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FAESC alerta produtores sobre a obrigatoriedade de emitir o CCIR 2025

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Obrigatoriedade do CCIR 2025

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) chama a atenção dos proprietários de imóveis rurais para a necessidade de emitir o Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR) referente ao exercício de 2025. O documento, com validade de um ano, comprova que a propriedade está devidamente cadastrada no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Importância do CCIR

A emissão do CCIR é uma exigência legal para a realização de diversas transações com imóveis rurais, como:

  • Compra e venda
  • Desmembramento
  • Arrendamento
  • Hipoteca
  • Partilha
  • Atualização da matrícula em cartório

Além disso, o certificado é indispensável para a contratação de crédito rural junto a instituições financeiras.

“Estar com o CCIR em dia assegura a regularização da propriedade rural e facilita o acesso a políticas públicas e linhas de financiamento agrícola”, destaca o presidente da Faesc e vice-presidente de finanças da CNA, José Zeferino Pedrozo.

Suporte aos produtores

A Faesc informa que os Sindicatos Rurais filiados ao Sistema estão preparados para orientar e auxiliar os produtores na consulta e emissão do CCIR.

“É fundamental que os produtores estejam atentos aos prazos e busquem apoio nas entidades sindicais de suas regiões para manter seus imóveis em conformidade com a legislação”, reforça Pedrozo.

Os contatos dos Sindicatos podem ser acessados no site da Faesc: https://sistemafaesc.com.br/faesc/sindicatos.

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Pagamento da taxa de serviços

A taxa de serviços cadastrais do CCIR 2025 deve ser quitada em até 30 dias após a emissão do certificado. O não pagamento nesse prazo resultará na cobrança de multa e juros de mora, conforme previsto na Lei nº 8.022/1990.

O pagamento pode ser feito via:

  • PIX
  • Cartão de crédito
  • Boleto bancário

Apenas após a confirmação do pagamento o documento será validado com o status de “Quitado”, condição indispensável para sua validade legal.

Passo a passo para emitir o CCIR pela internet

Os proprietários, titulares de domínio útil ou possuidores de qualquer título de imóvel rural podem emitir o CCIR pelos seguintes canais:

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Atendimento presencial e aplicativo

O CCIR também pode ser obtido presencialmente nas seguintes unidades:

  • Salas da Cidadania das superintendências regionais do Incra
  • Unidades avançadas do Incra
  • Unidades Municipais de Cadastramento (UMCs)

Outra opção é a emissão via aplicativo SNCR Mobile, disponível para dispositivos Android e iOS.

Manter o CCIR em dia é mais do que uma obrigação legal: é uma garantia de segurança jurídica e acesso a recursos para o desenvolvimento da atividade rural. A Faesc reforça a importância do cumprimento dos prazos e da busca por orientação junto aos Sindicatos Rurais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Café robusta cresce no Brasil, dobra produção em 9 anos e reduz distância para o arábica

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Produção de robusta deve chegar a 22,1 milhões de sacas em 2026, enquanto arábica segue liderança com 44,1 milhões; cenário indica diversificação e reconfiguração da cafeicultura brasileira.

Café robusta deixa de ser coadjuvante e avança na produção nacional

O café robusta, também conhecido como conilon ou canéfora, vem ganhando protagonismo na cafeicultura brasileira e ampliando sua participação na produção nacional.

Em nove anos, a produção praticamente dobrou: passou de 10,4 milhões de sacas em 2016 para 20,8 milhões de sacas no ano passado, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa recorde histórico da variedade.

Para 2026, a expectativa é de novo crescimento, com projeção de 22,1 milhões de sacas, alta de 6,4% em relação ao ano anterior e possibilidade de novo recorde.

Arábica mantém liderança, mas crescimento do robusta muda equilíbrio do setor

Apesar da expansão do robusta, o café arábica segue como principal variedade produzida no país.

Em 2024, a produção foi de 35,7 milhões de sacas, abaixo das 43 milhões registradas em 2016. Para 2026, a Conab projeta recuperação, com 44,1 milhões de sacas.

Segundo o head da Ascenza Brasil, Hugo Centurion, o cenário não representa substituição entre as variedades, mas sim uma mudança estrutural na cafeicultura brasileira.

“O robusta não está tomando o lugar do arábica, mas o Brasil vive um movimento de diversificação da cafeicultura nacional”, afirma.

Robusta já responde por mais de um terço da produção brasileira

Na safra mais recente, a produção total de café no Brasil foi de 56,5 milhões de sacas. Desse volume, o robusta respondeu por 37%, participação considerada histórica.

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O avanço é explicado por fatores como:

  • Alta produtividade por hectare
  • Maior resistência ao calor e à seca
  • Menor custo de produção
  • Crescente demanda industrial

“O arábica continua muito importante, especialmente nas exportações, mas o robusta ganha espaço pela sua estabilidade produtiva”, destaca Centurion.

Produtividade do robusta supera em mais de 100% a do arábica

Os dados de produtividade reforçam a vantagem competitiva do robusta no campo.

  • Robusta: 400 mil hectares → 20,8 milhões de sacas (52 sacas/ha)
  • Arábica: 1,5 milhão de hectares → 35,7 milhões de sacas (24 sacas/ha)

Ou seja, o robusta apresenta produtividade mais que o dobro da registrada no arábica, com menor área cultivada.

Nova configuração da cafeicultura brasileira

Especialistas avaliam que o crescimento do robusta reflete uma mudança estrutural no setor, com maior foco em eficiência, previsibilidade e redução de riscos climáticos.

Segundo Centurion, o movimento não substitui o arábica, mas amplia a competitividade do Brasil.

“O que estamos vendo é uma reconfiguração da cafeicultura, com o robusta assumindo papel estratégico, sustentado por produtividade e pela demanda global por cafés industriais”, explica.

Expansão do robusta abre novas fronteiras agrícolas

O mapa da produção de café no Brasil também está em transformação.

O arábica se concentra principalmente em:

  • Minas Gerais (Sul de Minas, Cerrado Mineiro e Zona da Mata)
  • São Paulo
  • Paraná
  • Bahia (Chapada Diamantina e Oeste)
  • Já o robusta tem forte presença em:
  • Espírito Santo (maior produtor nacional)
  • Rondônia
  • Expansão na Bahia e Mato Grosso
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Enquanto o arábica exige clima ameno e altitude, o robusta avança em regiões mais quentes e de menor altitude, abrindo novas fronteiras agrícolas.

Café robusta atende demanda crescente da indústria global

O crescimento do robusta também está ligado ao aumento da demanda por cafés industriais, como:

  • Café solúvel
  • Cápsulas
  • Blends comerciais

Além disso, o robusta possui maior teor de cafeína e perfil mais intenso, sendo amplamente utilizado em formulações industriais e misturas com arábica.

Mudanças no consumo global reforçam importância da variedade

No mercado internacional, o arábica ainda lidera com cerca de dois terços do consumo global, enquanto o robusta representa pouco mais de um terço.

Segundo a Conab, o Brasil exportou cerca de 40 milhões de sacas de café no último ano. Deste total:

  • 75% a 80% foram de arábica
  • 20% a 25% foram de robusta

Os principais compradores incluem Estados Unidos, Alemanha, Itália, Japão e Bélgica.

Robusta ganha papel estratégico na competitividade do café brasileiro

Além de ampliar a oferta para a indústria, o robusta também contribui para estabilizar preços no mercado interno, especialmente em momentos de alta do arábica.

Com maior produtividade e menor custo, a variedade ajuda a sustentar a cadeia produtiva e manter o café mais acessível ao consumidor final.

“O robusta funciona como elemento de equilíbrio do setor e contribui para a competitividade do café brasileiro”, conclui Centurion.

Fonte: Portal do Agronegócio

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