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Conectividade no PNE é tema de debate na Câmara dos Deputados
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Reforçando o compromisso com a democracia, o Ministério da Educação (MEC) participou, nesta terça-feira, 27 de maio, de mais um debate na Comissão Especial do Plano Nacional de Educação (PNE) na Câmara dos Deputados. O colegiado foi criado para analisar o Projeto de Lei 2.614/2024, de autoria do Poder Executivo, que trata do PNE para o decênio 2024-2034. A reunião foi transmitida pelo canal da TV Câmara no YouTube.
O encontro, desta vez, tratou sobre o sétimo objetivo do plano, que diz respeito a conectividade, tecnologia e cidadania digital. Segundo a diretora de Apoio à Gestão Educacional do MEC, Anita Gea Martinez Stefani, a escola brasileira precisa preparar os estudantes “para serem cidadãos digitais críticos e conscientes”, para isso, “desenvolvendo as competências de analisar, criar e se posicionar de forma ética no ambiente digital. Isso, hoje, é essencial”.
Segundo ela, é necessária a promoção do uso pedagógico e crítico das tecnologias, em vez de um uso indiscriminado. “É importantíssimo um olhar sistêmico dos gestores para que o uso das tecnologias vá muito além da infraestrutura e integre o currículo com práticas pedagógicas intencionais”, afirmou a diretora do MEC.
Por fim, a diretora destacou que garantir a conectividade de qualidade para fins pedagógicos em todas as escolas é essencial para promover a inclusão digital e ampliar as oportunidades de aprendizagem. “Sem conectividade, não há como avançar de forma consistente na implementação de práticas pedagógicas inovadoras e na construção de uma cidadania digital efetiva”, disse.
A Câmara dos Deputados instalou a Comissão Especial no dia 29 de abril, para analisar o Projeto de Lei nº 2.614/2024, de autoria do Poder Executivo, que trata do PNE para o decênio 2024-2034. Após a apreciação da Casa, a matéria seguirá para votação no Senado Federal.
O Objetivo 7 do PNE 2024-2034 busca definir caminhos para promover a educação digital para o uso crítico, reflexivo e ético das tecnologias da informação e da comunicação para o exercício da cidadania, sendo composto duas metas: 7A e 7B. A primeira trata de assegurar a conectividade à internet de alta velocidade para uso pedagógico em 50% das escolas públicas da educação básica até o quinto ano de vigência e em todas as escolas públicas da educação básica até o final do decênio. Já a segunda meta busca assegurar o nível adequado de aprendizagem em educação digital para 60% dos estudantes da educação básica até o final da vigência do PNE.
Novo PNE – O Plano Nacional de Educação 2024-2034 foi discutido na Conferência Nacional de Educação (Conae) como política de Estado para garantia da educação como direito humano, com justiça social e desenvolvimento socioambiental sustentável. Além da avaliação da situação educacional, a conferência envolveu a formulação de diretrizes, metas e estratégias para a próxima década.
O projeto de lei do Novo PNE foi assinado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em junho de 2024, e encaminhado ao Congresso Nacional. Também naquele ano, foram realizados encontros, nas cinco regiões do país, para disseminar a proposta do Novo PNE e discutir os planos decenais de educação. Além disso, foram consideradas contribuições de entidades representativas das secretarias estaduais e municipais; conselhos estaduais e municipais de educação; comissões de educação da Câmara e do Senado; secretarias e autarquias do MEC; e do Conselho Nacional de Educação (CNE).
Assessoria de Comunicação Social do MEC
Fonte: Ministério da Educação
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Alunos nota mil inspiram preparação para a redação do Enem 2026
De Fortaleza (CE), Carlos Eduardo Gomes transformou a conquista da nota mil na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em oportunidade e orientação a outros estudantes. De Virginópolis (MG), Samille Leão reservava tempo para responder simulados e reproduzir, em casa, as condições do dia da prova. De Jaguaribe (CE), Elivandro Rodrigues, professor, participa do exame anualmente para compreender melhor os desafios enfrentados por seus alunos. Três trajetórias que podem inspirar quem se prepara para o Enem 2026.
Esses caminhos se encontram na nova edição da cartilha “A Redação do Enem 2026 – Cartilha do Participante”, recém-divulgada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação (MEC). O material explica os critérios de avaliação e apresenta redações de participantes da edição anterior, acompanhadas de comentários pedagógicos.
Para Carlos Eduardo, o apoio da família foi decisivo na trajetória até a universidade e na realização do sonho de cursar medicina. “Sempre acreditaram muito em meu potencial de conseguir chegar em uma universidade, de cursar medicina, que sempre foi meu sonho”, conta, ao falar dos avós e das tias.
A conquista também ampliou o alcance de um projeto de mentoria de redação que Carlos já desenvolvia. Assim, ele passou a atuar na preparação de quase uma centena de estudantes a partir de seu próprio projeto e a integrar uma iniciativa da Secretaria de Educação voltada a alunos do oitavo e do nono ano. “Antes, eu buscava me inspirar em outras histórias, outras trajetórias. E saber que hoje eu sou uma dessas inspirações é uma grande realização para mim”, afirma.
Na preparação de Samille, estudante de medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), os simulados tinham lugar na rotina, inclusive durante feriados e encontros de família. “Eu simulava como se fosse o dia do Enem”, lembra. Para manter a concentração, ela pedia que ninguém entrasse em seu quarto enquanto fazia a prova.
Ao recordar o caminho até a nota máxima, Samille destaca a dedicação e a importância das relações pessoais durante os estudos. “O que eu gostaria que as pessoas lembrassem. quando elas conhecessem minha história. é que é possível, sim, realizar nossos sonhos com dedicação e paciência”, diz.
Multimídia
Elivandro Rodrigues encontrou no próprio exame uma forma de aprimorar o trabalho em sala de aula. A inspiração veio de uma professora de física que fazia o Enem todos os anos para orientar melhor os estudantes. “Meu propósito não é simplesmente tirar nota mil. Eu quero ajudar meus alunos”, explica. Para ele, analisar os próprios erros também ajuda a identificar dificuldades e a preparar os alunos para a prova.
A nota máxima trouxe reconhecimento ao professor e abriu caminho para a criação de um espaço presencial de ensino em sua cidade. “Isso me abriu uma porta aqui na cidade para ter um local presencial, ter um reforço, ter um curso de redação”, relata.
Multimídia
As experiências dos três mostram como a prática, o apoio de outras pessoas e a reflexão sobre a aprendizagem podem fazer parte da preparação para a escrita.
Cartilha – A relação entre conhecimento e argumentação recebe atenção especial na nova cartilha do MEC. O documento alerta para o uso do chamado “repertório de bolso”, ou seja, referências memorizadas e empregadas de forma genérica, sem conexão efetiva com a discussão. De acordo com a cartilha, inserir uma citação de maneira automática ou forçada pode prejudicar a compreensão da proposta e a aplicação de conhecimentos ao tema.
A orientação da cartilha é selecionar referências pertinentes e explicar como elas contribuem para o argumento. Livros, filmes, acontecimentos históricos e outros conhecimentos construídos ao longo da formação podem ser utilizados, desde que façam sentido no texto.
Além disso, também há a recomendação de leitura cuidadosa da proposta e dos textos motivadores antes de definir o posicionamento que será defendido.
Para ajudar os participantes a compreender essas exigências, o material detalha as cinco competências avaliadas: domínio da escrita formal da língua portuguesa; compreensão do tema e da estrutura dissertativo-argumentativa; organização de informações e argumentos; uso dos recursos linguísticos que conectam as ideias; e elaboração de uma proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Cada competência pode receber até 200 pontos.
Na cartilha, há uma seleção com redações de estudantes das cinco regiões do país que obtiveram boas notas no Enem 2025. Os comentários apontam como cada participante desenvolveu o tema, articulou o repertório e apresentou sua proposta de intervenção, oferecendo referências para a revisão e o aprimoramento da própria escrita.
Também foram disponibilizadas versões com orientações específicas para participantes com dislexia, com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e para participantes surdos ou com deficiência auditiva.
Assessoria de Comunicação Social do MEC
Fonte: Ministério da Educação



