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ONU Turismo e CAF irão premiar iniciativas voltadas ao turismo indígena sustentável na América Latina e Caribe
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Estão abertas, até o dia 15 de junho, as inscrições para o Desafio de Turismo Indígena para a América Latina e o Caribe, uma iniciativa da ONU Turismo e do Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF). O objetivo é reconhecer e impulsionar projetos e startups que promovam o turismo sustentável, respeitando os saberes tradicionais e os territórios dos povos indígenas da região.
A proposta é apoiar iniciativas que promovam a valorização de culturas ancestrais por meio de experiências turísticas autênticas, como rituais e cerimônias espirituais, práticas de saberes tradicionais, visitação a sítios históricos e conexão com a natureza. Além disso, os projetos devem contribuir para o desenvolvimento socioeconômico das comunidades envolvidas, com respeito à autonomia e às identidades locais.
O desafio busca empreendimentos inovadores, com no máximo três anos de operação, que apresentem impacto social mensurável, viabilidade econômica e potencial de crescimento. Os finalistas terão acesso a mentoria especializada, redes de apoio, bolsas de estudo e visibilidade internacional em eventos de alto nível. O projeto vencedor receberá um prêmio de US$ 10 mil, além de apoio técnico para implementação.
CRITÉRIOS DE SELEÇÃO – Para se candidatarem, os projetos devem apresentar soluções criativas e sustentáveis em pelo menos uma das seguintes áreas:
• Empoderamento econômico de comunidades indígenas: iniciativas que capacitam as comunidades locais, fortalecendo sua autonomia na gestão do turismo.
• Preservação e revitalização de tradições: projetos que valorizam idiomas, práticas culturais, artísticas e rituais indígenas.
• Promoção da gastronomia local: iniciativas que destacam a culinária tradicional como parte da experiência turística, apoiando produtores locais.
• Desenvolvimento comunitário do turismo indígena: propostas lideradas e administradas pela própria comunidade, com foco em práticas justas e sustentáveis.
Outros critérios avaliados incluem a geração de impacto social e ambiental positivo, preservação do patrimônio cultural e natural, inovação nas propostas, sustentabilidade financeira e viabilidade técnica.
ETAPAS DO PROCESSO SELETIVO
• Submissão de projetos: até 15 de junho de 2025
• Seleção dos semifinalistas: 16 de junho a 2 de julho
• Seleção dos finalistas: 16 a 27 de julho
Os interessados devem consultar os detalhes do edital e realizar a inscrição pelos sites oficiais do CAF e da ONU Turismo.
Por Lívia Albernaz
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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Paraná recebe projeto Defensoras Populares e conclui implementação da iniciativa em dez estados
Curitiba, 27/6/2026 – O projeto Defensoras Populares será lançado neste sábado (27), em Curitiba (PR), marcando a conclusão do ciclo de implementação da iniciativa em dez estados brasileiros. Promovido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), o projeto fortalece a educação em direitos, amplia o acesso à Justiça e contribui para a prevenção da violência de gênero por meio da formação de lideranças femininas em seus territórios.
O projeto integra o programa Antes que Aconteça, da Secretaria Nacional de Acesso à Justiça (Saju), e o Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio. Desenvolvido em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), tem como objetivo fortalecer redes comunitárias de proteção e ampliar o acesso das mulheres aos serviços de Justiça e assistência.
A cerimônia contará com a presença de deputadas federais, vereadoras, representantes do sistema de Justiça e do Governo Federal. Também participará da mesa de abertura a ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, reforçando o compromisso interinstitucional com o enfrentamento à violência contra as mulheres.
O lançamento ocorre em um contexto de agravamento da violência doméstica e familiar no estado. Segundo dados da Divisão de Polícia Especializada (DPE) da Polícia Civil do Paraná, mais de 70 mil denúncias foram registradas no último ano. No mesmo período, cerca de 32 mil medidas protetivas foram solicitadas. Embora os números tenham aumentado em relação ao ano anterior, especialistas apontam que esse crescimento também reflete uma maior disposição das vítimas em denunciar as agressões.
Para a secretária nacional de Acesso à Justiça do MJSP, Sheila de Carvalho, os indicadores reforçam a necessidade de fortalecer as redes de proteção e garantir que as mulheres conheçam seus direitos e os mecanismos disponíveis para romper o ciclo da violência.
“A violência contra as mulheres não é um problema privado, é uma grave violação de direitos humanos que exige respostas coletivas e permanentes do Estado e da sociedade. O crescimento das denúncias também mostra que mais mulheres estão encontrando alternativas para pedir ajuda, e o projeto Defensoras Populares nasce justamente para ampliar esses caminhos, formando mulheres que se tornam pontes de informação, acolhimento e acesso à Justiça em suas comunidades”, afirma.
Com a conclusão da implementação nos dez estados contemplados, o projeto consolida uma estratégia nacional de prevenção baseada no fortalecimento de lideranças femininas, na promoção da cidadania e na construção de redes comunitárias capazes de identificar situações de violência, orientar mulheres sobre seus direitos e ampliar o acesso aos serviços de proteção.


