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MEC apresenta coletânea da história da Rede Federal
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O Ministério da Educação (MEC) lançou, nesta quinta-feira, 9 de outubro, último dia da 5ª Semana Nacional da Educação Profissional e Tecnológica, a coletânea de livros “Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica: quase dois séculos mudando o Brasil”. São cinco volumes, um para cada região do país, que apresentam os contextos regionais das instituições que compõem a Rede Federal, destacando o processo de interiorização e a capilaridade em todas as regiões brasileiras.
“É a materialização de uma memória compartilhada, que conecta a tradição e a inovação, consolida a identidade e amplia a visibilidade dessas instituições e de uma política pública educacional que é transformadora”, disse o secretário de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, Marcelo Bregagnoli.
Unindo o passado e o presente em 41 capítulos, a obra reúne textos escritos por 140 autores que apresentam as trajetórias históricas de cada uma das instituições, de modo a estabelecer um diálogo entre a memória e a inovação educacional. Serão distribuídos 5 mil exemplares impressos para as bibliotecas dos institutos federais, dos centros federais de educação tecnológica (Cefets) e do Colégio Pedro II. A versão digital pode ser acessada nos repositórios abaixo:
“Essa coletânea, que é fruto de uma articulação entre a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do MEC e o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de EPT, representa, acima de tudo, a história das pessoas, de comunidades e de uma rede que ajuda, ajudou e ajudará a mudar o Brasil pela educação”, declarou a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação do Instituto Federal de Goiás (IFG), Lorena Rosa.
Organizada em 2024, a coleção mostra que as juventudes que hoje inovam são herdeiras de uma tradição educacional iniciada em 1909 e que ainda transforma o país. A obra foi executada em rede, envolvendo diversos atores. O processo de editoração foi conduzido pelo IFG (Editora IFG), em coedição com sete editoras parceiras.
“Com esse lançamento, nós mostramos o poder que temos ao trabalhar em rede. Precisamos, enquanto rede, celebrar esse momento, celebrar a nossa história”, defendeu o reitor do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), José Arnóbio de Araújo Filho.
Identidade – Um painel fotográfico também integra a coletânea, com imagens de todos os campi das instituições que oferecem um registro sistemático e atualizado da presença territorial e institucional da Rede Federal em todo o país. Além disso, a identidade gráfica da coletânea é inspirada em espécies arbóreas brasileiras de todas as regiões do país, simbolizando a diversidade e a longevidade da Rede Federal.
Rede Federal – Com mais de 600 campi em funcionamento e mais de 100 em implantação, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) do Governo Federal, a Rede Federal possui origem em uma trajetória que completou 116 anos em 2025, mas sua temporalidade se amplia para quase dois séculos, considerando a criação do Colégio Pedro II, em 1837.
Evento – A 5ª edição da Semana Nacional é uma iniciativa do MEC, por meio da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec), e está sendo realizada em conjunto com o Festival Curicaca, evento promovido pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). Em 2025, os visitantes puderam conhecer 400 projetos de 63 instituições que ofertam cursos técnicos e tecnológicos em todos os estados brasileiros. Este ano, o tema da Semana Nacional da EPT foi “Juventudes que inovam, Brasil que avança”.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Setec
Fonte: Ministério da Educação
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Paraná recebe projeto Defensoras Populares e conclui implementação da iniciativa em dez estados
Curitiba, 27/6/2026 – O projeto Defensoras Populares será lançado neste sábado (27), em Curitiba (PR), marcando a conclusão do ciclo de implementação da iniciativa em dez estados brasileiros. Promovido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), o projeto fortalece a educação em direitos, amplia o acesso à Justiça e contribui para a prevenção da violência de gênero por meio da formação de lideranças femininas em seus territórios.
O projeto integra o programa Antes que Aconteça, da Secretaria Nacional de Acesso à Justiça (Saju), e o Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio. Desenvolvido em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), tem como objetivo fortalecer redes comunitárias de proteção e ampliar o acesso das mulheres aos serviços de Justiça e assistência.
A cerimônia contará com a presença de deputadas federais, vereadoras, representantes do sistema de Justiça e do Governo Federal. Também participará da mesa de abertura a ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, reforçando o compromisso interinstitucional com o enfrentamento à violência contra as mulheres.
O lançamento ocorre em um contexto de agravamento da violência doméstica e familiar no estado. Segundo dados da Divisão de Polícia Especializada (DPE) da Polícia Civil do Paraná, mais de 70 mil denúncias foram registradas no último ano. No mesmo período, cerca de 32 mil medidas protetivas foram solicitadas. Embora os números tenham aumentado em relação ao ano anterior, especialistas apontam que esse crescimento também reflete uma maior disposição das vítimas em denunciar as agressões.
Para a secretária nacional de Acesso à Justiça do MJSP, Sheila de Carvalho, os indicadores reforçam a necessidade de fortalecer as redes de proteção e garantir que as mulheres conheçam seus direitos e os mecanismos disponíveis para romper o ciclo da violência.
“A violência contra as mulheres não é um problema privado, é uma grave violação de direitos humanos que exige respostas coletivas e permanentes do Estado e da sociedade. O crescimento das denúncias também mostra que mais mulheres estão encontrando alternativas para pedir ajuda, e o projeto Defensoras Populares nasce justamente para ampliar esses caminhos, formando mulheres que se tornam pontes de informação, acolhimento e acesso à Justiça em suas comunidades”, afirma.
Com a conclusão da implementação nos dez estados contemplados, o projeto consolida uma estratégia nacional de prevenção baseada no fortalecimento de lideranças femininas, na promoção da cidadania e na construção de redes comunitárias capazes de identificar situações de violência, orientar mulheres sobre seus direitos e ampliar o acesso aos serviços de proteção.


