BRASIL
Evento debate papel da gestão na convivência escolar
BRASIL
A gestão democrática e o enfrentamento das violências nas escolas foram temas de um webinário promovido pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi), nesta segunda-feira, 28 de abril. O evento, que encerra a Semana da Convivência Escolar, foi transmitido ao vivo pelo Canal do MEC no YouTube.
O encontro foi conduzido pela coordenadora-geral de Acompanhamento e Combate à Violência nas Escolas do MEC, Thaís Dias Luz, e contou com a presença da secretária nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (SNDCA), Pilar Lacerda; da juíza titular da Vara da Infância e Juventude do Rio de Janeiro no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Vanessa Cavalieri; e do assessor de gabinete da Secadi, Cleber Vieira.
“Esse encontro nos convida à reflexão sobre o papel da gestão escolar das políticas públicas educacionais e da articulação intersetorial na construção de respostas integradas coletivas e eficazes. São múltiplas as formas de violência que se manifestam no cotidiano escolar. Vamos debater as estratégias de fortalecimento da gestão democrática na escola, da participação ativa e da comunidade escolar nesses processos decisórios”, afirmou a coordenadora-geral.
O assessor de Gabinete da Secadi, Cleber Vieira, lembrou que há um ano foi publicado o Decreto nº 12.006/2024, o qual instituiu o Sistema Nacional de Acompanhamento e Combate à Violência nas Escolas (Snave) e regulamentou a Lei nº 14.643/2023. Essa norma já havia autorizado o Governo a implantar o sistema de monitoramento de ocorrências de violência escolar.
Segundo Vieira, a criação do Snave é fruto do trabalho realizado pelo Grupo de Trabalho Interministerial (GTI) “Prevenção e enfrentamento da violência nas escolas”, coordenado pelo MEC, implantado logo que se intensificaram os casos de violência nas escolas.
O assessor também observou que o GTI atribuiu funções e competências ao MEC, ao Ministério da Justiça, o Ministério dos Direitos Humanos e a todos outros órgãos envolvidos. Para ele, o webinário foi uma oportunidade para resgatar esse histórico e fazer uma leitura institucional do que foi feito até agora. O grupo contou com a participação de especialistas em diversas áreas, para a realização de um trabalho interdisciplinar. “Havia a necessidade e uma demanda muito grande imposta pela sociedade brasileira de uma resposta do MEC, dos educadores, dos estudantes, dos órgãos de controles e dos Poderes. O Ministério da Educação precisava dar uma resposta a esse fenômeno da violência nas escolas, mas principalmente ao da violência extrema, que naquele período começou a bater à porta de maneira tão dramática para nossos estudantes, nossas escolas, professores e professoras e, obviamente, para a sociedade como um todo”, destacou ele, afirmando que a melhor resposta para esse esforço institucional do MEC foi a criação da Coordenação-Geral de Acompanhamento e Enfrentamento da Violência nas Escolas.
O evento foi voltado para gestores escolares, equipes técnicas das secretarias de educação, conselhos escolares, educadores, estudantes, pesquisadores, universidades, redes de proteção, organizações da sociedade civil e interessados na temática da convivência escolar e da gestão democrática.
PROEP – O MEC coordena nacionalmente o Programa Escola que Protege (ProEP), garantindo assistência técnica e financeira, promovendo formações e apoiando ações intersetoriais em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC). Aos entes que aderirem ao programa, caberá o compromisso de construir e executar planos de enfrentamento, nomear equipes responsáveis, mobilizar as redes escolares e participar da governança interfederativa.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação
BRASIL
Brasil é destaque na OMC por avanços no Portal Único de Comércio Exterior
Durante a 2ª revisão do Acordo de Facilitação do Comércio (AFC), realizada entre 10 e 12 de junho, o país compartilhou na Organização Mundial do Comércio (OMC), em Genebra, os avanços do Portal Único de Comércio Exterior e outras iniciativas de modernização do comércio exterior brasileiro.
Durante as reuniões, os membros da OMC compartilharam experiências e discutiram formas de simplificar processos, reduzir custos e aumentar a eficiência das operações de exportação e importação.
Nesse contexto, a delegação brasileira apresentou iniciativas concretas que não apenas cumprem os compromissos do AFC, mas avançam além deles, com foco em eficiência regulatória, digitalização e redução de custos operacionais para empresas.
A participação ativa do país reforça seu papel como referência internacional em facilitação do comércio e contribui para dar visibilidade aos avanços implementados no ambiente doméstico, com impactos diretos na competitividade das empresas brasileiras.
Avanços estruturantes
Nos últimos anos, o Brasil tem promovido uma agenda consistente de modernização do comércio exterior, baseada na integração e digitalização de processos e na gestão de riscos. Essas medidas vêm reduzindo prazos, eliminando redundâncias e aumentando a previsibilidade para operadores privados.
Destaques que já fazem diferença para as empresas e foram levados ao foro multilateral como boas práticas:
• Integração dos órgãos intervenientes ao Portal Único de Comércio Exterior, permitindo a realização dos processos em um ambiente digital único, com maior coordenação, transparência e eficiência.
Atualmente há 17 órgãos intervenientes, e todos estão integrados ao Portal Único. Com isso, houve a redução da utilização de diversos sistemas por parte dos operadores. A anuência de produtos sujeitos ao controle da Anvisa, como exemplo, possuía protocolo de processo, pagamento de taxa de exercício de poder de polícia e relatório de inspeção de mercadorias efetuados em sistemas não integrados. Hoje todo o processo ocorre no Portal Único.
• Pagamento Centralizado de Comércio Exterior, simplificando a arrecadação e a quitação de taxas e tributos por meio de uma plataforma unificada. Anvisa e MAPA possuem suas taxas integradas ao módulo PCCE, com redução média de 48 horas de tempo de análise. Exército e Inmetro estão em processo de integração de suas taxas ao PCCE.
• Licenças Flex, proporcionando maior agilidade, previsibilidade e flexibilidade na gestão do tratamento administrativo das operações de comércio exterior. Com o novo tipo de licença já houve redução de 80% na quantidade de licenças emitidas pelos órgãos anuentes, quando comparado o primeiro trimestre de 2026 em relação ao ano anterior.
• Despacho antecipado de mercadorias, permitindo a conclusão dos procedimentos aduaneiros antes da chegada da carga, com significativa redução dos tempos de permanência em portos.
O Despacho sobre Águas constitui importante medida de facilitação do comércio exterior ao permitir o processamento antecipado das formalidades aduaneiras durante o trânsito marítimo da mercadoria. Levantamento realizado pela Receita Federal demonstrou redução média de cerca de 70% no tempo decorrido entre a chegada da carga e sua efetiva entrega ao importador.
• Nova modalidade de tratamento administrativo de monitoramento, com abordagem mais moderna e proporcional de controle estatal, sem intervenção direta do órgão no fluxo do comércio exterior.
Baseado em dados e gestão de riscos, o tratamento administrativo de monitoramento permite que os órgãos acompanhem as operações após seu registro, subsidiando decisões regulatórias futuras. Como resultado, a Agência Nacional de Energia Elétrica passou a atuar exclusivamente por monitoramento, enquanto o Ministério da Defesa reduziu aproximadamente 80% de suas licenças, concentrando suas exigências em um único LPCO.
Essas iniciativas se somam a esforços contínuos de integração entre órgãos governamentais, adoção de gestão de risco e simplificação normativa, criando um ambiente mais favorável ao comércio exterior.
Impactos para as empresas
Os avanços já se traduzem em benefícios concretos para o setor produtivo, incluindo:
• Redução dos custos logísticos e administrativos associados às operações de comércio exterior.
• Ampliação da previsibilidade e da segurança quanto aos prazos de liberação de mercadorias.
• Simplificação de procedimentos, com eliminação de etapas burocráticas e exigências redundantes.
• Fortalecimento da competitividade internacional das empresas brasileiras e melhoria do ambiente de negócios. O Novo Processo de Importação tem contribuído diretamente para o fortalecimento da competitividade internacional das empresas brasileiras e para a melhoria do ambiente de negócios ao reduzir custos, aumentar a previsibilidade das operações e simplificar procedimentos de comércio exterior.
Os resultados já são concretos: em fevereiro de 2026, o Portal Único de Comércio Exterior passou a processar mais da metade das importações brasileiras, proporcionando redução média de 19 horas no tempo de permanência das cargas nos portos.
Com a implementação integral do programa, estima-se uma economia superior a R$ 40 bilhões anuais para o setor privado, decorrente da diminuição de custos logísticos e administrativos, do aumento da eficiência operacional e da maior integração entre os órgãos governamentais, fatores essenciais para ampliar a inserção competitiva do Brasil no comércio internacional.
Nesse contexto, o Brasil se destaca na vanguarda da modernização do comércio exterior, implementando soluções reconhecidas internacionalmente e contribuindo para o aperfeiçoamento dos modelos de facilitação do comércio em âmbito global.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
-
AGRONEGOCIOS3 anos atrás
Agrônomo mineiro recebe a Comenda do Mérito Agronômico, a mais alta distinção da categoria
-
Gourmet3 anos atrás
Molho Bolonhesa
-
Gourmet2 anos atrás
Brigadeiro
-
Gourmet2 anos atrás
Picolé detox
-
Gourmet2 anos atrás
Molho rosé
-
Gourmet2 anos atrás
Salpicão
-
Gourmet2 anos atrás
Moqueca capixaba
-
Gourmet2 anos atrás
Beijinho

