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Semeadura da nova safra de trigo começa com redução na área plantada

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Semeadura da safra 2025 inicia com expectativas de menor área plantada

A semeadura da safra de trigo 2025 começou em Goiás e Minas Gerais, com os plantios nos principais estados produtores, como Paraná e Rio Grande do Sul, previstos para iniciar entre maio e junho. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) já aponta uma redução de 9,3% na área destinada ao cultivo do cereal em comparação com 2024, o que pode impactar a oferta do produto na próxima safra. A área cultivada está projetada para 2,77 milhões de hectares.

Expectativa de produtividade maior pode compensar a diminuição da área

Segundo os pesquisadores do Cepea, embora a diminuição da área plantada com trigo seja uma realidade, o crescimento da produção vai depender diretamente da produtividade das lavouras. No entanto, a produtividade média nacional estimada pela Conab é de 3,06 toneladas por hectare, o que representa um aumento de 18,5% em relação ao ano passado. Esse avanço na produtividade pode ajudar a compensar a redução da área e resultar em uma produção de 8,47 milhões de toneladas de trigo em 2025, o que significaria um aumento de 7,4% sobre o volume registrado em 2024.

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Influência da valorização moderada do trigo no mercado

De acordo com os especialistas do Cepea, a valorização mais contida nos preços do trigo ao produtor em relação aos preços do mercado atacadista pode impactar negativamente a atratividade do cultivo do cereal nesta temporada. Essa dinâmica de mercado tende a influenciar as decisões dos produtores, levando-os a reavaliar o cultivo de trigo em relação a outras alternativas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Alta de insumos, frete e diesel com guerra aperta margem e preocupa safra 2026/27

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Isan Rezende

“O produtor rural brasileiro define agora, entre maio e agosto, o custo da safra 2026/27 — cujo plantio começa a partir de setembro no Centro-Oeste — com uma conta mais pesada e fora do seu controle. A ureia subiu mais de US$ 50 por tonelada, o diesel segue pressionado e o frete internacional acumula altas de até 20%. Isso aumenta o custo por hectare e exige mais dinheiro para plantar”. A avaliação é de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA), ao analisar os efeitos da escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã sobre o agronegócio brasileiro.

Segundo ele, o encarecimento não começou agora, mas se intensificou nas últimas semanas e pesa diretamente nas decisões do produtor. Em lavouras de soja e milho, o aumento dos insumos pode elevar o custo total entre 8% e 15%, dependendo do nível de investimento. “O produtor já vinha apertado. Agora, o custo sobe de novo e o preço de venda continua incerto”, afirma.

O avanço dos custos está ligado à tensão no Oriente Médio. O fechamento do Estreito de Ormuz levou o petróleo a superar US$ 111 o barril, mantendo o diesel em alta. Ao mesmo tempo, fertilizantes nitrogenados, que o Brasil importa em grande volume, ficaram mais caros e instáveis.

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Além do custo, há risco de perda de mercado. “O Irã comprou cerca de 9 milhões de toneladas de milho brasileiro em 2025. Se esse volume diminui, sobra produto aqui dentro e o preço cai”, diz Rezende.

Na logística, o impacto já aparece nos números. O frete marítimo para a Ásia subiu entre 10% e 20%, com aumento do seguro e cobrança de prêmio de risco. Na prática, isso reduz o valor pago ao produtor. “Quando o custo de levar o produto sobe, alguém paga essa conta — e parte dela volta para quem está produzindo”, afirma.

O efeito mais forte deve aparecer nos próximos meses, quando o produtor for comprar fertilizantes e fechar custos da nova safra. Se os preços continuarem elevados, será necessário mais capital para plantar a mesma área.

Para Rezende, há medidas que podem reduzir esse impacto. “O governo pode ampliar o crédito rural com juros menores, reforçar o seguro rural e alongar dívidas em regiões mais pressionadas. Um aumento de alguns bilhões na equalização de juros já ajudaria a reduzir o custo financeiro da safra”, afirma.

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Ele também aponta que o Brasil começa a dar passos para diminuir a dependência externa de insumos, mas ainda de forma insuficiente. “A retomada da produção de nitrogenados com a reativação da unidade de Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Araucária, no Paraná, ajuda, mas ainda não resolve o problema. O país continua dependente do mercado internacional, especialmente do Oriente Médio. Sem ampliar essa capacidade e melhorar a logística, o produtor segue exposto a choques externos”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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