CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

BRASIL

MEC apresenta experiências exitosas na alfabetização de adultos

Publicados

BRASIL

O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), homenageou cinco experiências pedagógicas exitosas desenvolvidas por professores da educação de jovens e adultos (EJA). O objetivo da ação, que foi transmitida pelo canal do MEC no YouTube na sexta-feira, 13 de junho, foi valorizar a prática docente e fortalecer a alfabetização nessa modalidade de ensino nas diversas regiões do país. 

A iniciativa integrou o curso “Alfabetização de Jovens, Adultos e Idosos”, promovido pela Secadi em parceria com a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e a Cátedra Unesco de EJA. Foram destacadas experiências exitosas realizadas em Alagoas, no Maranhão, no Espírito Santo, no Paraná e em Goiás.  

As experiências selecionadas vão compor um livro que reunirá práticas pedagógicas inovadoras e eficazes no processo de alfabetização de jovens, adultos e idosos. A iniciativa busca inspirar outros educadores e dar visibilidade à diversidade de contextos e estratégias no país. 

A diretora de Políticas de Alfabetização e Educação de Jovens e Adultos do MEC, Ana Lúcia Sanches, ressaltou a importância da política pública, que apresentou avanços no recente levantamento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD). Segundo os dados divulgados na última sexta-feira, 13 de junho, o Brasil registou a menor taxa de analfabetismo (5,3%) da série histórica, iniciada em 2016. Sanches ressaltou, porém, que ainda há muito trabalho a ser feito. 

“A EJA melhorou o seu contexto de população não alfabetizada, mas ainda temos grandes desafios. A educação de jovens e adultos vai melhorar no Brasil quando a gente reencantar os estudantes para estar e permanecer na EJA. Iniciativas como essas apresentadas revelam que temos muita gente fazendo com que os estudantes se encantem novamente com a EJA nesse país, inspirando outros colegas para replicar as experiências a sua maneira, cada um no seu território, para melhorar a qualidade da oferta de EJA”, destacou a diretora. 

Leia Também:  Após dois anos de Pé-de-Meia, abandono escolar na PB cai 37%

Premiações Durante a live, foram destacadas as seguintes iniciativas: 

  • Mulheres na EJA no Município de Olho d’Água das Cunhãs: vozes que inspiram, histórias que transformam”, das professoras Erica de Moraes dos Santos, Maria Margarida Silva Barros e Samara de Oliveira Nascimento, do município de Olho d’Água, no Maranhão. O projeto consistiu na entrevista com alunas da EJA que compartilharam suas trajetórias nos estudos, marcadas por interrupções forçadas. Desses relatos foi produzido um cordel coletivo, com base nos sentimentos de cada aluna. 

  • “EJA: um caminho de aprendizagem significativa e produção de sentido”, no município de Guarapari, no Espírito Santo, da professora Gesica Guedes de Santana Malta. A iniciativa visou conectar os conteúdos às vivências e práticas dos alunos, mostrando como o conhecimento está presente no cotidiano profissional, pessoal, cultural e social. 

  • Roda de conversa, espaço de construção de identidades coletivas”, de Londrina, no Paraná, pelo professor Carlos Roberto de Oliveira. Semanalmente, uma roda de conversa é realizada a partir de imagens, filmes e diferentes gêneros textuais, buscando refletir questões como cidadania, machismo, direitos, desigualdade social e preconceitos, como forma de criar espaço de diálogo com os educandos da EJA, levandoos a refletir sobre a realidade em que estão inseridos. 

Leia Também:  Corrente de comércio brasileiro chega a US$ 12 bi na 3° semana de abril
  • Lendo, escrevendo e se conectando”, realizado na Cidade Ocidental, em Goiás, pelo professor Marcos do Nascimento Silva. A proposta utilizou o laboratório de informática uma vez por semana, como forma de complementar a aprendizagem dos estudantes da EJA nos conteúdos de português e matemática. 

  • Aprendendo as letras do alfabeto com rótulos: experiências de aulas no Programa Brasil Alfabetizado”, do município de Manaus, no Amazonas, feito pelas professoras Leila Camila Pereira Lisboa Cassote, Marize Marisol da Silva Ferreira e Raqueline da Silva Moraes. A atividade foi pensada para estimular a escrita e a leitura por jovens e adultos em processo de alfabetização, utilizando rótulos de diferentes produtos com a finalidade de associar as letras do alfabeto. 

Pacto EJA – Instituído pelo Decreto nº 12.048/2024, o Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação na Educação de Jovens e Adultos é uma política pública construída de forma colaborativa pelo MEC com a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios. Os objetivos são superar o analfabetismo; elevar a escolaridade; ampliar a oferta de matrículas da EJA nos sistemas públicos de ensino, inclusive entre os estudantes privados de liberdade; e aumentar a oferta da EJA integrada à educação profissional.     

O MEC prevê um investimento de R$ 4 bilhões no programa, até o fim da atual gestão. Com uma estratégia integrada, o Pacto EJA articula programas do próprio ministério, entre o MEC e outras pastas e em conjunto com outros entes federativos, a sociedade civil, o setor produtivo, organismos internacionais e movimentos sociais.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi   

 

Fonte: Ministério da Educação

Propaganda

BRASIL

Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil

Publicados

em

Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.

Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.

Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.

Reconhecimento

A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.

O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.

O que fazer

Leia Também:  Declaração Conjunta dos Estados Partes Signatários do MERCOSUL e dos Estados da EFTA sobre a conclusão das negociações de um Acordo de Livre Comércio

Entre os principais atrativos estão:

  • Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.

  • Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.

  • Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.

  • Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.

  • Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.

Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.

Quando visitar

São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.

Entre os principais eventos estão:

  • Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.

  • Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.

  • Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.

  • Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.

  • Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.

Leia Também:  Com nova expansão, Gás do Povo já alcança quase 15 milhões de famílias em todos os municípios do Brasil

Como chegar

São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.

Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.

Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.

Patrimônio Mundial

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA