MATO GROSSO
Conheça histórias de mulheres que transformaram a maternidade em negócios e expandiram com apoio da Desenvolve MT
MATO GROSSO
Em Mato Grosso, o empreendedorismo feminino segue em expansão e revela um retrato marcado por desafios e reinvenções. As mulheres representam 41% do universo de empreendedores no Estado, somando mais de 224 mil mulheres que estão à frente do próprio negócio, segundo dados do Sebrae-MT. Ainda assim, a experiência de empreender não é igual para todas: 68,2% dessas mulheres têm filhos e é nesse contexto que muitas transformaram a maternidade em oportunidade, contando com apoio da Desenvolve MT. Cerca de 49% dos financiamentos são destinados para empresas com mulheres na liderança, viabilizando tirar projetos do papel e impulsionar seus negócios por meio do crédito.
Para muitas dessas empreendedoras, o ponto de partida nasce dentro de casa, a partir de necessidades e desafios reais do dia a dia. Foi assim com a Patrícia Machado, que encontrou na própria gestação o impulso para empreender. Ao buscar enxovais personalizados e não encontrar opções que atendessem às expectativas, decidiu produzir as próprias peças e acabou descobrindo um novo caminho profissional.
O que começou como uma solução pessoal ganhou força e se consolidou como negócio. Mais do que uma oportunidade de renda, o ateliê representou também uma escolha consciente pela maternidade. Ao deixar o emprego formal, Patrícia decidiu investir no empreendimento para acompanhar de perto o crescimento do filho.
“O ateliê é um sonho realizado em cima da minha maternidade. Foi uma escolha muito pensada para poder acompanhar o meu filho, estar presente nas fases dele e, ao mesmo tempo, construir algo meu”, relata.
Com o crescimento da demanda, surgiram novos desafios como ampliar a produção e investir em equipamentos. Foi nesse momento que Patrícia buscou o apoio da Desenvolve MT. Com o crédito, conseguiu expandir o ateliê, adquirir novas máquinas e aumentar a capacidade de atendimento, transformando o negócio na principal fonte de renda.
Josiani Magosso compartilha uma história semelhante, mas com desafios distintos. Após o filho ser diagnosticado com uma restrição alimentar, ela passou a desenvolver receitas de doces sem lactose para atender às necessidades do filho.
O cuidado materno foi o que deu origem à Le Maçã, uma doceria com proposta saudável que hoje conquista espaço no mercado cuiabano. O crescimento do negócio exigiu novos investimentos e, novamente, o crédito da Desenvolve MT foi essencial para viabilizar a expansão. Com o apoio da agência, Josiani conseguiu adquirir um carrinho personalizado de vendas no shopping, ampliando a visibilidade da marca e alcançando novos clientes.
Diferentemente de Patrícia e Josiani, a enfermeira Camila De Angeli já vivia o universo da maternidade antes mesmo de se tornar mãe. Especialista na área materno-infantil, ela atua há anos oferecendo consultoria em amamentação, cursos de primeiros socorros e treinamentos para famílias e babás. No entanto, foi após o nascimento da filha, Maria Clara, que passou a enxergar ainda mais de perto os desafios enfrentados pelas mães que atende.
Mesmo com experiência na área, Camila enfrentou dificuldades durante a amamentação e precisou recorrer ao aleitamento misto. A vivência trouxe uma nova perspectiva para o trabalho que já realizava.
“Hoje eu me coloco ainda mais no lugar das minhas clientes. Passei a entender na prática muitas das dificuldades que elas vivem e isso aumentou ainda mais minha empatia e respeito pelas mães”, relata.
A experiência também fortaleceu o propósito do negócio, voltado a oferecer acolhimento e informação sem julgamentos às famílias.
As trajetórias mostram que, apesar dos diferentes contextos, muitas mulheres encontram na maternidade não um obstáculo, mas um impulso para empreender. Seja pela necessidade de conciliar trabalho e cuidado, seja pela busca por autonomia financeira, essas mães transformam experiências pessoais em soluções de mercado.
*Com supervisão de Livia Rabani
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Projeto da Unemat incentiva floricultura como alternativa de renda para agricultura familiar
Um projeto de extensão do campus de Tangará da Serra da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) tem incentivado produtores rurais a produzir e comercializar flores tropicais como alternativa de renda.
No programa, estudantes, produtores rurais e profissionais da área desenvolvem atividades práticas, como o cultivo das espécies bastão-do-imperador, alpínia e helicônia, que servem de base para o ensino das técnicas de preparo do solo, produção de mudas, manejo e a colheita das flores.
O projeto Unidades Demonstrativas de Flores Tropicais: Canal de Transferência de Tecnologias e Fortalecimento da Agricultura Familiar no Estado de Mato Grosso é desenvolvido pela professora Celice Alexandre Silva, doutora em Botânica, e tem parceria da Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
“É gratificante pra mim toda quarta-feira ir até o campo das flores e coletar algumas helicônias, alpínias e outros exemplares. Nessas idas ao campo que pude observar também alguns insetos, principalmente os polinizadores. Acredito que ter conhecimento sobre isso vai me ajudar muito na minha profissão”, destaca Yasmim Coelho, acadêmica do 2º semestre do curso de Agronomia e participante do projeto.
A estudante de Agronomia Geisiane Nogueira, do 4º semestre, participa das atividades práticas do projeto no dia a dia e relata que o conhecimento que está adquirindo vai contribuir muito para a formação profissional.
“Já participei de coleta, fiz limpeza nas áreas das flores, adubação, transplante e também a multiplicação de mudas, passando para outros vasos. As atividades estão agregando bastante nessa questão do conhecimento, principalmente na parte de botânica, que eu não conhecia tanto, e também ajuda a colocar na prática o que a gente aprende e quebra um pouco da rotina da faculdade”, afirma.
A professora Celice destaca que a iniciativa tem como foco principal o fortalecimento da agricultura familiar. Os participantes também vão em propriedades rurais para identificar produtores que tenham potencial para trabalhar com a floricultura.
“O intuito do projeto é gerar uma alternativa de renda para o produtor de pequena escala. A gente oferece todo tipo de informação, de pesquisa, tratos culturais, colheita e pós-colheita, desde o plantio até a hora que ele comercializa, para ajudar esse produtor, que consegue ver como a planta cresce, como se desenvolve e o que pode esperar da produção. Por isso a unidade permite que ele acompanhe de perto cada etapa, o que faz diferença, porque quando ele vê acontecendo entende melhor e se sente mais seguro para investir”, explica.
“A floricultura não exige uma grande área para cultivos, não precisa de mão de obra mecanizada, é fácil de cultivar, é uma cultura bastante diversificada, existem espécies de helicônias e alpínias que podem ser usadas no paisagismo”, acrescenta Yasmin.
Eder Richardson, engenheiro agrônomo da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Tangará da Serra, falou sobre a importância da parceria que tem com a Unemat para o desenvolvimento das ações do projeto. “Essa colaboração ajuda na qualidade das pesquisas e na produção de mudas, gerando informações técnicas que são publicadas no Portal MT Horticultura e repassadas aos produtores”.
Capacitação e conteúdos
Com 14 anos de atividade, o projeto atualmente conta com a participação de cinco alunos de graduação, um estudante de mestrado, um de doutorado e um bolsista de apoio técnico, além de professores, técnicos e produtores rurais, envolvendo os cursos de Arquitetura e Urbanismo, Agronomia, Administração, Jornalismo e Biologia.
Durante as atividades são distribuídos materiais informativos, como cartilhas, que ajudam os produtores a aplicar o conhecimento no dia a dia. As cartilhas estão disponíveis no site MT Horticultura e podem ser acessadas clicando aqui.
*Sob supervisão de Aline Chagas
Fonte: Governo MT – MT
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