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Roubo e furto de máquinas agrícolas e pick-ups aumentam significativamente no Brasil, com destaque para modelos Hilux
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De acordo com dados do Grupo Tracker, maior empresa de localização e recuperação de bens no país, as ocorrências de furto e roubo de máquinas agrícolas cresceram 56,8%, enquanto as de pick-ups aumentaram 30,3% no primeiro trimestre de 2025, em comparação com o mesmo período do ano passado. Entre os veículos mais visados estão as pick-ups da marca Hilux, cujos roubos dispararam 49,8%. Este aumento tem gerado preocupação no setor rural, principalmente devido ao crescente valor dos bens roubados e à dificuldade de recuperação.
Crescimento expressivo nos roubos de máquinas agrícolas
No primeiro trimestre de 2025, os roubos e furtos de máquinas agrícolas registraram uma alta de 56,8% em relação ao mesmo período de 2024. A expansão do agronegócio e o aumento da frota de máquinas de alto valor, que ultrapassam os seis dígitos, são os principais fatores para o crescimento desses crimes. De acordo com Vitor Corrêa, gerente de Comando e Monitoramento do Grupo Tracker, “após o roubo, as máquinas são descaracterizadas, com a retirada de placas, adesivos e identificações, sendo revendidas em outros estados, como Goiás, Paraná e Mato Grosso.”
Com as máquinas geralmente alocadas em propriedades privadas, onde dificilmente são vistas nas rodovias, a recuperação se torna um desafio para as autoridades. Isso torna ainda mais relevante a contratação de serviços de monitoramento e rastreamento, como alerta Corrêa.
Alta nos furtos de pick-ups, com destaque para a Hilux
O aumento nos furtos de pick-ups também é alarmante, com destaque para os modelos Hilux, que tiveram um crescimento de 49,8% nas ocorrências no primeiro semestre de 2025. As pick-ups a diesel são especialmente visadas devido à sua versatilidade e alto valor de mercado. Muitas delas são usadas para o transporte de maquinário agrícola, geradores de energia e até peças ilegais, além de circularem com facilidade dentro das propriedades rurais. “Esses veículos são muito eficazes para o comércio de peças ilegais e clonagem, o que aumenta ainda mais a demanda”, explica Vitor Corrêa.
Outro ponto crucial apontado pelas autoridades é o destino das pick-ups roubadas. Muitas são enviadas para fora do Brasil, principalmente para o Paraguai, onde são revendidas ou usadas como moeda de troca. Estados como Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, São Paulo e Minas Gerais são os mais afetados por esses crimes, devido à proximidade com as fronteiras.
Desafios para as autoridades e a importância do rastreamento
A dificuldade de rastreamento e recuperação de veículos furtados ou roubados é um grande desafio para as autoridades. Como as máquinas agrícolas e as pick-ups são frequentemente retiradas de circulação em locais remotos e privados, onde não há fácil acesso, os crimes se tornam mais complexos de resolver.
Para Vitor Corrêa, a solução para minimizar os impactos desses crimes passa pelo investimento em tecnologias de monitoramento e rastreamento. “É essencial que os produtores rurais adotem sistemas de rastreamento para suas máquinas e veículos, pois isso aumenta significativamente as chances de recuperação”, conclui o gerente de Comando e Monitoramento do Grupo Tracker.
O aumento dos furtos e roubos no campo é uma realidade crescente e exige que os produtores adotem medidas preventivas, como a contratação de serviços especializados, para proteger seu patrimônio e garantir a continuidade de suas operações agrícolas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril
O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.
Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços
A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.
No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.
O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.
Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante
No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:
- Paraná: +20%
- Rio Grande do Sul: +25%
Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.
Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.
Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade
A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.
No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.
Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.
Câmbio limita repasse da alta internacional
Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.
A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.
Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio
A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.
No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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