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Mercado de trigo apresenta contrastes no Sul do Brasil: excesso de oferta no RS pressiona preços, enquanto SC mantém estabilidade

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Enquanto o Rio Grande do Sul enfrenta queda nos preços devido ao aumento nas vendas por parte dos produtores, Santa Catarina e Paraná apresentam estabilidade e valores firmes, influenciados por diferentes dinâmicas de oferta e demanda.

Rio Grande do Sul: excesso de oferta pressiona preços

Nas duas últimas semanas, produtores gaúchos intensificaram as vendas de trigo às cooperativas, que por sua vez abasteceram os moinhos locais. Como resultado, o mercado está saturado para o consumo de maio e parte de junho, o que provocou a retração dos preços.

Atualmente, o mercado se mantém com perfil vendedor, com cerca de 50 mil toneladas ainda disponíveis. Negociações pontuais foram registradas a R$ 1.400,00 por tonelada, e há ofertas chegando a R$ 1.390,00/t para trigo com PH 76. Para a safra futura, os preços permanecem em R$ 1.340,00/t sobre rodas no porto, mas os moinhos ainda não demonstram interesse em novas compras. Em Panambi, a saca caiu novamente, agora cotada a R$ 72,00.

Santa Catarina: pouca oferta e preços estáveis

Em contrapartida, o cenário em Santa Catarina é de escassez de oferta e estabilidade nos preços. Nas últimas quatro a cinco semanas, os valores praticados no balcão não sofreram alterações relevantes, e a movimentação no mercado segue tímida.

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Durante a semana, uma oferta de trigo gaúcho foi registrada a R$ 1.450,00/t FOB, e uma compra de trigo melhorador no Rio Grande do Sul foi feita a R$ 1.510,00/t FOB. As pedidas no estado catarinense variam entre R$ 1.500,00 e R$ 1.520,00/t FOB. Já os preços pagos aos produtores locais continuam inalterados: R$ 78,00/saca em Canoinhas, R$ 75,00 em Chapecó, R$ 79,00 em Joaçaba e R$ 80,00 em Rio do Sul e Xanxerê.

Paraná: demanda mantém preços altos, mas margens recuam

No Paraná, a dificuldade em encontrar trigo nacional no mercado tem impulsionado a procura por trigo e farinha importados da Argentina, fator que mantém os preços em níveis elevados.

Para a safra atual, compradores estão pagando R$ 1.600,00/t com entrega em junho e pagamento previsto para julho. Vendedores, por sua vez, pedem entre R$ 1.600,00 e R$ 1.650,00/t FOB, mas o volume de negócios concretizados segue baixo. A nova safra ainda não movimenta o mercado, e os compradores indicam preços entre R$ 1.450,00 e R$ 1.500,00 CIF moinho.

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Apesar do cenário de preços firmes, o lucro do produtor paranaense recuou. Segundo o Deral, a média semanal do preço subiu 0,33%, alcançando R$ 80,16/saca. No entanto, o custo de produção estimado está em R$ 73,53/saca, o que resulta em um lucro médio de 8,85% — uma queda em relação aos 13,39% registrados anteriormente.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mato Grosso bate recorde no esmagamento de soja em maio e exportações de derivados avançam 41,8%

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O estado de Mato Grosso registrou um novo recorde no esmagamento de soja em maio de 2026, consolidando o avanço da agroindústria no principal polo produtor do país. Os dados são do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgados na segunda-feira (15).

O volume processado chegou a 1,28 milhão de toneladas, alta de 6,98% em relação a abril e crescimento de 3,22% na comparação com maio de 2025.

O desempenho reforça o fortalecimento da cadeia da soja no estado, especialmente em um cenário de maior demanda por derivados e expansão da indústria de biodiesel.

Demanda por óleo de soja e biodiesel sustenta recorde de processamento

Segundo o Imea, o avanço no esmagamento foi impulsionado pela maior utilização da capacidade instalada das indústrias, além do aumento da demanda externa por óleo de soja e do crescimento do setor de biodiesel.

Esses fatores contribuíram para manter o ritmo elevado de processamento da oleaginosa, consolidando maio como o mês de maior volume já registrado no estado.

Exportações de derivados de soja sobem 41,8%

O aumento na produção também refletiu diretamente nas exportações. Mato Grosso exportou 21,69 mil toneladas de derivados de soja em maio, volume 41,80% superior ao registrado em abril.

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O desempenho foi puxado principalmente pelo óleo de soja, que segue com forte demanda no mercado internacional e no setor energético, especialmente na produção de biodiesel.

Rentabilidade da indústria sofre pressão com custos e preços

Apesar do cenário positivo em volume e exportações, o setor industrial enfrentou pressão sobre as margens de esmagamento ao longo do mês.

De acordo com o Imea, a valorização de 1,18% da soja em grão, somada à queda nos preços dos coprodutos, reduziu a rentabilidade das indústrias processadoras.

Como resultado, a margem bruta de esmagamento recuou 7,82% na comparação mensal, encerrando maio com média de R$ 639,84 por tonelada processada.

Setor segue forte, mas com atenção à rentabilidade

O recorde no processamento reforça a importância de Mato Grosso na agroindústria da soja, enquanto o crescimento das exportações de derivados evidencia a competitividade do estado no mercado internacional.

Por outro lado, a queda na margem industrial indica um cenário de maior pressão de custos, que deve seguir no radar do setor nos próximos meses.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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