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MEC apresenta balanço de ações um ano após enchentes no RS
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Um ano após as enchentes e as chuvas que assolaram o estado do Rio Grande do Sul, o Ministério da Educação (MEC) já empenhou R$ 359,8 milhões em ações de reconstrução, o que representa 73% de um total de R$ 490 milhões que foram liberados pelo Governo Federal por meio de três medidas provisórias. Os recursos foram destinados para alimentação escolar; limpeza das escolas; reformas; reconstruções; compra de mobiliário e equipamentos; recomposição de acervos e de ônibus escolares; e retomada das atividades em universidades e institutos federais.
Desde maio de 2024, o MEC trabalha na reconstrução da educação no estado. Logo no começo da tragédia climática, o ministro de Estado da Educação, Camilo Santana, visitou o estado e se reuniu com a Secretaria da Educação do Rio Grande do Sul (Seduc RS), colocando a pasta à disposição para as ações mais emergenciais, já que naquele momento a população ainda corria risco de vida.
De acordo com o secretário-executivo adjunto do MEC, Gregório Grisa, no primeiro momento, o MEC focou em realizar um diagnóstico da situação por meio de diálogo frequente com as secretarias municipais e a Seduc RS. “Nosso foco no início também foi garantir insumos para que os estudantes não ficassem desassistidos. No repasse de R$ 25,8 milhões, por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar, para a alimentação escolar, flexibilizamos as regras para que as escolas pudessem entregar kits para as famílias que estavam nas regiões atingidas”, destaca.
O recurso foi necessário para garantir a alimentação de estudantes em razão da interrupção das aulas presenciais e para repor alimentos que as escolas já tinham adquirido, mas foram perdidos. Cerca de 1,7 milhão de estudantes da educação básica foram beneficiados com a medida.
Nos meses seguintes, também houve atendimento a vítimas em hospitais universitários; acolhimento a desabrigados em universidades e institutos federais; flexibilização do calendário escolar; e criação de grupo no WhatsApp com secretários de educação do estado para facilitar o acompanhamento da situação.
Além disso, ao longo de todo o ano passado, foram liberados R$ 40 milhões para escolas dos municípios afetados, por meio do programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), para reparos, limpeza, compra de insumos, entre outros. Às universidades e aos institutos federais, o MEC repassou R$ 50 milhões para reparos, limpezas, compra de equipamentos, reposição de material e outras ações necessárias para a retomada das atividades.
Grisa explica que, após o trabalho emergencial, a pasta atua agora na reconstrução de escolas destruídas pelas chuvas e pelas enchentes. “Tivemos um diagnóstico de 28 escolas em 16 municípios que foram destruídas no Rio Grande do Sul, em municípios como Lajeado, Novo Hamburgo, Encantado e Estrela. O MEC já empenhou os recursos para a reconstrução dessas instituições, que somam R$ 185 milhões. Agora, as ações de efetivação do pagamento dependem de movimentações dos municípios. Os entes precisam entregar projetos para a Caixa Econômica Federal, que precisa analisá-los para, posteriormente, serem emitidas as ordens de serviço dos pagamentos”, afirma.
Outras ações – Entre as iniciativas do MEC para auxiliar estudantes, professores, gestores e comunidade escolar, estão a isenção da taxa de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para moradores do Rio Grande do Sul; reabertura das inscrições do Enem para residentes no estado; e antecipação do 13º salário dos 3.147 funcionários públicos dos hospitais universitários vinculados à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) no estado, totalizando R$ 23,3 milhões.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria Executiva
Fonte: Ministério da Educação
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Prouni 2026: inscrições prorrogadas até domingo (12/7)
As inscrições do processo seletivo do Programa Universidade para Todos (Prouni) para o segundo semestre do ano foram prorrogadas até domingo, 12 de julho. Para participar, os estudantes devem se inscrever gratuitamente no Portal Acesso Único ao Ensino Superior, até as 23h59 (horário de Brasília). Os demais prazos do cronograma não foram alterados – o resultado da primeira chamada será divulgado na quarta-feira, 15 de julho, e no dia 5 de agosto será a vez da segunda chamada.
Confira o cronograma completo do Prouni 2/2026:
Inscrições: 7 a 12 de julho
Resultado da 1ª chamada: 15 de julho
Comprovação das informações da inscrição dos pré-selecionados na 1ª chamada: 15 a 24 de julho
Resultado da 2ª chamada: 5 de agosto
Comprovação das informações da inscrição dos pré-selecionados na 2ª chamada: 5 a 14 de agosto
Lista de espera: 26 e 27 de agosto
Resultado da lista de espera: 1º de setembro
Comprovação das informações da inscrição dos pré-selecionados em lista de espera: 1º a 14 de setembro.
Bolsas – Nesta edição, são ofertadas mais de 471,3 mil bolsas de estudo em 380 cursos de graduação de 879 instituições privadas de educação superior, localizadas em todos os estados e no Distrito Federal. A consulta de todas as bolsas ofertadas continua disponível na página do Prouni. Ela pode ser feita por curso, instituição de ensino ou município.
Do total de bolsas ofertadas, 219.725 são integrais, cobrindo todo o valor da mensalidade, e 251.579 são parciais, arcando com 50% do valor do curso. O programa reserva vagas a candidatos que atendem aos critérios da política de ações afirmativas do programa, incluindo pessoas com deficiência e candidatos autodeclarados indígenas, pretos ou pardos. Para pessoas com deficiência, são ofertadas 35.365 bolsas; para pretos, pardos e indígenas, são 188.880; e para a ampla concorrência, as demais 247.059 bolsas de estudo.
O curso com o maior número de bolsas ofertadas em todo o país é análise de desenvolvimento de sistemas, com 31.221 bolsas. Em seguida estão administração, com 30.893 bolsas, e ciências contábeis, com 27.029. Para o curso de medicina, o programa oferta 1.018 bolsas. São Paulo lidera a lista com a maior quantidade de vagas, com 91.699 oportunidades, seguido por Minas Gerais (59.297), Bahia (34.155), Rio Grande do Sul (31.101) e Paraná (29.397).
Critérios – Para se inscrever basta ter participado de uma das duas últimas edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), ou seja, de 2024 e/ou 2025, ter atingido uma média de pelo menos 450 pontos nas cinco provas do exame e não ter zerado a redação. Para fins de classificação e eventual pré-seleção no processo seletivo, será utilizada a edição do Enem em que o estudante obteve a melhor média. O edital veda a inscrição para quem declarou ter participado na condição de treineiro, ou seja, quem participou do exame visando à autoavaliação, antes ou depois de concluir o ensino médio.
A comprovação da renda familiar declarada na inscrição é necessária para a obtenção da bolsa. Para a bolsa integral, o limite de renda familiar per capita é de 1,5 salário mínimo, e para a bolsa parcial, a renda familiar é de até 3 salários mínimos.
Prouni – Criado em 2004 e instituído pela Lei nº 11.096/2005, o Programa Universidade para Todos (Prouni) oferta bolsas de estudo (integrais e parciais) em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições de educação superior privadas. O Prouni ocorre duas vezes ao ano e tem como público-alvo o estudante sem diploma de nível superior.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu)
Fonte: Ministério da Educação


