POLITÍCA NACIONAL
Zequinha Marinho critica uso de imagens de satélite em embargos ambientais
POLITÍCA NACIONAL
O senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) criticou em pronunciamento na quarta-feira (22)os embargos ambientais realizados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) na Região Amazônica. As autuações, disse o senador, são feitas com base em imagens de satélite, sem garantir o direito de defesa dos produtores rurais. O parlamentar afirmou que entre janeiro e setembro de 2025 foram registrados mais de 3.500 embargos por desmatamento em todo o país, sendo a Amazônia responsável por mais de 60% dos casos.
— O uso ostensivo de imagem de satélite, por mais avançado que seja o nível de sensoriamento, não pode substituir o devido processo legal. Embargar sem ouvir, sem investigar com profundidade, é punir sem justiça. É preciso que os embargos sejam acompanhados de ações integradas de regularização fundiária, recuperação ambiental e educação técnica. O embargo deve ser um instrumento de transformação, não apenas um instrumento de punição — disse.
O senador também criticou decisão recente do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que validou o uso de imagens de satélite nos embargos. Segundo Zequinha, a medida dificulta o trabalho de defesa dos produtores e amplia o tempo de regularização. Ele afirmou que, após a autuação, o proprietário leva em média dois anos para reverter o embargo e recuperar o acesso a crédito e programas de incentivo.
— Para 2026, propomos caminhos concretos, integração de bases públicas, como o Sicar [Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural], a Sigef [Sistema de Gestão Fundiária], Prodes [Projeto de Monitoramento do Desmatamento por Satélite] e o cadastro de embargos do Ibama, [com] transparência nos dados e acesso a informação qualificada e investimento em práticas produtivas sustentáveis. Embargar pode até ser necessário, mas prevenir é mais inteligente e mais eficiente. […] Embargos por desmatamento são indicadores da pressão sobre nossos ecossistemas e do desafio de concluir a produção rural com conservação ambiental — disse.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLITÍCA NACIONAL
Plenário aprova João Batista Magalhães para embaixador em Omã
A indicação do diplomata João Batista do Nascimento Magalhães para o cargo de embaixador do Brasil no Sultanato de Omã foi aprovada em Plenário nesta quarta-feira (20) com 39 votos favoráveis e 1 contrário. A MSF 14/2026, da Presidência da República, recebeu parecer favorável da relatora, senadora Tereza Cristina (PP-MS).
O indicado nasceu em São Paulo, em 1963, e é graduado em direito pela Universidade de São Paulo (USP). Na carreira diplomática, desempenhou diversas funções, entre as quais: segundo e primeiro-secretário em Washington (2005-09); primeiro-secretário em Assunção (2009-10); chefe da Assessoria Internacional do Supremo Tribunal Federal (2010-12); cônsul-geral adjunto no Consulado-Geral em Frankfurt (2014-18); e conselheiro e ministro-conselheiro na Embaixada em Pequim (2018 até o presente).
Brasil e Omã estabeleceram relações diplomáticas em 1974, com a instalação da embaixada residente em Mascate em 2008. Hoje o Brasil é o principal parceiro de Omã na América Latina, o que se reflete no comércio bilateral, que se intensificou a partir de 2000, passando de US$ 27 milhões para US$ 2,2 bilhões em 2021. Os principais produtos brasileiros exportados foram minério de ferro (73%), carnes de aves (15%), açúcar (5%) e produtos residuais de petróleo (2%). Já na pauta de importações, destacam-se: fertilizantes (57%) e óleos combustíveis de petróleo (38%).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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