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Após confirmação de gripe aviária, preço do boi cai mais que o do frango no mercado paulista
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A confirmação de um surto de gripe aviária em uma granja comercial no Brasil aumentou a atenção dos agentes dos mercados de carnes e grãos. Segundo levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), apesar da confirmação da doença, o mercado interno da carne de frango não apresentou desorganização significativa na oferta.
Queda moderada no preço do frango resfriado
Entre os dias 15 e 20 de maio, o preço do frango resfriado no atacado da Grande São Paulo registrou uma leve desvalorização de 1%. Essa queda é atribuída principalmente à redução habitual da demanda observada na segunda quinzena do mês.
Preços do suíno seguem em leve queda
No mercado suinícola, o ritmo de queda dos preços se manteve estável desde o início da semana anterior. O valor da carcaça especial suína diminuiu 0,5% entre a quinta-feira passada e a terça-feira desta semana.
Carcaça bovina registra queda mais acentuada
A cotação da carcaça casada bovina no atacado da Grande São Paulo teve uma queda significativa, de 3,7%. Embora os preços da carne bovina e dos animais para abate já vinham em declínio, as quedas se intensificaram a partir da sexta-feira anterior.
Pressão do mercado pecuário reflete possível aumento da oferta de frango
Pesquisadores do Cepea apontam que as vendas da carne bovina estão fracas no início da segunda quinzena. Além disso, a desvalorização dos cortes e a pressão dos frigoríficos na compra de novos lotes de animais indicam que o mercado está respondendo de forma intensa ao possível aumento da oferta interna de carne de frango, resultado do impacto da gripe aviária.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Dólar sobe para acima de R$ 5,20 e mercado acompanha decisões sobre juros e petróleo; Ibovespa inicia sessão atento ao cenário global
O mercado financeiro brasileiro opera em clima de atenção nesta quarta-feira (24), com o dólar registrando valorização frente ao real e os investidores monitorando os desdobramentos da política monetária global, a trajetória dos juros e os movimentos dos preços do petróleo.
Nas primeiras negociações do dia, a moeda norte-americana chegou a ser negociada a R$ 5,20, mantendo o viés de alta observado na sessão anterior. Na terça-feira (23), o dólar comercial encerrou o pregão com valorização de 0,88%, cotado a R$ 5,1866. Durante a manhã desta quarta-feira, o mercado também acompanhava oscilações próximas de R$ 5,16 a R$ 5,20, refletindo a volatilidade típica do ambiente cambial atual.
O movimento ocorre em um cenário de maior cautela dos investidores diante das perspectivas para a política monetária dos Estados Unidos e do Brasil. A manutenção de juros elevados por mais tempo nas principais economias tende a fortalecer o dólar globalmente e reduzir o apetite por ativos de maior risco, como moedas de países emergentes.
Petróleo e cenário internacional influenciam o câmbio
Além dos juros, o mercado acompanha atentamente o comportamento das cotações internacionais do petróleo. A commodity segue no radar dos investidores devido às tensões geopolíticas e aos impactos sobre a inflação global.
Quando os preços do petróleo apresentam forte volatilidade, aumentam as incertezas sobre o crescimento econômico e a trajetória inflacionária, o que influencia diretamente as expectativas para os bancos centrais e, consequentemente, o mercado cambial.
Ibovespa inicia o dia após nova alta
Enquanto o dólar avança, o mercado acionário brasileiro busca manter o desempenho positivo observado na sessão anterior. O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou o pregão de terça-feira com alta de 0,52%, aos 171.249 pontos.
Os investidores seguem atentos aos movimentos das commodities, ao desempenho das bolsas internacionais e à divulgação de indicadores econômicos que possam influenciar as expectativas para a economia brasileira e global.
Desempenho acumulado do mercado
- Dólar
- Semana: +0,41%
- Junho: +2,86%
- Acumulado de 2026: -5,50%
- Ibovespa
- Semana: +1,73%
- Junho: -1,46%
- Acumulado de 2026: +6,28%
Perspectivas para o agronegócio
Para o agronegócio brasileiro, a valorização do dólar continua sendo um fator relevante. Um câmbio mais alto tende a favorecer a competitividade das exportações de commodities como soja, milho, café, algodão, carnes e celulose, ampliando a receita em reais dos exportadores.
Por outro lado, a alta da moeda norte-americana também eleva os custos de insumos importados, especialmente fertilizantes, defensivos agrícolas e máquinas, exigindo atenção redobrada dos produtores na gestão financeira da safra.
Com a volatilidade ainda presente nos mercados globais, analistas avaliam que os próximos movimentos do dólar e da bolsa continuarão sendo influenciados pelas decisões dos bancos centrais, pelos indicadores econômicos e pelo comportamento das commodities no cenário internacional
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


