BRASIL
Alckmin: “Vamos atrair para o Brasil o que há de mais avançado”
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O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, participou do Roadshow Brasil Mais Produtivo nesta sexta-feira (6/6), em Campina Grande (PB). A iniciativa ocorreu no âmbito da Nova Indústria Brasil (NIB) para impulsionar a produtividade e a competitividade das micro, pequenas e médias empresas do país.
” Nós vamos atrair para o Brasil o que há de mais avançado, que é data center e inteligência artificial. O limite no mundo para inteligência artificial e data center vai ser falta de energia. E aqui nós temos energia abundante e renovável “
GERALDO ALCKMIN
Presidente em exercício
“O Nordeste é campeão da energia renovável, com os parques solares e eólicos. Nós somos, hoje, o quinto do mundo, em termos de parques solares e eólicos”, ressaltou. Considerando a alta produção, o presidente em exercício frisou a importância de se armazenar essa energia renovável. “Deve ser lançado, agora, em junho ou julho, o primeiro leilão do país, pelo Ministério de Minas e Energia, de armazenagem de energia em baterias. Então, nós guardamos a energia e mantemos a sua sustentabilidade”, disse.
Atualmente, as fontes de energia mais baratas do país são a solar e a eólica, que custam menos de R$ 200 o megawatt. “Energia mais barata, abundante, e, com isso, nós vamos atrair para o Brasil o que há de mais avançado, que é data center e inteligência artificial. O limite no mundo para inteligência artificial e data center vai ser falta de energia. E aqui nós temos energia abundante e renovável. Então, nós devemos ter grandes investimentos na área de data centers e inteligência artificial”, apontou Alckmin. Para atrair esses investimentos em infraestrutura digital ao país, o Governo Federal vai lançar uma política de estímulo chamada Redata.
No evento, Alckmin também abordou os esforços do governo para acelerar o registro de patentes. “Estava levando sete anos para registrar uma patente no INPI [Instituto Nacional da Propriedade Industrial]. Reduziram para seis, cinco, quatro. Esse ano vamos chegar a três anos e no ano que vem a dois anos, que é o padrão internacional”, afirmou.
DIÁLOGO — O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, destacou a importância do evento, que faz parte da programação do Diálogo Sobre a Competitividade e Combate ao Custo Brasil, promovido durante o encontro da Associação Nordeste Forte, que reúne presidentes das nove Federações das Indústrias do Nordeste.
“Este evento representa uma oportunidade para promover o diálogo e construir soluções para os desafios que afetam a competitividade das empresas brasileiras. Em especial, aqueles relacionados ao chamado Custo Brasil, que impactam diretamente o desempenho da nossa economia. Temos plenas condições de construir um ambiente de negócio mais eficiente e favorável ao crescimento da indústria”, destacou o ministro, ao lembrar que a NIB está promovendo o desenvolvimento do país.
TV 3.0 — Frederico de Siqueira Filho aproveitou o evento para anunciar o próximo lançamento do governo na área de telecomunicações. “Vamos lançar nos próximos dias a TV 3.0, que vai revolucionar o setor de radiodifusão no Brasil. Será uma TV mais interativa, com melhor qualidade de imagem e som, TV aberta, gratuita e que vai aproximar os cidadãos”, enfatizou.
INICIATIVA — Organizado por Senai e Sebrae, o Roadshow Brasil Mais Produtivo apresenta aos empresários da região as oportunidades do programa, que oferece consultorias especializadas e gratuitas para ajudar as empresas a melhorarem seus processos produtivos, incorporarem tecnologias e reduzirem custos operacionais, gerando ganhos reais de produtividade e faturamento. Além de fomentar a produtividade, o evento também é um espaço para debater soluções concretas para o Custo Brasil, conjunto de entraves estruturais, burocráticos e econômicos que elevam o custo de produção no país e comprometem a competitividade da indústria brasileira.
ROADSHOWS — Os roadshows são eventos organizados pelo Senai e pelo Sebrae em várias cidades, voltados para empresários de micro, pequenas e médias indústrias, sindicatos, associações de classe, arranjos produtivos locais e territórios empreendedores. O objetivo é promover regionalmente as ações do programa Brasil Mais Produtivo, informando sobre seus benefícios e detalhando como funcionam as consultorias.
BRASIL MAIS PRODUTIVO — O programa oferece oportunidades para micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) de todos os estados aumentarem sua produtividade, reduzir custos operacionais e impulsionar o faturamento. As modalidades de atendimento no programa incluem consultorias especializadas custeadas pelos parceiros do Brasil Mais Produtivo. Isso significa que as empresas podem receber orientações técnicas e suporte para inovar e crescer, ampliando os benefícios e reduzindo os custos.
Desde seu lançamento em 2023, o programa Brasil Mais Produtivo tem desempenhado um papel fundamental na transformação de micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) industriais, comerciais e de serviços. A iniciativa já engajou cerca de 17 mil negócios na Plataforma de Produtividade, o que representa 8,49% da meta de 200 mil engajamentos até 2027. Além disso, o programa já realizou mais de 14 mil atendimentos industriais e mais de 30.700 atendimentos voltados ao comércio e serviços, atingindo 48,13% da meta estabelecida para 2027, que é de 93 mil.
NOVA INDÚSTRIA BRASIL — O programa Brasil Mais Produtivo está integrado à NIB, que busca promover a transformação digital da indústria nacional, especialmente nas MPMEs, por meio da adoção de tecnologias desenvolvidas no próprio país. A NIB estabelece metas específicas para seis missões, abrangendo os setores de infraestrutura, moradia e mobilidade; agroindústria; complexo industrial de saúde; transformação digital; bioeconomia e transição energética; e tecnologia de defesa. Cada missão possui áreas prioritárias para investimentos visando atingir as metas estipuladas até 2033.
A política busca ainda estimular setores estratégicos por meio de compras públicas, assinando decretos que definem áreas sujeitas a exigências de aquisição nacional. Essa estratégia visa impulsionar a transição energética, economia de baixo carbono e mobilidade urbana. Para aprimorar o ambiente de negócios, a NIB prevê dezenas de projetos, incluindo desburocratização e enfrentamento de desafios apontados pelo setor produtivo. Essa iniciativa visa reduzir o chamado “Custo Brasil”, estimado em R$ 1,7 trilhão anual, com o potencial de economia de R$ 92 bilhões por ano em quatro projetos específicos.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
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Prouni: inscrições para o 2º semestre começam em 7 de julho
O Ministério da Educação (MEC) publicou, nesta quarta-feira, 1º de julho, o Edital nº 51/2026, referente ao processo seletivo do Programa Universidade para Todos (Prouni), que ocorrerá no segundo semestre de 2026. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas exclusivamente pela internet, por meio do Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, no período de 7 a 10 de julho.
Para se inscrever, é necessário que o estudante tenha completado o ensino médio; participado das edições de 2024 ou de 2025 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem); obtido, no mínimo, 450 pontos na média das cinco provas do exame; e não tenha zerado a redação do Enem.
O edital veda a inscrição para quem declarou ter participado do Enem na condição de treineiro, ou seja, quem participou do exame visando a autoavaliação antes mesmo de concluir o ensino médio. Para fins de classificação e eventual pré-seleção no processo seletivo, será utilizada a edição do Enem em que o estudante obteve a melhor média.
Os candidatos precisam atender a pelo menos uma das seguintes condições:
- Ter feito o ensino médio integralmente em escola da rede pública;
- Ter feito o ensino médio integralmente em instituição privada na condição de bolsista integral da respectiva instituição;
- Ter feito o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada na condição de bolsista integral da respectiva instituição;
- Ter feito o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada na condição de bolsista parcial da respectiva instituição;
- Ter feito o ensino médio integralmente em instituição privada na condição de bolsista parcial da respectiva instituição ou sem a condição de bolsista;
- Ser uma pessoa com deficiência como previsto na legislação;
- Ser professor da rede pública de ensino, exclusivamente para concorrer aos cursos de licenciatura e pedagogia destinados à formação do magistério da educação básica. Nesse último caso, não é aplicado o limite de renda exigido aos demais candidatos.
O candidato deverá optar por concorrer às bolsas destinadas à ampla concorrência ou àquelas destinadas à implementação de políticas afirmativas referentes às pessoas com deficiência e autodeclaradas indígenas, pardas ou pretas.
Além disso, é necessário que todos os inscritos se atentem aos critérios de renda exigidos para a obtenção da bolsa. Para as bolsas integrais, que cobrem 100% do valor da mensalidade, a renda familiar bruta mensal por pessoa é de até 1,5 salário mínimo. Já para bolsas parciais, que cobrem 50% do valor da mensalidade, a renda familiar bruta mensal por pessoa é de até três salários mínimos. Os limites de renda não se aplicam aos professores da rede pública de educação básica, desde que concorram às bolsas ofertadas para cursos de licenciatura e pedagogia.
Classificação – A classificação observará a modalidade de concorrência escolhida na inscrição pelo candidato, por curso, turno, local de oferta e instituição. Dentro de cada modalidade, deverá ser obedecida a ordem decrescente das notas e priorizada a seguinte ordem:
- Professor da rede pública de ensino, exclusivamente para os cursos de licenciatura e pedagogia destinados à formação do magistério da educação básica, se for o caso e se houver inscritos nesta situação;
- Estudante que tenha cursado o ensino médio integralmente em escola da rede pública;
- Estudante que tenha cursado o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada na condição de bolsista integral da respectiva instituição;
- Estudante que tenha cursado o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada na condição de bolsista parcial da respectiva instituição ou sem a condição de bolsista;
- Estudante que tenha cursado o ensino médio integralmente em instituição privada na condição de bolsista integral da respectiva instituição;
- Estudante que tenha cursado o ensino médio integralmente em instituição privada na condição de bolsista parcial da respectiva instituição ou sem a condição de bolsista.
Resultado – O resultado da primeira chamada será divulgado no dia 15 de julho na página do Prouni. Já a segunda chamada sairá no dia 5 de agosto. Depois disso, os selecionados na primeira chamada precisam comprovar as informações de 15 a 24 de julho. Já os da segunda chamada deverão confirmar entre os dias 5 e 14 de agosto.
Lista de espera – Para participar da lista de espera do Prouni, o candidato deverá manifestar seu interesse por meio do Portal Acesso Único nos dias 26 e 27 de agosto de 2026. A lista estará disponível na página do Prouni, também no Portal Acesso Único, no dia 1º de setembro, para consulta pelas instituições de ensino superior e pelos candidatos.
Confira o cronograma completo do Prouni 2026/2:
- Inscrições: 7 a 10 de julho
- Resultado 1ª chamada: 15 de julho
- Resultado 2ª chamada: 5 de agosto
- Lista de espera: 26 e 27 de agosto
- Resultado Lista de Espera: 1º de setembro
Prouni – Criado em 2004 pela Lei nº 11.096/2005, o Programa Universidade Para Todos oferta bolsas de estudo (integrais e parciais) em cursos de graduação e sequenciais de formação específica em instituições de educação superior privadas e tem como público-alvo o estudante sem diploma de curso superior. Os processos seletivos do Prouni ocorrem duas vezes ao ano, com oportunidades para ingresso no primeiro e no segundo semestre letivos.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu)
Fonte: Ministério da Educação


