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Irrigação localizada avança no Sul de Minas e projeta crescimento sustentável no agronegócio
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A irrigação localizada tem se consolidado como uma alternativa estratégica e eficiente para os produtores do Sul de Minas Gerais, tendência que ficou evidente durante a edição de 2025 da Femagri, uma das mais importantes feiras do agronegócio regional. A Netafim, líder mundial em irrigação por gotejamento, participou do evento ao lado de seus distribuidores parceiros, destacando o avanço significativo da tecnologia e as projeções promissoras para os próximos anos.
Com uma ampla rede de parceiros locais, a Netafim oferece soluções personalizadas e suporte técnico direto aos produtores. Durante a feira, os distribuidores compartilharam experiências e traçaram um panorama otimista para o futuro da irrigação na região, especialmente na cafeicultura e em culturas como citrus e hortaliças.
Rubens Mendes, gerente da Minas Verde Irrigação, destacou o crescimento acelerado do mercado. “Somos um grupo com mais de 50 anos de atuação no setor agrícola e, no último ano, iniciamos nosso braço de irrigação. Já temos 12 projetos em andamento, cobrindo cerca de 320 hectares. Para 2025, nossa meta é alcançar mil hectares vendidos e, nos anos seguintes, devemos multiplicar esse número. A expectativa é irrigar mais de 3 mil hectares em dois anos”, afirmou.
A disponibilidade hídrica é um dos fatores que favorecem a expansão da tecnologia. Segundo Leidiane Portugal, gerente técnica comercial da Terra Café, a região de Três Pontas conta com um potencial de 40 mil hectares irrigáveis, impulsionado por recursos como o Lago de Furnas e outros mananciais. “No ano passado, irrigamos cerca de 300 hectares, ainda em fase inicial de operação. Este ano, esperamos dobrar essa área para 600 hectares. A meta é atingir o potencial total de irrigação da região”, ressaltou.
Na região da Alta e Baixa Mogiana, o gerente técnico da Bolsa Irriga, Cristiano Januzi, reforçou a importância da irrigação para mitigar os impactos climáticos e elevar a produtividade. “Nos últimos anos, observamos um crescimento expressivo na irrigação, principalmente no café da Alta Mogiana e na laranja da Baixa Mogiana. O produtor sentiu os efeitos da seca e tem buscado a irrigação como solução. Para os próximos três a cinco anos, estimamos um aumento na demanda entre 15% e 20%”, analisou.
Leandro Gonçalves, diretor comercial da Irrigasul, também comemorou os resultados alcançados na Femagri. “A feira foi um sucesso. Tivemos grande procura por parte dos cooperados da Cooxupé, o que reflete o avanço da irrigação no Sul de Minas. Nossa expectativa para este ano é um crescimento entre 30% e 40% na implantação de sistemas de irrigação localizada, com potencial de 1.500 hectares por ano”, declarou.
Para a Netafim, a Femagri representa uma plataforma estratégica de aproximação com produtores e distribuidores locais. “A parceria com a Cooxupé é essencial para disseminar tecnologia e inovação junto aos cafeicultores, contribuindo para o aumento da produtividade e a sustentabilidade. A sinergia com nossos distribuidores garante um serviço de excelência, permitindo que mais áreas sejam irrigadas com eficiência e qualidade”, afirmou Ettore Vanzetti, gerente comercial da Netafim.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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El Niño pode reduzir oferta global de açúcar, enquanto Brasil reforça protagonismo no mercado internacional
O mercado internacional de açúcar volta a concentrar atenções nas projeções climáticas diante da possibilidade de um novo episódio do fenômeno El Niño. Embora o cenário global tenha sido marcado nos últimos meses pela recuperação da oferta e pela pressão sobre os preços da commodity, especialistas alertam que mudanças no regime de chuvas podem alterar o equilíbrio entre oferta e demanda na safra 2026/27.
De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, os maiores riscos estão concentrados nos principais produtores do Hemisfério Norte, como Índia, Tailândia e países da América Central, onde o fenômeno costuma provocar redução das chuvas e aumento das temperaturas, comprometendo o desenvolvimento da cana-de-açúcar.
Enquanto isso, o Brasil deve manter uma posição privilegiada no mercado mundial, sustentado por uma safra robusta e menor exposição aos impactos climáticos previstos para o próximo ciclo.
Brasil deve manter liderança na produção de açúcar
A expectativa para a safra 2026/27 do Centro-Sul brasileiro continua positiva. Segundo a Hedgepoint, a principal região produtora do país deverá colher cerca de 635 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, superando a marca de 600 milhões de toneladas pelo quarto ano consecutivo.
Esse desempenho reforça a posição do Brasil como maior produtor e exportador global de açúcar, ampliando sua importância para o abastecimento do mercado internacional em um cenário de possíveis dificuldades produtivas em outras origens.
Além disso, a maior parte da cultura já passou pela fase mais sensível de desenvolvimento, reduzindo a vulnerabilidade da safra atual aos efeitos do El Niño.
Mesmo que o aumento das chuvas possa provocar atrasos pontuais na moagem em algumas regiões do Centro-Sul, as perspectivas para a produção permanecem favoráveis.
Índia e Tailândia concentram as maiores preocupações
Ao contrário do Brasil, países asiáticos podem enfrentar impactos mais severos caso o fenômeno climático se confirme.
Índia e Tailândia, responsáveis por parcela significativa das exportações mundiais de açúcar, historicamente registram períodos de estiagem durante eventos de El Niño. A menor disponibilidade de água pode reduzir a produtividade dos canaviais e limitar a oferta de matéria-prima para a indústria açucareira na safra que terá início em outubro de 2026.
Qualquer redução na produção desses países tende a influenciar rapidamente as cotações internacionais da commodity, devido ao peso que ambos exercem no comércio global.
América Central também entra no radar do mercado
Além da Ásia, os países produtores da América Central também passam a ser monitorados pelos analistas.
As projeções climáticas indicam maior probabilidade de condições secas na região, cenário que pode comprometer o desenvolvimento das lavouras de cana-de-açúcar e reduzir os volumes destinados à exportação.
A intensidade dos impactos dependerá da duração do fenômeno e das condições climáticas específicas de cada país ao longo do ciclo produtivo.
Duração do El Niño será decisiva para os próximos ciclos
Especialistas destacam que os reflexos do fenômeno não devem se limitar apenas à safra 2026/27.
Caso o El Niño se intensifique durante o segundo semestre de 2026 e permaneça ativo ao longo de 2027, seus efeitos poderão influenciar também o desenvolvimento da safra 2027/28.
No Brasil, chuvas mais frequentes na região Sul do Centro-Sul poderão favorecer a recuperação hídrica dos canaviais para o próximo ciclo, embora ainda seja cedo para confirmar essa tendência.
Oferta brasileira pode ganhar ainda mais importância
O calendário agrícola dos principais países produtores faz com que os impactos climáticos ocorram em momentos distintos, exigindo acompanhamento constante por parte do mercado.
Mesmo diante de um cenário atual de oferta global mais confortável, analistas avaliam que uma eventual redução da produção em concorrentes poderá ampliar ainda mais a dependência do açúcar brasileiro para equilibrar o abastecimento mundial.
Segundo Livea Coda, coordenadora de Inteligência de Mercado da Hedgepoint Global Markets, o monitoramento das condições climáticas continuará sendo um dos principais fatores para a formação dos preços internacionais.
“A combinação entre condições relativamente mais favoráveis no Brasil e potenciais dificuldades produtivas em outras origens reforça a necessidade de monitoramento constante das condições climáticas e de seus reflexos sobre a oferta global”, afirma a especialista.
Mercado acompanha clima e perspectivas para os preços
Com a proximidade do início da safra no Hemisfério Norte, investidores, usinas e tradings acompanham atentamente a evolução das previsões climáticas.
Caso o El Niño provoque perdas relevantes em importantes países exportadores, o Brasil poderá ampliar sua participação no comércio internacional de açúcar, consolidando ainda mais seu papel estratégico na segurança do abastecimento global da commodity.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


