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GreenLight Biosciences reforça compromisso com o agronegócio brasileiro em seu primeiro evento no país

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A GreenLight Biosciences, empresa de biotecnologia pioneira em soluções baseadas em RNA para a agricultura, realizou seu primeiro evento no Brasil, intitulado “Conexões que transformam: RNAi e o futuro da agricultura”. Cerca de 60 profissionais participaram do encontro técnico em Cuiabá (MT), entre pesquisadores, consultores, revendedores, produtores rurais e representantes de instituições públicas e fundações de apoio à ciência.

Compromisso firme com o mercado agrícola brasileiro

Segundo o CEO da empresa, Andrey Zarur, o Brasil é um dos mercados agrícolas mais importantes do mundo e a GreenLight está entusiasmada em expandir sua atuação no país.

“Nosso objetivo é oferecer soluções biológicas eficazes, que trabalhem lado a lado com os agricultores para proteger o suprimento alimentar, respeitando o meio ambiente, a biodiversidade e a saúde”, afirmou Zarur. Ele destacou ainda a segurança e a especificidade da tecnologia RNA na proteção das lavouras.

Fundador da GreenLight destaca sustentabilidade e inovação

Zarur, doutor em biomedicina e engenharia química pelo MIT e fundador da GreenLight em 2008, enfatizou o compromisso da empresa com a sustentabilidade:

“Proteger as lavouras brasileiras de forma sustentável é essencial para preservar o equilíbrio do planeta. Estamos focados em desenvolver soluções que atendam diretamente às necessidades dos agricultores, com um compromisso de longo prazo com o Brasil.”

Visão positiva da equipe local sobre o evento

Cristina Cassis, responsável pelas relações públicas da GreenLight no Brasil, avaliou o encontro como um passo importante:

“Este evento reforça nosso compromisso com o agronegócio brasileiro e marca o início da consolidação da empresa no país.”

Tecnologia exclusiva que transforma a agricultura

No evento, o vice-presidente de pessoas e operações, Jacob DeGuire, apresentou a trajetória da empresa, destacando sua integração entre pesquisa, desenvolvimento e produção, que aceleram a entrega de soluções inovadoras. A GreenLight criou uma nova categoria no Insecticide Resistance Action Committee (IRAC), resultado do desenvolvimento da tecnologia RNA.

“O RNA é uma das poucas tecnologias que respondem aos desafios atuais da agricultura”, afirmou DeGuire. “Nossa plataforma própria permite lançar produtos eficazes e economicamente viáveis.”

Vantagens da tecnologia RNAi na proteção das lavouras

O especialista em biologia molecular, Ken Narva, destacou que a interferência de RNA (RNAi) atua com alta especificidade, atingindo somente os organismos-alvo sem prejudicar insetos benéficos ou o meio ambiente. Além disso, o RNA se degrada naturalmente em poucos dias, deixando resíduos mínimos nos alimentos.

“Produtos baseados em RNAi são seguros para humanos, animais e plantas, representando uma solução sustentável para o manejo agrícola.”

Soluções inovadoras em desenvolvimento para o campo brasileiro

O diretor de desenvolvimento de produtos na América do Sul, Giuvan Lenz, informou que a empresa está em fase avançada de testes em várias regiões do mundo, incluindo o Brasil, onde já iniciou o processo de registro dos primeiros produtos e pedidos de autorização para uso experimental.

“Nossa formulação de RNA tem estabilidade de até dois anos sem necessidade de refrigeração, um avanço importante diante da cadeia fria exigida por muitos biológicos.”

Ele destacou que as soluções abrangem culturas como hortaliças, uvas, citros, café, trigo, algodão e soja, com potencial para atuar em diversas pragas e alta eficiência comprovada em parceria com instituições locais.

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Produto já disponível no mercado brasileiro

A empresa comercializa no Brasil o Fortivance™, solução que potencializa a ação de inseticidas com base na tecnologia RNA, melhorando a absorção e reduzindo a degradação das moléculas no intestino dos insetos, especialmente os da ordem Lepidoptera, comuns no país. O produto é biodegradável, não apresenta fitotoxicidade e é compatível com misturas em tanque.

Resultados positivos no campo com Fortivance™

De acordo com Areadne Zorzetto, diretora de marketing e vendas para a América do Sul, o Fortivance™ vendeu mais de 1 milhão de litros em sua estreia no Brasil e já demonstra resultados concretos:

“Combinado a inseticidas, oferece até 25% mais proteção, amplia a janela de aplicação e reduz o número de pulverizações, otimizando a produção agrícola.”

Com tecnologia inovadora e compromisso de longo prazo, a GreenLight Biosciences aposta no Brasil como um mercado estratégico para levar soluções sustentáveis que podem transformar o futuro da agricultura no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Uso de satélite para barrar crédito rural gera novo debate no setor

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A nova regra que condiciona o acesso ao crédito rural ao monitoramento ambiental por satélite abriu uma frente de tensão entre produtores, Congresso e governo federal. Desde 1º de abril, bancos que operam recursos do Plano Safra passaram a consultar automaticamente dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes) antes da liberação dos financiamentos agropecuários.

O centro da discussão está nos chamados “falsos positivos”, situações em que alterações na cobertura vegetal identificadas pelo sistema acabam sendo interpretadas como desmatamento irregular, mesmo quando decorrem de atividades produtivas permitidas ou manejos regulares dentro da propriedade.

Segundo a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), produtores vêm relatando dificuldades para acessar crédito em casos envolvendo limpeza de pastagem, manejo agrícola, renovação de áreas produtivas e até colheita de florestas plantadas, como eucalipto.

A preocupação do setor é que o sistema utilizado para monitoramento identifica mudanças na vegetação, mas não consegue, sozinho, diferenciar imediatamente uma atividade legal de um desmatamento irregular.

Com isso, o bloqueio ao crédito pode ocorrer antes mesmo de qualquer análise individualizada do caso. Isso inverte o ônus da prova e  obriga o produtor a comprovar posteriormente que a alteração apontada pelo satélite não configura infração ambiental. O processo pode envolver laudos técnicos, documentos fundiários, análises ambientais e procedimentos administrativos que levam semanas ou meses.

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O problema ganha peso porque o crédito rural continua sendo peça central do financiamento agropecuário brasileiro, especialmente em um momento de juros elevados, aumento do endividamento e custos ainda pressionados.

Dados citados pela consultoria Datagro mostram que mais de 5,4 milhões de apontamentos positivos estavam registrados no sistema Prodes até outubro de 2025. Parte dessas ocorrências, segundo o setor, pode estar associada justamente a interpretações equivocadas do monitoramento remoto.

As novas exigências estão previstas nas Resoluções nº 5.193/2024 e nº 5.268/2025, do Conselho Monetário Nacional (CMN), dentro do processo de endurecimento das regras ambientais para concessão de crédito rural.

A justificativa oficial é impedir que propriedades com irregularidades ambientais tenham acesso a recursos públicos subsidiados.

O avanço das restrições provocou reação imediata no Congresso Nacional. Parlamentares ligados à Frente Parlamentar da Agropecuária protocolaram projetos para suspender os efeitos das resoluções até que sejam criados mecanismos considerados mais precisos de validação ambiental.

As propostas também tentam impedir embargos automáticos baseados exclusivamente em imagens de satélite e estabelecer critérios técnicos mais claros para restrições ao financiamento rural.

Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende (foto), o principal problema está na automatização do processo sem análise técnica prévia. “O monitoramento ambiental é necessário e irreversível. O problema começa quando um apontamento preliminar feito por satélite passa a produzir efeito imediato sobre o crédito sem uma verificação individualizada da situação da propriedade”, afirma.

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Segundo Rezende, a insegurança aumenta porque o produtor depende do financiamento para manter o calendário agrícola e não consegue esperar meses por uma solução administrativa. “O crédito rural não financia apenas expansão. Ele financia custeio, compra de insumos, operação da safra e fluxo de caixa da propriedade. Quando o recurso trava por causa de um possível falso positivo, o impacto econômico acontece imediatamente dentro da porteira”, diz.

Ele avalia que o avanço das exigências ambientais tende a se intensificar nos próximos anos, principalmente pela pressão de bancos, mercados importadores e sistemas internacionais de rastreabilidade.

“A questão ambiental passou a fazer parte da análise de risco do crédito rural. Isso já não é mais uma discussão apenas regulatória. O produtor vai precisar cada vez mais de documentação organizada, regularidade ambiental e segurança jurídica para acessar financiamento e mercado”, afirma.

O episódio evidencia uma mudança estrutural no agro brasileiro. Critérios ambientais deixaram de afetar apenas fiscalização e passaram a interferir diretamente na capacidade de financiar produção, renegociar dívidas e manter competitividade no mercado internacional.

Fonte: Pensar Agro

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