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Beef Hour transforma a Feicorte 2025 em uma imersão completa no universo da carne bovina
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Feicorte 2025 e a experiência Beef Hour
De 17 a 21 de junho, o Recinto de Exposições Jacob Tosello, em Presidente Prudente (SP), será palco da Feicorte 2025 — Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne — que recebe a Beef Hour, uma programação especial que une conhecimento técnico, sabores exclusivos e cultura em torno da carne bovina.
O público poderá desfrutar de palestras com especialistas, degustações de cortes premium, um churrasco inédito com 14 raças bovinas brasileiras e uma agenda cultural que destaca a importância do setor no Brasil. O evento é gratuito e aberto ao público, reunindo produtores, indústrias, instituições e consumidores para troca de experiências e negócios.
Beef Hour das Raças: churrasco único com 14 raças brasileiras
No dia 17 de junho, logo após a abertura oficial, acontece a Beef Hour das Raças — uma iniciativa inédita que reúne cortes especiais de 14 raças bovinas produzidas no Brasil, entre zebuínas e europeias. Estarão presentes raças como Nelore, Tabapuã, Brahman, Angus, Wagyu, entre outras.
Essa ação é fruto de uma parceria entre entidades representativas, como a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), e produtores de todo o país, que garantem a qualidade e autenticidade dos cortes, valorizando a genética nacional.
Gastronomia diversificada para todos os dias
Durante toda a semana, o público terá acesso a diversas opções gastronômicas com foco em carne bovina:
- Casa Beef Hour: comandada pela chef e assadora Helô Palácio, embaixadora da Feicorte, com menu exclusivo de cortes selecionados diariamente, localizada na Casa do Criador.
- Restaurante Andrea: buffet completo com preço fixo, incluindo pratos variados, sobremesas e café cortesia, também próximo à pista de julgamentos.
- Estação Cupim Defumado: American Barbecue brasileiro, com cupim, arroz, feijão gordo e salada ao estilo americano.
- Estação Wagyu: hambúrgueres gourmet preparados com carne reconhecida mundialmente pela maciez e marmoreio, promovida pela Associação Brasileira dos Criadores de Wagyu.
Presença de grandes apoiadoras: Friboi e marcas associadas
A Friboi, empresa da JBS, junto com UBOI e Escritório Verde, participa ativamente da feira, oferecendo informações, degustações e compromisso com a sustentabilidade.
No espaço gastronômico, os visitantes poderão experimentar produtos das marcas Maturatta — cortes para churrasco maturados para maior maciez — e 1953 Friboi, linha premium com cortes selecionados das melhores raças europeias, reconhecidos pela alta qualidade.
Degustações especiais e conteúdo técnico no Espaço Beef Hour
Além das experiências gastronômicas, o Espaço Beef Hour traz programação técnica com palestras e debates:
- 17 de junho: lançamento com degustação e apresentação do projeto da Associação Brasileira dos Criadores de Wagyu, com palestra da médica-veterinária Tatiana Claro Caruso.
- 18 de junho: Confraria da Carcaça Nelore apresenta carne de alta qualidade e debate “Carne de Qualidade no Século XXI: Desafios Produtivos e Demandas Globais”, com especialistas do setor.
A curadoria é de Roberto Grecellé, especialista em agronegócios, que destaca temas como genética, tecnologia industrial e comportamento do consumidor em painéis até o dia 20 de junho.
Entretenimento e encerramento com Beef Hour Origens
Além da programação técnica e gastronômica, a Feicorte 2025 terá shows ao longo da semana para momentos de descontração.
O encerramento, no dia 21 de junho, será marcado pela Beef Hour Origens — evento gratuito que une carne e música, com estações de carne típicas da pecuária brasileira e apresentações ao vivo, celebrando a tradição e cultura do setor em clima de confraternização.
Quer mais informações sobre o universo da carne e eventos do setor? Fique atento à Feicorte 2025, que promete ser uma verdadeira imersão no melhor da pecuária nacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Brasil pode unificar rastreabilidade para blindar soja e carne à China e à União Europeia
A integração dos sistemas utilizados para comprovar a origem da soja e da carne bovina pode reduzir custos, evitar auditorias repetidas e fortalecer o acesso dos produtos brasileiros aos mercados da China e da União Europeia. A proposta consta de um estudo divulgado pelo WRI Brasil, que identificou 21 iniciativas públicas e privadas de rastreabilidade e controle ambiental em funcionamento no País, mas com critérios, bancos de dados e formas de verificação diferentes.
O WRI Brasil não é um órgão público nem representa produtores ou empresas do agronegócio. Trata-se de uma associação privada sem fins lucrativos e de pesquisa ambiental, integrante do World Resources Institute, organização internacional fundada nos Estados Unidos em 1982. A instituição atua em mais de 50 países e desenvolve estudos sobre clima, florestas, cidades, alimentos e uso da terra, em parceria com governos, empresas, universidades e organizações da sociedade civil.
Por isso, o protocolo sugerido pelo instituto não tem força de lei, não substitui a fiscalização brasileira e tampouco cria uma certificação obrigatória. A proposta funciona como uma recomendação técnica para aproximar ferramentas que já existem, mas ainda não conversam adequadamente entre si.
O problema identificado está na fragmentação. Uma plataforma verifica a situação ambiental da propriedade; outra acompanha a movimentação dos animais; uma terceira atende a determinado comprador ou certificação. Também existem diferenças nas datas utilizadas para delimitar o desmatamento, no tratamento dos fornecedores indiretos e nos critérios de bloqueio de propriedades.
Na prática, uma mesma fazenda pode estar regular perante a legislação brasileira e, ainda assim, não atender ao protocolo privado de uma empresa ou à exigência ambiental de determinado mercado. Para o produtor, isso significa fornecer informações semelhantes várias vezes, contratar auditorias diferentes e enfrentar dúvidas sobre qual padrão será aceito no momento da venda.
A proposta ganha relevância pelo tamanho das duas cadeias. O Brasil colheu 180,6 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26 e poderá exportar 116,3 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento. Na pecuária, o País possui o maior rebanho comercial do mundo, produz mais de 11 milhões de toneladas de carne bovina por ano e ocupa a liderança global nas exportações.
A China está no centro dessa discussão. O país asiático comprou R$ 282 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro em 2025, considerando o câmbio de R$ 5,10, e respondeu por quase um terço de toda a receita externa do setor. O mercado chinês recebe a maior parte da soja exportada pelo Brasil e aproximadamente metade da carne bovina embarcada pelo País.
Embora a China ainda não tenha uma legislação equivalente ao regulamento europeu contra o desmatamento, compradores, instituições financeiras e grandes empresas chinesas vêm ampliando as exigências de origem e conformidade ambiental. O estudo sustenta que Brasil e China poderiam construir um referencial comum antes que diferentes compradores estabeleçam critérios próprios e aumentem a burocracia.
Na União Europeia, a pressão já está formalizada. O Regulamento Europeu sobre Produtos Livres de Desmatamento, conhecido pela sigla EUDR, determina que soja, gado, café, cacau, madeira, borracha e óleo de palma, além de produtos derivados, somente poderão entrar no bloco quando houver comprovação de que não foram produzidos em áreas desmatadas depois de 31 de dezembro de 2020.
A regra começará a valer em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médias empresas. A maioria das micro e pequenas terá até 30 de junho de 2027. O importador europeu será o responsável legal pela declaração, mas dependerá de informações fornecidas pela cadeia brasileira, como a localização geográfica da propriedade e a documentação necessária para demonstrar a origem do produto.
Esse é um dos pontos de maior atrito com o setor produtivo. O EUDR não considera apenas se o desmatamento foi legal ou ilegal segundo o Código Florestal brasileiro. Mesmo uma supressão de vegetação autorizada pelas autoridades nacionais, se realizada após a data de corte europeia, pode tornar o produto inelegível para aquele mercado.
No caso da soja, a rastreabilidade precisa chegar à propriedade onde o grão foi cultivado. A dificuldade aparece quando cargas de diferentes fazendas são reunidas em armazéns, cooperativas, cerealistas e tradings. A proposta é integrar documentos fiscais, cadastros ambientais, localização das áreas produtoras e registros comerciais, preservando a identificação da origem mesmo depois da mistura física do produto.
Na pecuária, o desafio é maior. Um bovino pode nascer em uma propriedade, passar pela recria em outra e ser terminado em uma terceira antes de chegar ao frigorífico. Atualmente, a indústria consegue fiscalizar com maior facilidade o fornecedor direto, responsável por entregar o animal para abate, mas nem sempre possui visibilidade completa das fazendas anteriores.
A Guia de Trânsito Animal registra a movimentação dos lotes, enquanto o Sistema Brasileiro de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos permite acompanhar animais individualmente em cadeias que exigem esse controle. A adesão ao sistema individual, entretanto, ainda não alcança todo o rebanho nacional.
O governo iniciou a implantação do Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos, com execução prevista até 2032. A recomendação do estudo é que frigoríficos e compradores avancem desde já no controle dos fornecedores indiretos, sem esperar a identificação obrigatória de todos os animais.
A carne brasileira ainda enfrenta outro impasse com a União Europeia, que não deve ser confundido com o EUDR. Além da origem ambiental, o bloco exige garantias sobre o controle de determinados antimicrobianos durante todo o ciclo de vida dos animais. A Comissão Europeia anunciou a retirada do Brasil da lista de países autorizados a fornecer carnes e outros produtos de origem animal a partir de 3 de setembro de 2026, caso não considere suficientes as garantias apresentadas.
O governo brasileiro sustenta que possui um sistema oficial confiável e que somente certificará produtos que cumprirem integralmente as exigências europeias. O ponto de divergência é a cobrança de uma comprovação prévia para medidas implementadas progressivamente ao longo do ciclo produtivo. Na avicultura, esse ciclo pode ser concluído em cerca de 40 dias; na bovinocultura, a formação de animais plenamente elegíveis pode levar dois anos ou mais.
Assim, a carne brasileira enfrenta duas frentes distintas na Europa: a ambiental, relacionada ao desmatamento e à rastreabilidade da propriedade de origem; e a sanitária, ligada ao uso de antimicrobianos durante a vida do animal. A unificação dos sistemas proposta pelo WRI ajudaria principalmente na primeira frente. Para o produtor, o resultado dependerá de como essa integração será implementada, de quem pagará pela adaptação e de sua capacidade de reduzir burocracia, em vez de acrescentar uma nova camada de exigências ao campo.
Fonte: Pensar Agro


