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Preços da tilápia se mantêm estáveis em maio, apesar de queda nas exportações
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De acordo com levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), os preços médios da tilápia viva ou resfriada apresentaram estabilidade ao longo de maio nas principais regiões produtoras acompanhadas pela instituição.
Demanda impulsionada pela Quaresma ajudou a sustentar os preços
Segundo o Cepea, o início do mês foi marcado por uma demanda aquecida, impulsionada ainda pelos efeitos da Quaresma, o que contribuiu para manter as cotações firmes. No entanto, com a chegada das temperaturas mais baixas, a procura pelo pescado diminuiu, exercendo certa pressão sobre os preços.
Exportações em queda, mas ainda em níveis elevados
Apesar da sustentação nos preços internos, o volume de tilápia exportado pelo Brasil registrou queda em maio. Conforme dados da Secex analisados pelo Cepea, foram embarcadas 1.420 toneladas no mês, uma redução de 7,4% em relação a abril. Ainda assim, o resultado representa um avanço de 2,2% quando comparado ao mesmo período de 2024.
Mesmo diante do desaquecimento da demanda no fim do mês e da retração nas exportações, o mercado interno da tilápia conseguiu manter preços estáveis, refletindo um cenário de equilíbrio entre oferta e demanda no período.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Etanol ganha sustentação com chuvas no Centro-Sul e amplia vantagem sobre a gasolina em oito estados e no DF
As chuvas registradas nas principais regiões produtoras de cana-de-açúcar do Centro-Sul do Brasil continuam impactando o mercado de etanol. A menor oferta do biocombustível, provocada pelas dificuldades nas operações industriais das usinas, sustentou a valorização dos preços pela terceira semana consecutiva, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
De acordo com os pesquisadores, as precipitações interromperam o ritmo de moagem e de produção em diversas unidades industriais, reduzindo a disponibilidade de etanol no mercado. Com isso, muitas usinas elevaram os preços pedidos pelo combustível para compensar a menor oferta.
Apesar da tendência de alta, o mercado ainda apresenta liquidez limitada. Em algumas regiões, produtores optaram por negociar volumes pontuais com preços mais baixos, refletindo diferentes estratégias comerciais diante das condições de mercado.
Pelo lado da demanda, distribuidoras seguem adotando uma postura cautelosa. Os compradores acompanham a evolução da safra 2026/27, que apresenta bom desempenho produtivo até o momento, fator que pode ampliar a oferta nas próximas semanas e influenciar o comportamento dos preços.
Etanol mantém vantagem econômica frente à gasolina
Enquanto a oferta restrita sustenta as cotações, o etanol segue competitivo para os consumidores brasileiros. Levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), referente ao período de 21 a 27 de junho, mostra que o biocombustível foi economicamente mais vantajoso do que a gasolina em oito estados e no Distrito Federal.
Na média nacional, a relação entre os preços do etanol e da gasolina ficou em 61,93%, percentual considerado favorável ao consumo do biocombustível, já que a referência tradicional de competitividade é de até 70%.
Os estados onde o etanol apresentou vantagem econômica foram:
- Mato Grosso: 55,65%
- São Paulo: 59,22%
- Mato Grosso do Sul: 61,79%
- Distrito Federal: 63,96%
- Paraná: 63,50%
- Goiás: 64,46%
- Minas Gerais: 65,98%
- Bahia: 69,02%
- Santa Catarina: 69,23%
Especialistas do setor destacam que, em veículos flex mais modernos e eficientes, o etanol pode permanecer vantajoso mesmo quando a paridade supera o patamar de 70%, dependendo do rendimento específico de cada modelo.
Mercado acompanha clima e ritmo da safra
A combinação entre restrições momentâneas na oferta e demanda cautelosa mantém o mercado de etanol em um cenário de equilíbrio delicado. As condições climáticas nas regiões produtoras continuarão sendo determinantes para o ritmo da moagem da cana e para a disponibilidade do biocombustível nas próximas semanas.
Ao mesmo tempo, a evolução da safra 2026/27 será monitorada por produtores, distribuidoras e consumidores, já que uma recuperação mais consistente da produção poderá ampliar a oferta e influenciar a trajetória dos preços no mercado brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
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