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IBC-Br avança em abril e reforça expectativa de crescimento da economia brasileira em 2026

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A atividade econômica brasileira manteve ritmo de crescimento em abril de 2026, segundo dados divulgados pelo Banco Central. O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado pelo mercado financeiro uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), avançou 0,51% em relação a março, alcançando 111,2 pontos na série com ajuste sazonal.

O resultado ficou próximo das expectativas dos analistas e confirma a resiliência da economia brasileira em meio a um cenário de juros elevados, inflação monitorada e expectativas em torno das decisões de política monetária.

Nos dados sem ajuste sazonal, o indicador atingiu 113,7 pontos em abril, representando crescimento de 0,92% na comparação com o mesmo período de 2025.

Crescimento se mantém no acumulado do ano

Os números mostram que a economia segue em trajetória de expansão ao longo de 2026. No acumulado do ano, o IBC-Br registra alta de 1,31%, enquanto no período de 12 meses o avanço chega a 1,63%.

Na comparação trimestral, os resultados também foram positivos. O indicador apresentou crescimento de 1,39% frente ao mesmo trimestre do ano passado e alta de 1,17% em relação ao trimestre imediatamente anterior.

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Os dados refletem o desempenho de diversos setores da economia, incluindo indústria, comércio, serviços e agropecuária, que continuam contribuindo para a sustentação da atividade econômica nacional.

Indicador é acompanhado de perto pelo mercado

O IBC-Br é calculado pelo Banco Central e reúne informações dos principais segmentos produtivos do país. Embora não substitua os dados oficiais do PIB divulgados pelo IBGE, o índice é amplamente utilizado por economistas, investidores e agentes do mercado financeiro para antecipar tendências do crescimento econômico brasileiro.

O desempenho positivo registrado em abril reforça as projeções de expansão da economia em 2026 e sinaliza que a atividade segue apresentando resistência diante dos desafios do cenário interno e externo.

Impactos para o agronegócio

Para o agronegócio, o avanço da atividade econômica representa um ambiente mais favorável para o consumo, os investimentos e a demanda por insumos, máquinas e serviços ligados ao setor produtivo.

Além disso, o crescimento econômico tende a fortalecer segmentos estratégicos da cadeia agroindustrial, contribuindo para a geração de renda, emprego e expansão dos negócios no campo.

Com o IBC-Br mantendo trajetória positiva nos primeiros meses do ano, o mercado segue atento aos próximos indicadores econômicos e às estimativas para o PIB brasileiro em 2026, que continuam apontando para um cenário de crescimento moderado da economia nacional.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho: Chicago sobe com tensão no Oriente Médio e clima nos EUA, enquanto colheita da safrinha pressiona preços no Brasil

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O mercado do milho opera sob forças opostas nesta quarta-feira (17). Enquanto os contratos futuros registram valorização na Bolsa de Chicago (CBOT), impulsionados pela alta do petróleo e pelas incertezas geopolíticas no Oriente Médio, o mercado brasileiro segue pressionado pelo avanço da colheita da segunda safra e pela expectativa de aumento da oferta interna.

O cenário evidencia a diferença entre os fatores que influenciam os preços globais e domésticos do cereal, em um momento estratégico para produtores, exportadores e indústrias consumidoras.

Chicago sobe com petróleo em alta e atenção ao clima nos Estados Unidos

Os contratos futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago iniciaram a quarta-feira em alta. Por volta das 8h41 (horário de Brasília), o vencimento julho/2026 era cotado a US$ 4,18 por bushel, avanço de 4,75 pontos. O setembro/2026 subia 5 pontos, para US$ 4,27, enquanto o dezembro/2026 alcançava US$ 4,47, com valorização de 5,25 pontos. O contrato março/2027 era negociado a US$ 4,62, alta de 5 pontos.

O movimento positivo reflete a combinação entre preocupações climáticas no cinturão produtor norte-americano e a valorização do petróleo, que voltou a ganhar força diante do aumento das tensões no Oriente Médio.

Além do impacto geopolítico, os investidores acompanham de perto as condições climáticas nas principais regiões agrícolas dos Estados Unidos. O clima quente e seco em parte do Corn Belt gera atenção, embora previsões de chuvas para estados importantes como Iowa e Illinois contribuam para limitar ganhos mais expressivos.

As precipitações previstas devem beneficiar áreas produtoras de milho e soja, reduzindo parte das preocupações relacionadas ao desenvolvimento das lavouras e mantendo o mercado atento às próximas atualizações meteorológicas.

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Colheita da safrinha amplia oferta e pressiona preços no Brasil

No mercado brasileiro, o avanço da colheita da segunda safra continua sendo o principal fator de pressão sobre os preços. Mesmo com a valorização do dólar e a estabilidade observada em Chicago ao longo da terça-feira, os contratos futuros negociados na B3 encerraram o pregão sem força para reagir.

O contrato julho/2026 fechou cotado a R$ 63,97 por saca, recuo de R$ 0,37. O vencimento setembro/2026 terminou em R$ 66,97, praticamente estável, enquanto novembro/2026 encerrou em R$ 70,43, com leve alta de R$ 0,01.

A entrada crescente do milho safrinha no mercado e a conclusão da colheita da primeira safra aumentam a disponibilidade do cereal e reforçam a pressão sobre as cotações em diversas regiões produtoras.

Exportações aceleram e ajudam a sustentar o mercado

Apesar da pressão da oferta, as exportações brasileiras apresentam desempenho robusto em junho.

Nos primeiros nove dias úteis do mês, o Brasil embarcou 265,2 mil toneladas de milho, volume que já representa cerca de 72% de tudo o que foi exportado durante o mês de junho do ano passado.

A média diária de embarques atingiu 29,5 mil toneladas, crescimento de 59,5% em comparação com o mesmo período de 2025. A receita cambial acumulada alcançou US$ 61,6 milhões, refletindo um aumento de 46,9% na média diária de faturamento.

O desempenho confirma a competitividade do milho brasileiro no mercado internacional, embora o preço médio por tonelada exportada tenha recuado para US$ 232,40, queda de 7,9% na comparação anual.

Liquidez segue baixa nos estados produtores

Nas principais regiões produtoras do país, o mercado físico permanece marcado por baixa liquidez e postura cautelosa dos compradores.

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No Rio Grande do Sul, as indicações variaram entre R$ 57,00 e R$ 63,00 por saca, com média próxima de R$ 59,00. Em Santa Catarina e no Paraná, consumidores seguem abastecidos, reduzindo a necessidade de novas aquisições e mantendo negociações limitadas.

No Paraná, os preços pagos ao produtor oscilaram entre R$ 54,19 por saca em Cascavel e R$ 63,54 em Ponta Grossa.

Já em Mato Grosso do Sul, onde a colheita da segunda safra começa a ganhar ritmo, as cotações ficaram entre R$ 49,00 e R$ 52,00 por saca. O início dos trabalhos de campo, aliado à perspectiva de boa produtividade, contribui para ampliar a pressão sobre os preços.

Por outro lado, a demanda da indústria de bioenergia continua oferecendo suporte ao consumo regional, embora os negócios permaneçam concentrados em compras pontuais e de curto prazo.

Mercado acompanha clima, petróleo e ritmo da colheita

Nos próximos dias, as atenções do mercado estarão voltadas para três fatores principais: a evolução das condições climáticas nos Estados Unidos, os desdobramentos das tensões geopolíticas no Oriente Médio e o avanço da colheita da safrinha brasileira.

Enquanto Chicago encontra suporte nas incertezas externas e nos riscos climáticos, o mercado nacional segue influenciado pelo aumento da oferta interna. Esse cenário tende a manter a volatilidade elevada e exige atenção redobrada dos produtores na definição das estratégias de comercialização da safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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