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Governo de Minas firma novos acordos para regularização fundiária em 32 municípios

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O Governo de Minas Gerais avança na regularização fundiária rural e firmará nesta quarta-feira (4/6) novos Acordos de Cooperação Técnica com 32 municípios do estado. A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), deve beneficiar cerca de 1.600 famílias com o acesso à posse legal da terra e a políticas públicas como crédito rural.

Confira os principais destaques da medida:

Mais municípios no Programa de Regularização Fundiária

A assinatura dos novos acordos integra a expansão do Programa de Regularização Fundiária Rural, que já entregou mais de 9.500 títulos de posse desde 2019. Com os novos municípios contemplados, o Governo de Minas reforça o compromisso com o desenvolvimento da agricultura familiar e a segurança jurídica dos produtores.

O evento será realizado no Prédio Gerais da Cidade Administrativa e envolve municípios selecionados no último edital de Chamamento Público da Seapa.

Etapas do processo e apoio às prefeituras

Com a assinatura dos acordos, será iniciada a fase de audiências públicas, nas quais serão divulgadas as regras de participação aos interessados. A partir da parceria, as prefeituras passam a contar com o suporte técnico da Seapa para executar as etapas do programa, como:

  • Cadastro dos interessados
  • Análise documental
  • Georreferenciamento das áreas
  • Emissão dos títulos de legitimação da posse de terra devoluta estadual
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O acordo terá validade de dois anos, com possibilidade de prorrogação por igual período.

Municípios contemplados nesta fase

Os 32 municípios que assinarão os acordos são:

Monte Formoso, Ninheira, Varzelândia, Itacambira, Ferros, Berizal, Rio Espera, Patis, Cônego Marinho, Simonésia, Mutum, Porteirinha, Leme do Prado, Joaquim Felício, Virgem da Lapa, Novorizonte, Santa Cruz de Salinas, Alto Rio Doce, Senhora dos Remédios, Itaverava, Formoso, Capela Nova, Bonito de Minas, Catuji, Setubinha, Frei Lagonegro, Itaipé, São José do Jacuri, Coluna, Montezuma, Pai Pedro e Grão Mogol.

Transformação social e econômica

Segundo o vice-governador Mateus Simões, o programa traz segurança jurídica às famílias e impulsiona a economia local:

“Mais do que entregar escrituras, damos às famílias a chance de viver da agricultura familiar e movimentar a economia das regiões em que vivem”, afirmou.

O secretário de Agricultura, Thales Fernandes, também destacou o impacto social da iniciativa:

“O documento de posse é um instrumento transformador de vidas. É um direito que o Governo de Minas tem orgulho de conceder.”

A expectativa da atual gestão é chegar a 16 mil títulos entregues até o final do mandato. Até agora, mais de 105 municípios já foram contemplados, e o objetivo é alcançar 257 cidades em todas as etapas do programa.

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Benefícios ao produtor rural

Para o subsecretário de Assuntos Fundiários e Fomento Florestal, José Ricardo Roseno, a regularização fundiária é a principal política pública voltada à agricultura familiar. Ele ressalta os principais benefícios:

  • Segurança contra grilagem e invasão de terras
  • Acesso a crédito rural, especialmente para investimento
  • Estímulo à sucessão familiar
  • Fomento à produção e à economia regional
Como funciona o processo de regularização
  • Chamamento público: municípios são selecionados com base em critérios como o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano).
  • Audiências públicas: esclarecimentos sobre o programa aos moradores.
  • Cadastramento: posseiros manifestam interesse.
  • Análise documental: verificação da elegibilidade.
  • Georreferenciamento: vistoria técnica das áreas.
  • Relatórios técnicos e jurídicos: confirmação da posse legítima.
  • Validação e entrega dos títulos: posse legal garantida ao beneficiário.

Com essa nova etapa, o Governo de Minas reafirma o compromisso com a inclusão produtiva e a justiça fundiária no campo mineiro, promovendo cidadania, desenvolvimento e segurança para milhares de famílias.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Frete pode representar até 40% do custo das commodities agrícolas e impulsiona avanço da inteligência logística no agronegócio brasileiro

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O transporte de cargas se consolida como um dos principais componentes de custo dentro das cadeias do agronegócio brasileiro. Em algumas operações, o frete pode representar entre 30% e 40% do valor final das commodities agrícolas, segundo levantamento do ESALQ-LOG, da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

O dado evidencia a crescente importância da logística em um setor que movimenta mais de 1 bilhão de toneladas de cargas por ano no país, abrangendo grãos, celulose, cana-de-açúcar, fertilizantes e insumos agrícolas. Nesse contexto, a eficiência logística deixa de ser apenas operacional e passa a ser um fator determinante de competitividade no agronegócio.

Pressão logística aumenta com expansão da produção agrícola

De acordo com a CNA, a expansão da produção agropecuária brasileira tem superado o ritmo de desenvolvimento da infraestrutura logística nacional, ampliando gargalos no transporte e elevando custos operacionais para embarcadores e produtores.

O descompasso entre produção e infraestrutura pressiona o setor a buscar soluções mais eficientes de gestão de transporte, especialmente em um cenário de alta dependência rodoviária e longas distâncias até portos e centros consumidores.

Tecnologia passa a ser peça central na gestão do frete

Diante desse cenário, empresas do agronegócio e operadores logísticos têm intensificado investimentos em tecnologias voltadas à inteligência logística, com foco em rastreamento, automação e análise de dados em tempo real.

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As soluções incluem monitoramento de veículos, cargas, motoristas e rotas, além de sistemas capazes de identificar riscos operacionais antes que eles gerem impactos financeiros ou atrasos na cadeia de abastecimento.

Para o CEO da Maxtrack, empresa especializada em inteligência logística, Braulio de Carvalho, o setor vive uma mudança estrutural na forma de enxergar eficiência e segurança.

“Historicamente, muitas empresas viam a segurança como custo e a eficiência como resultado operacional separado. Hoje, está claro que operações seguras são também mais eficientes, pois evitam perdas, acidentes e interrupções que afetam diretamente os custos e a produtividade”, afirma.

Setor busca previsibilidade e decisões baseadas em dados

Segundo o executivo, o avanço da conectividade, da telemetria e da inteligência artificial tem ampliado a capacidade de gestão das operações logísticas no agronegócio.

“O embarcador deixou de buscar apenas rastreamento. Ele busca previsibilidade, quer entender se a operação está ocorrendo conforme o planejado e identificar gargalos antes que eles gerem prejuízos. Isso muda completamente a forma de gestão da logística”, explica.

A incorporação de sistemas analíticos e ferramentas preditivas permite que decisões sejam tomadas com base em dados em tempo real, reduzindo incertezas e aumentando a eficiência das operações.

Celulose lidera adoção de inteligência logística

Entre os segmentos do agronegócio, o setor de celulose e operações florestais estão entre os mais avançados na adoção de soluções de inteligência logística.

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A necessidade de transporte de grandes volumes em regiões remotas, muitas vezes com baixa infraestrutura e conectividade limitada, impulsiona o uso de tecnologias integradas de monitoramento e gestão de desempenho.

Segundo Braulio de Carvalho, o movimento reflete uma tendência de convergência entre segurança e eficiência operacional.

“Os mesmos dados usados para prevenir acidentes e proteger cargas também ajudam a otimizar rotas, reduzir desperdícios e melhorar a produtividade. Essa integração está se tornando padrão nas cadeias logísticas do agronegócio”, destaca.

Inteligência artificial e conectividade redefinem a logística no campo

Além da telemetria avançada, soluções baseadas em inteligência artificial já permitem identificar comportamentos de risco, analisar imagens automaticamente, gerar alertas preventivos e apoiar decisões mesmo em áreas com baixa cobertura de rede.

Com isso, a logística passa a ocupar um papel ainda mais estratégico na competitividade do agronegócio brasileiro. A capacidade de transformar dados em decisões rápidas e assertivas se torna um diferencial importante para embarcadores e empresas do setor.

“Em um cenário de margens pressionadas e custos elevados, a tecnologia deixa de ser diferencial e passa a ser requisito básico para gestão eficiente da cadeia logística”, conclui o executivo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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