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Trigo: preços variam no Sul enquanto mercado internacional recua com avanço da colheita nos EUA

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Trigo registra preços distintos no Sul do Brasil e sofre pressão externa com queda em Chicago

O mercado brasileiro de trigo continua operando em ritmo moderado nos estados da Região Sul, com negociações pontuais, baixa liquidez e cautela por parte dos compradores. Enquanto produtores mantêm postura firme nas ofertas, os moinhos evitam ampliar posições diante da demanda ainda limitada. No cenário internacional, as cotações do cereal encerraram a terça-feira (23) em queda na Bolsa de Chicago, pressionadas pelo avanço da colheita nos Estados Unidos e pelas perspectivas favoráveis para a oferta global.

Mercado de trigo segue lento no Sul do país

Segundo informações da TF Agroeconômica, o mercado físico apresenta comportamentos distintos entre Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, mas mantém como característica comum a reduzida movimentação comercial.

No Rio Grande do Sul, o trigo de melhor qualidade é negociado entre R$ 1.430 e R$ 1.450 por tonelada entregue aos moinhos. Já o trigo melhorador alcança até R$ 1.500 por tonelada, enquanto lotes de qualidade inferior registram valores mais baixos. Também foram reportados negócios FOB de menor volume a R$ 1.350 por tonelada, com embarque previsto para julho.

Os moinhos gaúchos já possuem cobertura para boa parte das necessidades de curto prazo e começam a direcionar atenção para agosto. Paralelamente, surgem preocupações relacionadas à próxima safra, especialmente quanto aos custos de produção, comportamento climático influenciado pelo El Niño e riscos fitossanitários ligados à incidência de DON (Deoxinivalenol), uma micotoxina que afeta a qualidade dos grãos.

Além disso, cooperativas localizadas nas regiões Central e Noroeste do estado indicam uma possível redução de até 40% na área cultivada com trigo, embora ainda não haja confirmação oficial. A estimativa da Emater-RS aponta produção próxima de 2,2 milhões de toneladas na safra 2026, volume significativamente inferior às 3,8 milhões a 4 milhões de toneladas registradas no ciclo anterior.

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Em Santa Catarina, a comercialização também permanece limitada. A dificuldade na venda de farinha segue restringindo novas compras pelos moinhos. Os negócios envolvendo trigo-pão ocorreram em torno de R$ 1.360 por tonelada FOB, enquanto o trigo melhorador foi negociado próximo de R$ 1.400 FOB. No mercado de balcão, os preços permaneceram estáveis na maior parte das regiões produtoras.

No Paraná, predominam operações de oportunidade, motivadas principalmente pela necessidade de liberar espaço para a chegada da safrinha de milho. As indicações de compra variam entre R$ 1.450 e R$ 1.500 por tonelada CIF nos moinhos, enquanto as ofertas dos vendedores partem de R$ 1.400 FOB.

Nos Campos Gerais, a referência está próxima de R$ 1.420 CIF, enquanto compradores já analisam contratos de trigo novo para setembro ao redor de R$ 1.400 CIF. No Norte do estado, os preços variam entre R$ 1.450 e R$ 1.480 CIF. Já no Sudoeste, os negócios são registrados na faixa de R$ 1.350 a R$ 1.370 FOB.

Bolsa de Chicago recua com avanço da colheita americana

No mercado internacional, os contratos futuros de trigo encerraram a sessão em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O principal fator de pressão foi o avanço mais acelerado da colheita do trigo de inverno nos Estados Unidos.

Dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostram que a colheita atingiu 40% da área prevista até o dia 21 de junho. O percentual ficou acima da expectativa média do mercado, estimada em 36%, e superou amplamente a média histórica dos últimos cinco anos, de 24%.

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O relatório também apontou que 54% das lavouras de trigo de primavera estão classificadas entre boas e excelentes condições, um ponto percentual abaixo da semana anterior. Apesar desse recuo, os investidores mantiveram o foco no aumento da disponibilidade global do cereal.

Parte das perdas foi limitada pela revisão negativa da produção russa. A consultoria Sovecon reduziu sua estimativa para a safra de trigo da Rússia em 2026/27 para 88,9 milhões de toneladas, ante projeção anterior de 90,3 milhões. A área cultivada com trigo no país foi estimada em 25,8 milhões de hectares, o menor nível desde 2014.

Além dos fundamentos de oferta, operadores ajustaram posições antes do início do período de notificações para entrega dos contratos futuros. O mercado também segue monitorando os impactos de um dólar mais forte e da manutenção de juros elevados nos Estados Unidos sobre a competitividade das commodities agrícolas.

Cotações do trigo em Chicago

Os contratos com vencimento em julho fecharam cotados a US$ 5,86 por bushel, registrando queda de 1,79% no dia.

Já os contratos para setembro encerraram a sessão a US$ 5,97 por bushel, com recuo de 1,72%.

Perspectivas para o mercado

O mercado de trigo segue dividido entre os fundamentos internos e externos. No Brasil, a baixa disponibilidade de negócios e as incertezas em relação à próxima safra sustentam parte dos preços no Sul. No exterior, entretanto, a evolução da colheita norte-americana e a expectativa de ampla oferta global continuam exercendo pressão sobre as cotações.

O comportamento climático nos próximos meses, especialmente nas regiões produtoras brasileiras e nos principais exportadores mundiais, deverá ser determinante para a formação dos preços do cereal no segundo semestre.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Região do Cerrado Mineiro leva cafés da nova safra 2026/27 à World of Coffee Brussels 2026 e reforça protagonismo global

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A Região do Cerrado Mineiro participará da World of Coffee Brussels 2026, entre os dias 25 e 27 de junho, levando ao mercado global os primeiros cafés da safra 2026/2027 e uma programação voltada à valorização da origem, da rastreabilidade e da qualidade.

Reconhecida como a primeira Denominação de Origem de cafés do Brasil, a região utilizará o evento como vitrine estratégica para ampliar relacionamento com compradores, torrefadores, importadores e cafeterias, além de reforçar sua posição no cenário internacional da cafeicultura de origem controlada.

Experiência sensorial e valorização da origem

No estande da Região do Cerrado Mineiro, o público poderá participar de sessões de cupping conduzidas pela equipe técnica da entidade, com apresentação de diferentes perfis sensoriais da nova safra.

A proposta é aproximar profissionais do setor das histórias, dos produtores e dos atributos que consolidam o Cerrado Mineiro como uma das origens mais reconhecidas da cafeicultura brasileira, com foco em inovação, consistência e qualidade.

Programação especial com convidados internacionais

Um dos destaques será o Brew Bar Takeover realizado pela Cafezal Milano, parceira da Região do Cerrado Mineiro desde 2024. A operação ficará responsável pelo Brew Bar e pelo Espresso Bar durante todo o evento, reforçando a experiência de hospitalidade e valorização da origem.

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A programação contará ainda com nomes de destaque do cenário internacional do café:

  • No dia 25 de junho, a barista e consultora Charlène Cabioch conduzirá uma experiência sensorial baseada na união entre café e coquetelaria, explorando novas formas de consumo e extração de atributos dos cafés da região.
  • No dia 26 de junho, o campeão mundial de Cezve/Ibrik 2023, Ivan Bilousov, apresentará cafés do Cerrado Mineiro utilizando o tradicional método turco, destacando como diferentes culturas influenciam a percepção sensorial.

Encerrando a programação, no dia 27 de junho, o consultor de qualidade e Roast Master SCA, Ramon Gondim, comandará a experiência “Cerrado Mineiro by Brasil Experience”, com foco na diversidade sensorial da nova safra.

Cuppings diários e promoção dos cafés da nova safra

Além das ativações especiais, a Região do Cerrado Mineiro promoverá sessões diárias de cupping voltadas a profissionais do setor, incluindo compradores, torrefadores e importadores.

Serão apresentados cafés naturais, fermentados e microlotes selecionados da safra 2026/2027, reforçando a diversidade produtiva e os diferenciais competitivos da origem brasileira no mercado de cafés especiais.

Estratégia de internacionalização e fortalecimento da origem

Para o diretor executivo da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, Juliano Tarabal, a participação no evento busca gerar conexões e ampliar o conhecimento sobre a origem brasileira.

“Mais do que apresentar cafés, queremos proporcionar experiências que aproximem as pessoas da nossa origem. Cada atividade foi pensada para mostrar como qualidade, rastreabilidade, inovação e compromisso com o futuro estão presentes em toda a cadeia produtiva da Região do Cerrado Mineiro”, afirma.

Já o presidente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, Gláucio de Castro, destaca o caráter estratégico da participação na feira internacional.

“A World of Coffee é um dos principais pontos de encontro da cafeicultura mundial. Preparamos uma programação que valoriza a diversidade dos cafés produzidos em nossa região e permite apresentar a força de um território construído sobre origem, cooperação e confiança”, ressalta.

Projeção global do café brasileiro

Com a presença na World of Coffee Brussels 2026, a Região do Cerrado Mineiro reforça sua estratégia de internacionalização e consolida sua posição como uma das origens mais relevantes do café brasileiro no mercado global de cafés especiais, ampliando conexões e oportunidades comerciais em um dos principais eventos do setor.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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