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Exportações de café não torrado superam US$ 1 bilhão em março de 2025
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Dados divulgados nesta sexta-feira (4) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) revelam que as exportações brasileiras de café não torrado alcançaram um faturamento de US$ 1,424 bilhão em março de 2025. O valor representa um expressivo aumento em relação ao mesmo mês de 2024, quando a receita somou US$ 739,283 milhões.
A média diária de faturamento também apresentou crescimento significativo, atingindo US$ 74,984 milhões em março de 2025 — avanço de 92,7% frente à média diária de US$ 39,964 milhões registrada em março do ano anterior.
No que se refere ao volume embarcado, foram exportadas 219,132 mil toneladas de café não torrado em março deste ano, ante 208,295 mil toneladas no mesmo período de 2024. A média diária de exportação foi de 11,533 mil toneladas, o que representa um aumento de 5,2% em relação à média de 10,414 mil toneladas registrada no ano anterior.
Quanto ao preço médio do produto, houve uma valorização de 83,2%. Em março de 2025, o grão foi negociado a US$ 6.501,60 por tonelada, enquanto em março de 2024 o valor médio foi de US$ 3.549,20.
Café torrado e derivados também registram alta na receita, apesar de queda no volume exportado
As exportações de café torrado, extratos, essências e concentrados totalizaram 7,438 toneladas em março de 2025, levemente abaixo das 7,877 toneladas embarcadas nos primeiros 20 dias de março de 2024. A média diária foi de 391 toneladas, queda de 5,6% em relação à média de 393 toneladas no ano anterior.
Apesar da redução no volume, o faturamento com essas exportações apresentou crescimento. A receita total em março de 2025 foi de US$ 94,799 milhões, contra US$ 65,707 milhões em março de 2024. A média diária ficou em US$ 4,989 milhões, representando um avanço de 44,3% frente aos US$ 3,285 milhões de março do ano passado.
O preço médio do produto também subiu de forma significativa. Em março de 2025, o valor negociado foi de US$ 12.745,00 por tonelada, o que equivale a uma valorização de 52,8% em comparação ao preço médio de US$ 8.341,70 registrado no mesmo mês de 2024.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Pesquisa e sustentabilidade ganham espaço na agenda da pesca na Amazônia
O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, cumpriu nesta quinta-feira (24), em Manaus (AM), uma série de compromissos voltados ao fortalecimento da pesquisa, da inovação e do desenvolvimento sustentável da pesca e da aquicultura na Amazônia. A agenda incluiu reunião com a Reitoria da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), encontro com professores de Engenharia de Pesca e participação na abertura do II Congresso de Engenharia, Agronomia e Tecnologia do Amazonas (II CENATEC).
Durante a visita à UFAM, o ministro se reuniu com a reitora Tanara Lauschner para tratar de ações da universidade relacionadas aos impactos do El Niño na região. Segundo Edipo “o Governo Federal vem atuando em todas as frentes para salvaguardar a população ribeirinha e o povo da Amazônia”.
A agenda também teve diálogo com professores do curso de Engenharia de Pesca, com destaque para a análise dos resultados de dois Termos de Execução Descentralizada (TEDs) firmados entre o MPA e a instituição. Os projetos contemplam o Manejo Pesqueiro de Espécies Amazônicas Migratórias, e a Pesca Ordenada e Sustentável da Piracatinga. As iniciativas reforçam a cooperação entre governo e universidade na produção de conhecimento e no desenvolvimento de estratégias para o manejo sustentável dos recursos pesqueiros amazônicos.
A programação do ministro também incluiu a cerimônia de abertura do II CENATEC, que reúne estudantes, profissionais, pesquisadores, professores, empresas e representantes de instituições públicas e privadas das áreas de Engenharia, Agronomia e Tecnologia. No congresso, que também aborda temas relacionados à inovação, ao desenvolvimento tecnológico e à sustentabilidade na Amazônia, o ministro destacou as políticas públicas do Governo Federal no Amazonas e a representatividade feminina no setor e na liderança do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (CREA- AM).
“O Governo Federal dedica uma atenção muito especial ao Amazonas. Ao acompanharmos os debates sobre as BRs 319 e 174, além dos investimentos e realizações do Novo PAC na região — como as entregas das pontes sobre os rios Cruzá e Autaz-Mirim —, fica evidente que essas políticas dialogam com a verdadeira essência da engenharia. Nosso papel é sair da zona de conforto e construir um país melhor para a população.” afirmou Edipo.
Pesca e aquicultura no Amazonas
A agenda ocorre em um estado de grande relevância para a atividade pesqueira brasileira. O Amazonas possui 151.426 pescadores registrados, dos quais 44% são mulheres, além de 749 aquicultores registrados. O estado também contabiliza 82 indústrias de pescado registradas e produção anual de mais de 12 mil toneladas de pescado, segundo dados de 2024.
O estado também registrou a emissão de 551 licenças para pescadores esportivos, segmento que integra as diferentes atividades relacionadas ao uso sustentável dos recursos pesqueiros e ao desenvolvimento econômico da região.
Próximos compromissos
A agenda do ministro em Manaus continua nesta sexta-feira (25), com visita a uma fazenda de piscicultura e atividades relacionadas ao contrato de águas da União. Na sequência, Edipo Araujo terá visita institucional no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), ampliando o diálogo com instituições de pesquisa que atuam no desenvolvimento científico e tecnológico da região.
Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
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