POLITÍCA NACIONAL
Cleitinho defende fim das emendas parlamentares obrigatórias
POLITÍCA NACIONAL
O senador Cleitinho (Republicanos-MG) defendeu nesta terça-feira (27), em discurso no Plenário, o fim das emendas parlamentares obrigatórias e a valorização do papel fiscalizador do Congresso Nacional. Para o parlamentar, o Legislativo deve se concentrar em legislar e fiscalizar, deixando a execução orçamentária a cargo do Poder Executivo.
— Tratar emenda parlamentar como se fosse a única coisa que um deputado ou um senador pode fazer é muito pouco para o Congresso Nacional. O Parlamento, a maior função dele é fiscalizar e legislar. Se eu acho um absurdo o Judiciário querer legislar, também tenho que achar um absurdo o Legislativo querer executar — afirmou.
Cleitinho declarou apoio à audiência pública convocada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino marcada para 27 de junho, que tratará dos efeitos da execução obrigatória das emendas. Segundo o senador, a prática atual gera desequilíbrio entre os Poderes e reduz a capacidade de planejamento do Executivo.
Durante o discurso, Cleitinho também relatou dificuldades na liberação de recursos indicados por ele em 2023 e criticou a associação entre emendas e apoio político. Mencionou ainda denúncias veiculadas na imprensa sobre supostas ameaças relacionadas à votação de projetos de anistia e afirmou que esta é uma prerrogativa constitucional do Parlamento.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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Projeto isenta setor agropecuário de corte linear em incentivos tributários
O Projeto de Lei Complementar (PLP) 34/26, do deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), exclui os incentivos tributários do setor agropecuário da redução linear de benefícios fiscais federais prevista na Lei Complementar 224/25. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.
A lei instituiu um regime de revisão estrutural de incentivos e benefícios tributários federais, com corte linear e poucas exceções. O projeto busca incluir entre essas exceções os tratamentos tributários relativos a insumos agropecuários e aos créditos presumidos vinculados à cadeia do agro (desde sementes e adubos ao frango, porco, laranja, café, algodão e outros produtos).
Impacto estimado
Segundo Lupion, a redução linear poderia gerar um impacto de aproximadamente R$ 4,3 bilhões apenas em insumos agropecuários – como defensivos, sementes, adubos e fertilizantes – e de R$ 1,5 bilhão na distribuição desses produtos.
Estudos setoriais citados pelo autor apontam ainda efeitos sobre cadeias como: soja e biodiesel (cerca de R$ 500 milhões), aves, ovos e suínos (entre R$ 350 e R$ 400 milhões), lácteos (cerca de R$ 280 milhões) e carne bovina (cerca de R$ 520 milhões).
Para Lupion, esses números mostram que os incentivos em questão não funcionam como privilégio setorial, mas como mecanismos de neutralidade econômica para evitar a cumulatividade tributária em cadeias produtivas longas e intensivas em insumos.
A aplicação do corte linear sobre insumos agropecuários e créditos presumidos recompõe carga tributária justamente onde o sistema deveria garantir neutralidade de custos, na opinião de Lupion. “A redução linear, aplicada sem distinção entre ‘gasto tributário’ e ‘incentivo de neutralidade produtiva’, termina por internalizar tributo como custo, reforçando cumulatividade econômica e deteriorando a competitividade do agro brasileiro”, argumentou.
O deputado alerta ainda para o risco de repasse inflacionário, especialmente em alimentos e combustíveis, com impacto direto sobre o poder de compra da população.
Próximos passos
Ainda não foram definidas as comissões que analisarão o texto. O Plenário da Câmara aprovou, em maio, regime de urgência para o projeto; com isso, ele pode ser votado diretamente no Plenário, sem passar antes pelas comissões da Câmara.
Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei complementar
Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Ana Chalub
Fonte: Câmara dos Deputados


