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Projeto Feira Livre de Trabalho Infantil é premiado pelo CNJ por promover trabalho decente e combater o trabalho infantil
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O projeto Feira Livre de Trabalho Infantil, coordenado pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Espírito Santo (SRTE/ES), conquistou o 3º lugar na Categoria “Promoção do Trabalho Decente” durante a segunda edição do Prêmio de Responsabilidade Social do Poder Judiciário e Promoção da Dignidade, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A cerimônia de premiação ocorreu no último dia 20 de maio e reconheceu iniciativas inovadoras e eficazes voltadas à dignidade humana, inclusão social, enfrentamento às discriminações e promoção de um ambiente laboral decente.
Em seu quinto ano de atuação, o projeto Feira Livre de Trabalho Infantil tem alcançado resultados expressivos na prevenção e erradicação do trabalho infantil em feiras livres, vias públicas e demais logradouros do Espírito Santo. A iniciativa já afastou 935 crianças e adolescentes de situações de trabalho infantil, sendo que 736 adolescentes com idade a partir de 14 anos foram inseridos em programas de Aprendizagem Profissional, 111 apenas em 2024.
Realizado em parceria com o Fórum Estadual de Aprendizagem, Proteção ao Adolescente Trabalhador e Erradicação do Trabalho Infantil (FEAPETI), o projeto é resultado de uma ampla articulação interinstitucional que envolve o Tribunal Regional do Trabalho (TRT), Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério Público Estadual (MPE), Polícia Civil (PC), órgãos municipais e estaduais das áreas de assistência social, educação, saúde e trabalho, Sistema S, organizações da sociedade civil e outros atores locais.
Segundo o auditor-fiscal do Trabalho Péricles Rocha de Sá Filho, coordenador Regional de Fiscalização do Trabalho Infantil no Espírito Santo, a atuação conjunta é um dos pilares do sucesso da iniciativa. “No quinto ano do Projeto, continuamos reconhecendo a importância do trabalho em rede, com a valiosa contribuição dos diversos parceiros que integram o FEAPETI, com a certeza de que a aprendizagem profissional continua sendo a melhor alternativa no combate ao trabalho infantil, impactando e transformando, de forma positiva, a vida dos adolescentes e de seus familiares”, afirmou.
Em 2024, o projeto também foi agraciado nacionalmente com o prêmio do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI), em Brasília, como experiência vencedora na categoria “Ações inter e intrasetoriais de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil”.
“A conquista do reconhecimento pelo CNJ reforça a importância de ações articuladas e sustentáveis no combate ao trabalho precoce, que compromete o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes e perpetua ciclos de pobreza e exclusão social”, ressalta o coordenador Nacional de Fiscalização do Trabalho Infantil, Roberto Padilha.
Feira Livre de Trabalho Infantil
A ação consiste em visitar feiras livres da Grande Vitória, abordar adolescentes em situação de trabalho infantil, fazer o cadastramento e o encaminhamento para programas de aprendizagem profissional, além de conscientizar feirantes e frequentadores sobre a importância do combate ao trabalho infantil. O projeto envolve sob a coordenação da Superintendência Regional do Trabalho, envolve o TRT-17, o Ministério Público do Trabalho (MPT-ES), o Ministério Público Estadual, as secretarias municipais de assistência social e o Sistema S – todos integrantes do Feapeti (Fórum Estadual de Aprendizagem e Erradicação do Trabalho Infantil).
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Ministro Wellington Lima apresenta ações do MJSP à Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado na Câmara dos Deputados
Brasília, 9/6/2026 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, participou, nesta terça-feira (9), de audiência na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados para apresentar iniciativas da pasta e responder a questionamentos de parlamentares sobre segurança pública.
A audiência contou com a presença de outros integrantes da gestão do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), entre os quais o secretário nacional de Segurança Pública (Senasp), Chico Lucas; o secretário nacional de Assuntos Legislativos, Paulo Modesto; o secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes; a secretária nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, Marta Machado; e o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia.
Na reunião, o ministro mencionou a atuação integrada entre União, estados, municípios, Poder Judiciário, Ministério Público (MP) e forças de segurança para o enfrentamento da criminalidade organizada.
Segundo Wellington Lima, a formulação de políticas públicas eficazes depende da cooperação institucional e do diálogo permanente com as Casas Legislativas. “Não há segurança pública sem o Congresso Nacional. A construção de políticas públicas eficazes exige diálogo permanente com o Parlamento, com o Judiciário, com o Ministério Público e com os profissionais que estão na ponta do sistema de segurança”, afirmou.
Entre os temas abordados estiveram as estratégias de combate ao crime organizado, as ações de fortalecimento do sistema prisional, as medidas de combate ao tráfico ilícito de armas e as iniciativas voltadas à descapitalização financeira de organizações criminosas.
Ao tratar das medidas de enfrentamento às facções criminosas, Wellington Lima ressaltou a importância do enfraquecimento financeiro desses grupos.
“O primeiro eixo é exatamente a reprodução e o aperfeiçoamento dos mecanismos de asfixia financeira. É preciso tirar o oxigênio do crime organizado.”
O ministro também apresentou iniciativas voltadas ao aprimoramento da inteligência e da investigação criminal, com foco na ampliação da capacidade de esclarecimento de homicídios e das operações de repressão às organizações criminosas.
Ao abordar o sistema penitenciário, defendeu investimentos em tecnologia, inteligência e protocolos de segurança para impedir a comunicação de lideranças criminosas com grupos que atuam fora das unidades prisionais. “Esse é um problema que não poderia ser adiado de modo algum”, enfatizou.
Operações em unidades prisionais
Durante a audiência, Wellington Lima anunciou que o MJSP realizará, até o final de 2026, uma operação nacional e duas regionais por mês em unidades prisionais de todo o País.
A medida busca reforçar o controle do sistema penitenciário, combater a atuação de organizações criminosas e ampliar a integração entre as forças de segurança e as administrações penitenciárias estaduais.
Plataformas digitais
Sobre plataformas digitais, parlamentares também questionaram os decretos relacionados à atuação das plataformas digitais e às medidas de enfrentamento de crimes praticados no ambiente virtual.
O ministro explicou que as normas foram elaboradas com base em análises técnicas e dados relacionados ao crescimento de ilícitos praticados pela internet, como fraudes eletrônicas, exploração sexual de crianças e adolescentes e divulgação não autorizada de conteúdo íntimo.
“Os decretos foram elaborados a partir de evidências concretas sobre a crescente centralidade da internet na vida dos brasileiros e sobre a urgência de enfrentar o aumento de crimes, atos ilícitos e condutas abusivas que vêm se multiplicando no ambiente digital”, disse.
De acordo com Wellington Lima, as medidas buscam ampliar a capacidade de resposta do Estado diante desses crimes, sem afastar o papel do Congresso Nacional na discussão e eventual definição de regras permanentes para o setor.
“O Parlamento é sempre quem melhor legisla, mas muitas vezes a sociedade clama por alguma providência mais imediata”, completou.
A audiência integra as atividades de fiscalização e de acompanhamento das políticas públicas conduzidas pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados.
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