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Crescimento do volume de fretes do agro impulsiona investimentos em segurança contra roubo de cargas

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Setor agropecuário registra aumento nos fretes rodoviários e enfrenta desafios com roubos

Em 2024, o volume de fretes rodoviários do agronegócio no Brasil apresentou um crescimento de 5,3%, comparado ao ano anterior, conforme dados divulgados pela Frete.com, plataforma latino-americana especializada em transporte de cargas. Esse crescimento é reflexo do desempenho positivo do Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio, que, no último trimestre de 2024, avançou 4,48%. O setor fechou o ano com uma alta de 1,81% em comparação a 2023, conforme dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

No entanto, o crescimento do agronegócio, ao se tornar cada vez mais lucrativo, também atraiu a atenção de criminosos especializados no roubo de cargas, um problema crescente nas estradas brasileiras. Somente em 2024, o transporte rodoviário de cargas perdeu R$ 1,217 bilhão em mercadorias roubadas, um aumento de 21% em relação ao prejuízo de R$ 1 bilhão registrado em 2023, segundo a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística).

Aumento de roubos de cargas e o impacto nos produtores

Especialistas apontam que o aumento das estatísticas de roubos de cargas está diretamente relacionado a momentos de preocupação com o desabastecimento, como o ocorrido com os fertilizantes. Em períodos de escassez, os produtores aumentam os pedidos para evitar prejuízos devido à falta de estoques, o que, por sua vez, torna os produtos mais visados pelos criminosos.

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Luiz Henrique Nascimento, diretor comercial da T4S Tecnologia, explica que em momentos de risco de desabastecimento, especialmente em relação a produtos como fertilizantes, os roubos tendem a crescer significativamente. Essa realidade, vivida por muitos produtores, motivou Nascimento, Marcílio Machado e Enrico Rebuzzi a investir em soluções tecnológicas para proteger as cargas.

Inovação em segurança de cargas

Antes da criação da T4S, os fundadores da empresa possuíam uma logística que sofria com os constantes roubos de cargas. Percebendo uma oportunidade de negócio, eles decidiram investir em tecnologia de segurança para garantir a proteção das mercadorias. Fundada em 2017, a startup hoje atende grandes clientes, como FedEx, JSL e P&G, com soluções inovadoras.

Um dos principais produtos da empresa é o Imobilizador T4S, um atuador sem fio pequeno e camuflado que, ao ser instalado nos veículos de carga, bloqueia automaticamente o caminhão caso haja a utilização de jammer (dispositivo que bloqueia sinais de rastreamento), vandalismo ou desvio de rota. Em outubro de 2022, o sistema de imobilização registrou o maior salvamento da história, ao detectar o uso de jammer em um caminhão com carga avaliada em R$ 6 milhões. O veículo, a carga e o motorista ficaram intactos.

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Além do Imobilizador, a T4S desenvolveu outra inovação: o Choque Elétrico Anti-Invasão, que consiste em painéis de alta resistência instalados no baú do caminhão. Caso haja tentativa de arrombamento, os painéis são energizados, aplicando um choque não letal ao criminoso, mas garantindo a segurança de trabalhadores e transeuntes. A tecnologia, que visa proteger as cargas no interior do baú, é totalmente segura, já que o choque só afeta quem tentar perfurar ou cortar os painéis.

Desde sua fundação, a T4S já realizou 227 salvamentos de cargas e 234 salvamentos de veículos, consolidando-se como referência na proteção de cargas no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro

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Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes

O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.

A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.

A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.

Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.

Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes

O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.

Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.

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No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.

De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.

Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.

Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário

Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.

Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.

O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.

A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.

Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026

Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.

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A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.

Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.

Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.

Demanda interna por milho deve seguir aquecida

Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.

O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.

O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.

Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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