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Mercado de fosfatados registra alta com expectativa de retomada das exportações chinesas
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O mercado global de fosfatados segue operando com preços elevados, em meio a uma oferta restrita que mantém o setor pressionado. Esse panorama foi destacado no último relatório semanal de fertilizantes da StoneX.
Expectativa pela retomada das exportações chinesas de MAP e DAP
Uma das principais expectativas do mercado é a possível retomada das exportações de fosfato monoamônico (MAP) e fosfato diamônico (DAP) pela China nos próximos meses. Embora ainda não haja confirmação oficial, essa sinalização é vista de forma positiva pelos consumidores.
A retomada chinesa pode ampliar a oferta global, atualmente limitada e sustentando preços altos.
“Essa perspectiva é bem recebida em um momento em que importadores resistem aos preços elevados e agricultores enfrentam relações de troca desfavoráveis”, comenta o analista de Inteligência de Mercado Tomás Pernías.
Cotações firmes no Brasil e movimentação sazonal das importações
No Brasil, os preços dos fosfatados permanecem firmes, acompanhando o padrão sazonal observado nos últimos anos.
As importações de MAP devem se intensificar entre junho e agosto, período de maior demanda.
Nos Estados Unidos, o DAP mantém preços elevados, pressionados pela preocupação com a escassez e pelo possível repasse das tarifas de importação ao consumidor final.
Riscos para a demanda e impacto dos custos do enxofre
Apesar da possível melhora na oferta com a China, o mercado enfrenta riscos que podem afetar a demanda.
O aumento contínuo dos preços, aliado a margens apertadas, pode reduzir o consumo nos próximos meses.
Outro fator importante é o preço do enxofre, insumo essencial na produção de fertilizantes fosfatados, que apresenta tendência de alta há vários meses.
“Mesmo com a retomada das exportações chinesas, a valorização do enxofre eleva os custos de produção, mantendo a pressão altista sobre os preços no mercado internacional”, conclui Pernías.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Mercado de café na Ásia enfrenta escassez de oferta e preocupa traders com riscos climáticos do El Niño
O mercado de café no Sudeste Asiático segue operando com oferta restrita e baixa liquidez nas últimas semanas, em um cenário marcado pela retenção de vendas no Vietnã, atrasos na colheita da Indonésia e crescente preocupação com os impactos climáticos associados ao possível retorno do fenôeno El Niño. A avaliação é da Hedgepoint Global Markets, que monitora o comportamento do mercado global da commodity.
Segundo a análise, o Vietnã — maior produtor mundial de café robusta — registrou forte desempenho nas exportações até abril da safra 2025/26, embarcando 18,6 milhões de sacas, volume 23,9% superior ao observado no mesmo período do ciclo anterior.
Vietnã reduz disponibilidade de café após vendas aceleradas
De acordo com a Hedgepoint Global Markets, os produtores vietnamitas aproveitaram os preços elevados, a maior oferta da safra e a menor presença do Brasil nas exportações nos últimos meses para intensificar as vendas no início da temporada.
Com grande parte da produção já comercializada e o país entrando no período de entressafra, os produtores passaram a reduzir o ritmo de novos negócios, diminuindo a disponibilidade de café no mercado internacional.
Esse movimento levou compradores a buscar alternativas na Indonésia. No entanto, o país também enfrenta dificuldades de oferta.
Chuvas atrasam colheita de café na Indonésia
As chuvas intensas registradas nas últimas semanas provocaram atrasos no início da colheita da safra 2026/27 da Indonésia, reduzindo a disponibilidade imediata do produto e limitando os volumes exportados.
“A safra 26/27 da Indonésia tinha previsão de começar em abril, com volumes maiores chegando ao mercado a partir de maio. No entanto, chuvas intensas ao longo do mês passado atrasaram o início da colheita, limitando a disponibilidade de café”, afirma Laleska Moda, analista de Inteligência de Mercado da Hedgepoint Global Markets.
Oferta restrita sustenta preços do café robusta
O cenário de menor disponibilidade na Ásia também tem sustentado os preços internacionais do café robusta, principalmente porque a entrada da safra brasileira 2026/27 ainda ocorre de forma lenta, apesar da expectativa de produção recorde.
Outro fator que contribui para o suporte das cotações é o fortalecimento do real frente ao dólar, condição que reduz o interesse de produtores brasileiros em acelerar vendas no curto prazo.
El Niño amplia preocupações para próximas safras
Além das restrições imediatas de oferta, o clima segue no radar do mercado cafeeiro global. No Vietnã, abril registrou chuvas abaixo da média após um março mais úmido, aumentando as preocupações sobre a floração e o desenvolvimento das lavouras.
As atenções do mercado se concentram na possibilidade de formação de um novo episódio de El Niño ao longo do segundo trimestre, fenômeno que pode afetar a disponibilidade hídrica nas regiões produtoras.
“Até o momento, nenhum impacto negativo foi relatado, e chuvas adicionais são esperadas nos próximos dias, o que deve proporcionar algum alívio aos agricultores”, destaca Laleska Moda.
Segundo a analista, os maiores riscos climáticos ainda estão concentrados nas próximas temporadas.
“Os principais riscos são vistos atualmente para a safra 27/28, já que o El Niño poderia restringir a disponibilidade de água para irrigação e atrasar a floração do café”, afirma.
Mercado segue atento à oferta global de café
Com estoques reduzidos no Vietnã, atraso da colheita na Indonésia e incertezas climáticas para os próximos ciclos, o mercado internacional de café segue monitorando de perto a evolução da oferta asiática.
A combinação entre menor disponibilidade imediata e riscos climáticos futuros mantém o setor em alerta e reforça a volatilidade nas cotações globais do café robusta.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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