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Teresa defende jornada de 36 horas que deve beneficiar a mulher em especial

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Em discurso no Plenário nesta terça-feira (22), a senadora Teresa Leitão (PT-PE) defendeu a redução da jornada de trabalho . Ela destacou que a distribuição desigual do tempo — um bem essencial — afeta diretamente a vida da população, em especial a das mulheres. Segundo a parlamentar, o tema vem sendo debatido há décadas e voltou à pauta com a proposta de emenda à Constituição, do senador Paulo Paim (PT-RS), que estabelece a redução da jornada semanal para 36 horas, sem diminuição de salários (PEC 148/2015). 

A senadora afirmou que a jornada atual prejudica a vida das trabalhadoras. Segundo ela, a escala 6×1 restringe o tempo disponível para a vida pessoal e social. Teresa destacou dados do IBGE de 2022, que mostram que mulheres dedicam, em média, 21,3 horas por semana a tarefas domésticas e de cuidados, enquanto os homens dedicam 11,7 horas. 

— A proposta de redução da jornada de trabalho remunerado está fortemente ligada à necessidade de dedicar tempo ao cuidado doméstico de crianças, pessoas doentes ou pessoas idosas. Nesse contexto, há um marcante recorte de gênero, já que são, em sua maioria, as mulheres que assumem essas responsabilidades não remuneradas, acumulando, assim, jornadas de trabalho totais bastante elevadas e, consequentemente, exaustivas. É exatamente sobre o impacto que a jornada 6×1 produz na vida das mulheres que quero reforçar neste pronunciamento — disse.

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A senadora disse que a divisão desigual do trabalho afeta especialmente mulheres negras, pobres e chefes de família. A falta de tempo livre, segundo ela, compromete o acesso à formação, à cultura, à política e ao lazer, além de gerar problemas como estresse, exaustão e ansiedade. Ela afirmou que a mudança na jornada é também uma questão de justiça social.

— O governo do presidente Lula instituiu, em dezembro de 2024, a Política Nacional de Cuidados, uma iniciativa que reconhece o cuidado como um direito universal e promove a corresponsabilidade entre Estado, famílias, setor privado e sociedade civil na oferta de cuidados. Superar a jornada 6×1 fará de nós um país com relações de trabalho e relações sociais mais justas, humanas e sustentáveis para todas as pessoas. Mais do que uma pauta trabalhista, esta é uma pauta de justiça social que precisamos encampar com forte decisão política do Poder Legislativo — afirmou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Comissão aprova proteção especial para agentes públicos ameaçados em razão do trabalho

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A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que cria mecanismos de proteção para agentes públicos ameaçados em razão do trabalho que exercem ou de sua atuação no combate ao crime organizado.

As medidas poderão incluir escolta, veículos blindados, reforço da segurança em residências e locais de trabalho, preservação de dados pessoais e inclusão em programas federais de proteção já existentes.

Os pedidos serão analisados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, que deverá verificar a existência e a gravidade da ameaça. O órgão poderá atuar em parceria com os estados e o Distrito Federal para executar as medidas previstas.

O texto aprovado é um substitutivo do relator, deputado Sanderson (PL-RS), ao Projeto de Lei 4688/25, do deputado Delegado Bruno Lima (Pode-SP). A principal mudança foi a ampliação das categorias que poderão solicitar proteção.

Poderão pedir proteção:

  • policiais das diversas corporações — civis, militares, penais, federais e legislativas — e bombeiros militares;
  • magistrados, defensores públicos e membros do Ministério Público;
  • parlamentares ameaçados em razão do exercício do mandato;
  • oficiais de justiça;
  • peritos oficiais criminais;
  • guardas municipais;
  • agentes socioeducativos e de trânsito.
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No caso das categorias policiais e dos agentes de segurança, o direito vale também para aposentados, inativos e integrantes da reserva.

Ao defender a proposta, Sanderson afirmou que agentes públicos responsáveis pelo combate ao crime organizado frequentemente se tornam alvos de facções criminosas e outros grupos ilícitos. Segundo ele, as ameaças muitas vezes persistem mesmo após a aposentadoria.

“O Estado não pode permitir que agentes responsáveis pela aplicação da lei e pela defesa da ordem pública permaneçam vulneráveis a represálias criminosas em razão de sua atuação profissional”, afirmou o relator.

Lacuna na legislação
Atualmente, a legislação federal prevê programas de proteção para testemunhas, vítimas e defensores de direitos humanos ameaçados. No entanto, não existe uma política nacional específica voltada a agentes públicos que sofrem ameaças em razão da atividade profissional.

O projeto prevê que as medidas serão custeadas com recursos do Ministério da Justiça e Segurança Pública, observadas as regras da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Próximos passos
A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

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Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Rachel Librelon

Fonte: Câmara dos Deputados

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