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Sistema Ocepar valoriza redução das restrições do México à carne de frango brasileira e aguarda retomada de outros mercados

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O Sistema Ocepar avaliou positivamente a decisão do México de restringir a compra da carne de frango brasileira apenas ao estado do Rio Grande do Sul. Para o superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti, o México é um mercado importante e é fundamental que o comércio seja restabelecido rapidamente.

Paraná, maior produtor nacional de frango

O estado do Paraná lidera a produção de frango no Brasil, respondendo por 34,6% da produção nacional. Das aves produzidas no Paraná, as cooperativas são responsáveis por 48%, o que representa cerca de 2,5 milhões de toneladas.

Expectativa de retomada do mercado chinês

Mafioletti destacou também a expectativa pela retomada das importações pela China, maior comprador da carne de frango brasileira. Ele lembrou que o ciclo de 28 dias de vazio sanitário em Montenegro (RS) será encerrado em 13 de junho, após foco de influenza aviária na região. Caso não surjam novos casos, o Brasil poderá se autodeclarar livre da doença, o que é crucial para a reabertura de vários mercados internacionais.

“Essa condição é fundamental para que diversos outros países voltem a adquirir o nosso produto”, ressaltou Mafioletti.

Atualizações sobre suspensões internacionais

Segundo nota oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), divulgada em 10 de junho, além do México, a Mauritânia suspendeu totalmente as importações de carne de frango do Brasil, enquanto Omã restringiu as compras apenas ao Rio Grande do Sul.

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Países com suspensão total das importações

Os países que mantêm a suspensão total das exportações brasileiras de carne de aves são:

  • China
  • União Europeia
  • Iraque
  • Coreia do Sul
  • Chile
  • Filipinas
  • África do Sul
  • Peru
  • Albânia
  • Canadá
  • República Dominicana
  • Uruguai
  • Malásia
  • Mauritânia
  • Argentina
  • Timor-Leste
  • Marrocos
  • Índia
  • Sri Lanka
  • Macedônia do Norte
  • Paquistão
Países com suspensão parcial (limitação ao RS)

Já as nações que limitam as compras à produção do Rio Grande do Sul são:

  • Arábia Saudita
  • México
  • Kuwait
  • Reino Unido
  • Omã
  • Rússia
  • Bielorrússia
  • Armênia
  • Quirguistão
  • Angola
  • Turquia
  • Bahrein
  • Cuba
  • Montenegro
  • Namíbia
  • Cazaquistão
  • Bósnia e Herzegovina
  • Tajiquistão
  • Ucrânia
Suspensão localizada em Montenegro (RS)

Ainda há países que não aceitam apenas carne produzida no município de Montenegro (RS), como:

Emirados Árabes Unidos

  • Japão
  • Catar
  • Jordânia
Ações do Mapa para garantir segurança sanitária

O Mapa informou que mantém diálogo constante com as autoridades sanitárias dos países importadores, fornecendo informações técnicas de forma ágil e transparente. O objetivo é assegurar a segurança sanitária e acelerar a retomada segura das exportações brasileiras.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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