das propriedades rurais.
Entre os fatores analisados estão tempo de operação, logística de campo, consumo de baterias e custo por hectare aplicado.
Segundo os especialistas, essas informações são fundamentais para que os produtores consigam avaliar a viabilidade econômica da tecnologia em diferentes cenários produtivos.
Outro foco importante da pesquisa é a utilização dos drones para dispersão de materiais sólidos, como fertilizantes e sementes, ampliando o potencial de aplicação da tecnologia além da pulverização convencional.
Topografia do Espírito Santo favorece uso da tecnologia
Os estudos desenvolvidos pela Ufes consideram diferentes culturas agrícolas e áreas de relevo acidentado, característica comum no Espírito Santo e que frequentemente limita o uso de maquinário tradicional.
Nesse contexto, os drones agrícolas surgem como alternativa para operações em terrenos de difícil acesso, oferecendo maior flexibilidade operacional e redução de impactos sobre a lavoura.
A iniciativa foi viabilizada após a doação de um drone modelo EAVision pela Fotus Agro à universidade. O equipamento possui sensores de alta precisão e capacidade de operação em áreas complexas.
Para Rodolfo Stanke, Head da empresa, a aproximação entre universidade e setor produtivo fortalece a evolução tecnológica no agronegócio.
“O objetivo é estar cada vez mais conectado com a pesquisa e com a realidade do campo. Essa troca com a universidade permite evoluir o produto com base em evidências técnicas, ao mesmo tempo em que apoia a formação de novos profissionais”, afirma.
Agricultura de precisão ganha espaço no agronegócio brasileiro
O avanço das pesquisas reforça a tendência de expansão da agricultura de precisão no Brasil, especialmente em culturas de alto valor agregado e regiões com desafios operacionais mais complexos.
A expectativa é que os resultados obtidos pela Ufes sejam transformados em recomendações práticas para produtores rurais, contribuindo para maior eficiência, redução de custos e uso mais sustentável de insumos agrícolas nas principais cadeias produtivas do Espírito Santo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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