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Irrigação por gotejamento eleva produtividade e qualidade da Adelpho Frutas em Valinhos (SP)
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Adelpho Frutas avança com irrigação de precisão em Valinhos
A Adelpho Frutas, tradicional empresa familiar com 46 anos de atuação em Valinhos, interior de São Paulo, conquistou destaque no cultivo de figo, goiaba e outras frutas ao investir em irrigação por gotejamento e fertirrigação. O projeto, realizado em parceria com a Netafim e a Bolsa Irriga, marcou um salto em produtividade, qualidade e sustentabilidade.
Desafios e superação no uso da irrigação
Embora a região seja reconhecida pela fruticultura, o uso de irrigação em larga escala nunca foi comum, principalmente pela percepção de custos elevados. Luís Carlos Christofoli, sócio-proprietário da Adelpho, relembra a dificuldade inicial:
“Achávamos que irrigação era cara e que o investimento não teria retorno. A Bolsa Irriga apresentou um projeto acessível da Netafim, e decidimos investir. Hoje vemos o quanto isso é benéfico para a lavoura, custos, produção e qualidade da fruta.”
Resultados imediatos na primeira área irrigada
A implementação da irrigação em uma área inicial de 20 hectares, com 24 mil plantas, superou as expectativas da família Christofoli. Segundo Luís Carlos:
“Não podemos depender da chuva na hora certa. A irrigação fez a lavoura crescer muito, aumentando a produção em caixas e quilos por hectare. Não pretendemos mais plantar sem fertirrigação e irrigação automatizada.”
Qualidade e colheita fora de época para mercados exigentes
Além da segurança hídrica, o sistema possibilitou a entrega de frutas com melhor qualidade e fora do período tradicional, fundamental para acessar mercados mais exigentes e obter preços melhores.
Cristiano Januzzi, gerente técnico da Bolsa Irriga, destaca:
“Clientes que exportam exigem qualidade e características específicas que só a irrigação e fertirrigação proporcionam. Instalamos monitoramento para irrigar no momento ideal, inclusive em áreas com topografia desafiadora.”
Sistema eficiente e sustentável
A irrigação é abastecida por um reservatório central, que capta água de vários poços, garantindo volume para toda a operação. Para Renato Borges, gerente agrícola da Adelpho Frutas, o gotejamento é essencial para a economia de água e desenvolvimento das plantas:
“O gotejo evita falta de água, promove o desenvolvimento da fruta e da planta, e o resultado se traduz em figos maiores e melhor classificados.”
Exemplo de inovação e sustentabilidade na agricultura brasileira
A trajetória da Adelpho Frutas reflete uma tendência crescente no campo: o uso de tecnologia e manejo inteligente para aumentar a rentabilidade, promover a sustentabilidade e garantir a sucessão familiar.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Parceria entre Biojet e AGCO amplia acesso à tecnologia de aplicação de bioinsumos no plantio
A busca por maior eficiência operacional e melhor aproveitamento dos bioinsumos nas lavouras brasileiras ganhou um novo impulso com a parceria firmada entre a Biojet e a AGCO do Brasil. O acordo homologou o pulverizador de sulco BJ 1000L para utilização nas plantadeiras Momentum, ampliando o acesso dos produtores rurais a uma tecnologia voltada à aplicação precisa de insumos durante o plantio.
A Biojet, fabricante de equipamentos agrícolas integrante do ecossistema de biológicos Cogny, passa agora a contar com o aval técnico da AGCO para comercialização da solução junto à rede de concessionárias das marcas Fendt, Massey Ferguson e Valtra. Com isso, aproximadamente 400 pontos de venda em todo o país poderão recomendar o equipamento aos agricultores.
A parceria foi apresentada oficialmente durante a Agrishow 2026, realizada em Ribeirão Preto (SP), reforçando a estratégia de expansão da empresa em um mercado cada vez mais orientado pela adoção de tecnologias sustentáveis e de alta eficiência agronômica.
Homologação garante compatibilidade e segurança operacional
O pulverizador de sulco BJ 1000L foi aprovado para operar nas versões de 30 e 40 linhas da plantadeira Momentum, referência nacional entre as máquinas autotransportáveis para semeadura.
A homologação atesta a compatibilidade mecânica, hidráulica e eletrônica entre os equipamentos, reduzindo a necessidade de adaptações por parte do produtor e aumentando a segurança operacional durante o plantio.
Embora a solução não seja fornecida de fábrica nas plantadeiras, ela passa a estar disponível para aquisição por meio da rede de concessionárias da AGCO, ampliando o alcance comercial da tecnologia.
Crescimento dos bioinsumos impulsiona demanda por equipamentos especializados
A expansão dos bioinsumos no agronegócio brasileiro tem criado novas demandas por tecnologias capazes de garantir maior precisão na aplicação desses produtos.
Segundo dados da CropLife Brasil, apresentados no relatório Panorama de Bioinsumos no Brasil 2025, o país já supera 150 milhões de hectares tratados com soluções biológicas, movimentando um mercado estimado em R$ 4,35 bilhões anuais.
O avanço desse segmento é favorecido pela busca dos produtores por alternativas sustentáveis e pela necessidade de reduzir a exposição à volatilidade dos mercados internacionais, especialmente em relação aos fertilizantes importados.
De acordo com Jair A. Swarowsky, vice-presidente comercial e de marketing da Cogny, o cenário geopolítico global tem contribuído para acelerar essa transformação.
“A dependência de insumos importados expõe o produtor às oscilações internacionais. Nesse contexto, os bioinsumos ganham espaço como alternativa estratégica, aumentando a necessidade de tecnologias que garantam aplicações mais eficientes”, destaca o executivo.
Sulco de plantio ganha protagonismo no manejo biológico
Estudos da Embrapa indicam que a aplicação de microrganismos diretamente no sulco de plantio pode proporcionar melhores condições para o estabelecimento dos agentes biológicos desde o início do ciclo produtivo.
Essa estratégia favorece culturas extensivas como soja, milho e algodão, ampliando o potencial de resposta agronômica e contribuindo para ganhos de produtividade.
Com mais de uma década de experiência acumulada pelas empresas do ecossistema Cogny no mercado de microbiológicos, a Biojet desenvolveu seus equipamentos especificamente para atender às exigências desse segmento.
A proposta é substituir adaptações frequentemente realizadas em máquinas convencionais por soluções projetadas para oferecer maior uniformidade de distribuição, qualidade de aplicação e eficiência operacional.
Renovação da frota agrícola cria novas oportunidades
Outro fator que fortalece as perspectivas de crescimento para o setor é a renovação gradual da frota de máquinas agrícolas no Brasil.
Levantamento da Kynetec, baseado no estudo Brazil Farm Machinery Market – Planters & Seeders Insights 2024, estima que o país possua entre 200 mil e 300 mil plantadeiras em operação. Uma parcela significativa desses equipamentos possui mais de dez anos de uso.
A tendência é que a modernização da frota impulsione a adoção de máquinas mais tecnológicas e compatíveis com sistemas avançados de aplicação de insumos.
Segundo Bruno Copetti de Barros, diretor de operações da Biojet, esse movimento deve fortalecer o papel das concessionárias como importantes canais de disseminação tecnológica no campo.
“A substituição gradual das plantadeiras tende a ampliar a demanda por soluções complementares que aumentem a eficiência operacional das máquinas. Nesse contexto, a recomendação técnica realizada pelas concessionárias ganha relevância estratégica”, afirma.
Expansão comercial e fortalecimento da agricultura de precisão
Com a homologação do BJ 1000L pela AGCO, a Biojet amplia sua presença no mercado nacional e fortalece sua posição no segmento de tecnologias para aplicação de bioinsumos.
A expectativa é que a parceria abra caminho para a incorporação gradual de outras soluções do portfólio da empresa à rede de concessionárias da fabricante, acompanhando a crescente demanda do agronegócio por agricultura de precisão, sustentabilidade e maior eficiência no uso de insumos.
O movimento reforça uma tendência cada vez mais evidente no setor: a integração entre máquinas agrícolas e tecnologias especializadas como fator decisivo para elevar produtividade, reduzir custos operacionais e aumentar a competitividade das propriedades rurais brasileiras.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

