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Alta em Chicago pode atenuar queda dos preços do milho no Brasil

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Mercado brasileiro de milho registra preços mais firmes após quedas recentes

O mercado brasileiro de milho pode apresentar uma leve recuperação nos preços nesta quinta-feira, após as recentes quedas, em decorrência da alta registrada na Bolsa de Mercadorias de Chicago. No entanto, a valorização do real em relação ao dólar tende a limitar a movimentação de negócios voltados para a exportação, restringindo o impacto positivo da alta em Chicago.

Na quarta-feira, os preços do milho caíram no Brasil, principalmente nas bases portuárias, com a valorização do real frente ao dólar e a queda nos preços em Chicago pressionando as cotações. No Porto de Santos, os preços oscilaram entre R$ 70,00 e R$ 75,00 por saca (CIF), enquanto no Porto de Paranaguá, os valores ficaram entre R$ 70,00 e R$ 74,00 por saca.

Em outras regiões do Brasil, as cotações também apresentaram variações. Em Cascavel (PR), o preço variou de R$ 72,00 a R$ 74,00 por saca, enquanto na Mogiana (SP), os valores ficaram entre R$ 80,00 e R$ 83,00 por saca. Em Campinas (SP), a cotação foi de R$ 85,00 a R$ 86,50 por saca, e no Rio Grande do Sul, os preços variaram entre R$ 74,00 e R$ 76,00 em Erechim. No estado de Minas Gerais, os valores ficaram entre R$ 77,00 e R$ 79,00 por saca em Uberlândia, enquanto em Goiás, o preço variou entre R$ 75,50 e R$ 77,00 por saca em Rio Verde (CIF). No Mato Grosso, os preços oscilaram entre R$ 72,00 e R$ 78,00 por saca em Rondonópolis.

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Mercado em Chicago e impacto no Brasil

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago, os contratos de milho com entrega para julho de 2025 registraram uma leve alta de 1,75 centavos de dólar, ou 0,36%, fechando a US$ 4,81 por bushel. Esse movimento reflete a queda do dólar frente a outras moedas, o que melhora a competitividade do milho no mercado internacional. No entanto, as condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos limitaram uma recuperação mais expressiva dos preços, após as perdas acumuladas nos últimos pregões.

Na sessão anterior (23), os contratos com entrega em julho de 2025 fecharam em baixa de 4 centavos de dólar, ou 0,82%, cotados a US$ 4,79 1/4 por bushel. Já os contratos para setembro de 2025 fecharam com recuo de 4,50 centavos de dólar, ou 1,00%, a US$ 4,45 1/2 por bushel.

Câmbio e indicadores financeiros

No câmbio, o dólar comercial registrou uma queda de 0,67%, cotando-se a R$ 5,6784. O Dollar Index, que mede o desempenho da moeda americana frente a uma cesta de outras moedas, também apresentou recuo de 0,49%, alcançando 99,36 pontos.

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Nos mercados financeiros internacionais, as principais bolsas asiáticas fecharam com leve alta, com Xangai subindo 0,03% e o Japão avançando 0,49%. Na Europa, no entanto, as bolsas operaram com índices negativos, com Paris e Frankfurt caindo 0,30%, e Londres registrando uma queda de 0,15%. O mercado de petróleo, por sua vez, segue em alta, com o contrato de junho do WTI em Nova York sendo negociado a US$ 63,08 o barril, representando um aumento de 1,30%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do diesel, gasolina e etanol caem nos postos em junho; etanol lidera recuo, aponta Ticket Log

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Os preços dos principais combustíveis comercializados no Brasil voltaram a recuar na primeira quinzena de junho de 2026. Levantamento do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL) mostra que diesel, gasolina e etanol ficaram mais baratos em comparação com o mesmo período do mês anterior, refletindo um cenário de acomodação dos custos de abastecimento no país.

Entre os combustíveis analisados, o etanol apresentou a maior redução percentual, reforçando sua competitividade frente à gasolina e ampliando sua atratividade para consumidores e setores que dependem da mobilidade rodoviária.

Etanol registra a maior queda do período

Segundo o IPTL, o preço médio do etanol caiu 4,98% na primeira metade de junho, passando a ser comercializado a R$ 4,39 por litro.

A redução ocorre em um momento em que o biocombustível ganha destaque nas discussões sobre segurança energética e transição para uma matriz de transportes mais sustentável.

De acordo com a Edenred Mobilidade, o etanol vem consolidando sua posição não apenas como alternativa econômica para os motoristas, mas também como importante ferramenta para reduzir a dependência de oscilações do mercado internacional de petróleo.

O cenário ganha ainda mais relevância diante da expectativa de ampliação da mistura obrigatória de etanol na gasolina.

Governo avalia aumento da mistura de etanol na gasolina

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) deverá discutir, em reunião marcada para 24 de junho, a possibilidade de elevar a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina dos atuais 30% para 32%.

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A medida faz parte das estratégias voltadas ao fortalecimento dos biocombustíveis, à redução da dependência externa de combustíveis fósseis e ao avanço da agenda de sustentabilidade energética no Brasil.

Caso aprovada, a mudança poderá ampliar a demanda pelo biocombustível produzido no país e fortalecer ainda mais a cadeia sucroenergética brasileira.

Diesel também apresenta recuo nos postos

O diesel, combustível essencial para o transporte de cargas e para as operações do agronegócio, também registrou queda nos preços médios.

O diesel comum apresentou redução de 2,50%, chegando a R$ 7,02 por litro.

Já o diesel S-10, principal combustível utilizado pela frota de caminhões, máquinas agrícolas e veículos pesados no país, teve queda de 1,49%, com preço médio de R$ 7,25 por litro.

A redução representa um alívio para os custos logísticos e operacionais de diversos segmentos da economia, especialmente para o setor agropecuário, que depende fortemente do transporte rodoviário.

Gasolina recua, mas queda é mais moderada

A gasolina também registrou redução no período, embora em menor intensidade.

O combustível foi comercializado, em média, a R$ 6,80 por litro na primeira quinzena de junho, representando queda de 0,44% em relação ao mesmo intervalo do mês anterior.

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Mesmo com a retração mais discreta, o movimento acompanha a tendência observada nos demais combustíveis líquidos e reflete o cenário de menor pressão sobre os preços internacionais da energia.

GNV é o único combustível com alta

Na contramão dos demais combustíveis, o Gás Natural Veicular (GNV) foi o único produto a registrar aumento de preço no período analisado.

O valor médio subiu 0,90%, alcançando R$ 4,47 por metro cúbico.

Apesar da elevação, o GNV continua sendo uma alternativa competitiva para motoristas de veículos adaptados, especialmente em regiões com ampla oferta do combustível.

Queda dos combustíveis beneficia logística e agronegócio

A redução nos preços de diesel, gasolina e etanol ocorre em um momento importante para o agronegócio brasileiro, que enfrenta desafios relacionados aos custos de produção, transporte e comercialização.

Com o diesel representando um dos principais componentes das despesas logísticas do setor, qualquer movimento de queda contribui para aliviar parte da pressão sobre os custos operacionais das cadeias produtivas.

Ao mesmo tempo, o avanço do etanol fortalece a indústria sucroenergética nacional e amplia o papel dos biocombustíveis na matriz energética brasileira, tema que deve continuar no centro das discussões do mercado ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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