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Mapa promove evento para discutir a sustentabilidade na produção agropecuária no cerrado brasileiro
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Com o objetivo de elaborar um plano de ação eficiente, gerando mais oportunidades de fomento à implementação de agricultura regenerativa no cerrado brasileiro, teve início no dia 15 de abril, em Luís Eduardo Magalhães (BA), o Cerrado Summit. Essa é a segunda atividade da “Trilha pré-COP30”, que promove eventos internacionais, realizados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), para engajar o setor privado e a sociedade civil no diálogo sobre temas relevantes para a sustentabilidade do planeta, como a recuperação de pastagens degradadas, a segurança alimentar e o clima.
O encontro reuniu, numa extensa programação, cerca de 50 diretores de grandes empresas privadas do agro, gestores públicos das três esferas de governo, produtores e líderes globais e nacionais do setor financeiro. Nos painéis foram debatidos temas como a necessidade de alinhamento de métricas e diretrizes para o bioma, bem como de investimento e parcerias público-privadas que promovam uma agricultura regenerativa no cerrado.
Em sua participação no evento, o secretário de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo do Mapa, Pedro Neto, mostrou que é possível trabalhar com políticas públicas direcionadas para esse foco, ressaltando a necessidade de crédito. Destacou a importância dos Planos ABC+, de Conversão de Recuperação de Pastagens Degradadas (PNCPD) e do Floresta+, para alcançar metas significativas e sustentáveis na agropecuária brasileira.
“Eventos como esse reafirmam o comprometimento do agro brasileiro, que mostra o caminho da sustentabilidade para o mundo ao conciliar ganhos econômicos e benefícios ambientais, posicionando o Brasil como liderança em agricultura regenerativa na COP30”, declarou Neto.
O Cerrado Summit é uma realização do Mapa em parceria com Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Associação dos Produtores de Algodão da Bahia (Abapa), Boston Consulting Group (BCG), World Business Council for Sustainable Development (WBCSD) e o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS).
“Queremos estimular o diálogo entre empresas, produtores e entidades da sociedade civil e apresentar o potencial da agricultura regenerativa para o Brasil e o mundo. O objetivo é engajar ainda mais atores, destacar iniciativas brasileiras de comando e controle ambiental e transformá-las em referências para outros países e biomas”, afirmou Arthur Ramos, diretor-executivo e sócio do BCG.
Moisés Schmidt, presidente da Aiba, destacou a necessidade de se ter comprometimento com a preservação do cerrado. “Temos um compromisso coletivo com o futuro. O cerrado é um bioma rico, que passou por grandes transformações nas últimas décadas, acompanhando o avanço do agronegócio. Esse esforço não é apenas do produtor rural, mas também do governo e da sociedade. É possível, sim, produzir alimentos de forma sustentável”, afirmou
Agricultura Regenerativa
É um sistema de práticas agrícolas que prioriza a regeneração e revitalização dos recursos naturais, como o solo, a água e a biodiversidade, ao mesmo tempo em que produz alimentos e fibras de forma sustentável.
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Mapa registra avanços no nível de atendimento às demandas da Lei de Acesso à Informação
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) registrou, em 2025, um aumento significativo no nível de atendimento dos pedidos realizadas com base na Lei de Acesso à Informação (LAI). De acordo com levantamento, o percentual de solicitações com acesso integralmente concedido passou de 63,5% em 2024 para 72,4% em 2025, um crescimento de 8,9 pontos percentuais.
“Esse avanço reflete não apenas o amadurecimento técnico das áreas na elaboração das respostas, mas também uma diretriz firme da gestão da Pasta de fortalecer a transparência como um pilar básico da administração pública”, avalia a chefe da Assessoria Especial de Controle Interno e Autoridade de Monitoramento da LAI no Ministério, Renata Figueiredo.
Ao longo de 2025, o Mapa recebeu 1.377 pedidos de acesso à informação. As demandas foram respondidas em prazo médio de 16,3 dias, abaixo do limite legal de 20 dias previstos na legislação.
Os dados constam do Relatório Anual da Autoridade de Monitoramento da Lei de Acesso à Informação, referente ao exercício de 2025.
METEOROLOGIA EM DESTAQUE
O perfil das solicitações registradas em 2025 revela uma mudança importante nos temas de interesse dos cidadãos. Historicamente, o Mapa concentra grande parte dos pedidos em assuntos relacionados à sua atividade-fim, especialmente à Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), como fiscalização agropecuária e sanidade animal e vegetal.
Em 2025, entretanto, foi observado um aumento expressivo das solicitações relacionadas à meteorologia, incluindo registros históricos do clima, zoneamento agrícola e séries temporais de chuva e temperatura.
Segundo Renata Figueiredo, essa tendência reflete o impacto crescente dos eventos climáticos sobre a atividade produtiva e a busca de diferentes públicos por informações que auxiliem no planejamento, na mitigação de riscos e na produção agrícola.
“Isso revela que o Mapa tem avançado como núcleo estratégico de dados meteorológicos essenciais para o desenvolvimento sustentável do país. E, além disso, como uma fonte confiável de informação”, destaca Figueiredo.

- Gráfico
PERFIL DOS SOLICITANTES
O relatório também apresenta informações sobre o perfil sociodemográfico e profissional dos cidadãos que recorrem à LAI para solicitar informações ao Ministério.
Os dados indicam um público com elevado nível de escolaridade. Entre os solicitantes, 44,5% declaram possuir ensino superior; 27% pós-graduação e 19,8% mestrado ou doutorado.
Para Renata, os resultados demonstram que o Mapa tem evoluído de forma consistente em maturidade institucional, segurança e solidez na aplicação da Lei de Acesso à Informação.
O relatório foi elaborado com base nos dados do Painel da Lei de Acesso à informação do Poder Executivo Federal e nas informações do Relatório Anual do Serviço de Informação ao Cidadão de 2025 (SIC-Mapa).
A publicação atende ao disposto no Decreto nº 7.724/2012, que estabelece a obrigatoriedade de divulgação anual dos resultados da aplicação da LAI no âmbito de cada órgão ou entidade da administração pública federal.
TRANSPARÊNCIA ATIVA
Outro destaque é que o Ministério alcançou 100% de cumprimento dos requisitos de transparência ativa na avaliação realizada pela Controladoria-Geral da União (CGU), conforme registrado no Painel da Lei de Acesso à Informação. O resultado posiciona o Mapa entre os órgãos federais com desempenho máximo no atendimento às exigências previstas na Lei nº 12.527/2011.
O QUE É A LAI?
Instituída pela Lei nº 12.527/2011, a Lei de Acesso à Informação garante ao cidadão o direito fundamental de acesso às informações públicas.
A legislação amplia a transparência da administração pública ao assegurar o acesso a dados sobre gastos governamentais, políticas públicas, programas e serviços oferecidos pelo Estado. Essas informações contribuem para o exercício da cidadania e para a efetivação de direitos relacionados à educação, saúde, igualdade e outras áreas essenciais.
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