POLITÍCA NACIONAL
Comissão debate suspeita de combinação de preços entre empresas aéreas
POLITÍCA NACIONAL
A Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados discute, na terça-feira (1º), denúncias de possível combinação de preços nas vendas de passagens aéreas pela Gol e pela Latam. O debate, solicitado pelos deputados Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ) e Daniel Almeida (PCdoB-BA), será realizado às 14 horas, no plenário 8.
A audiência será interativa; confira a lista de convidados e mande suas perguntas
Investigações em andamento
Aureo Ribeiro pretende discutir a abertura de investigação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Em novembro de 2023, segundo ele, a Procuradoria-Geral da República (PGR) encaminhou ao órgão denúncias sobre valores idênticos praticados pelas companhias nos principais trechos aéreos desde 2019. O Cade havia negado anteriormente a abertura de inquérito por insuficiência de indícios.
Segundo informações publicadas pela Folha de S.Paulo em 2024, citadas pelo parlamentar, o Cade estaria utilizando uma plataforma de inteligência artificial para filtrar e compilar os dados sobre o caso. “Confirmadas as suspeitas, o Cade teria de descobrir uma forma de enquadrar as companhias aéreas, pois a legislação atual prevê uso de prova formal, como interceptação telefônica com autorização judicial ou troca de mensagens de e-mail ou whatsapp, e não provas obtidas de sistemas informatizados das empresas”, afirma Aureo Ribeiro.
Preocupações com fusão
Daniel Almeida quer debater também os impactos da parceria entre Gol e Azul e de uma eventual fusão no setor. “É importante compreender os fatores que estão comprometendo a qualidade dos serviços ofertados à população, uma vez que os consumidores estão sendo amplamente prejudicados pela dinâmica do acordo entre as empresas – o que tende a se estender se uma possível fusão no setor aéreo for aprovada”.
Da Redação – RL
Fonte: Câmara dos Deputados
POLITÍCA NACIONAL
Comissão aprova reserva de cargos de comando da Abin para oficiais de inteligência
A Comissão de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 648/22, que torna os cargos de diretor-geral e de diretor-adjunto da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) privativos de oficial de inteligência.
Após ajustes no texto, o relator, deputado Luiz Gastão (PSD-CE), recomendou a aprovação da proposta. “A medida contribui para a valorização e o fortalecimento da carreira de inteligência e reforça a percepção de que a Abin é guiada por critérios técnicos e meritocráticos, afastando visões de natureza exclusivamente política”, disse.
O texto altera a Lei de criação da Abin (Lei 9.883/99). Atualmente, a Lei 11.776/08 prevê quatro cargos de inteligência: oficial, oficial técnico, agente e agente técnico. Os dois primeiros exigem formação em nível superior; os demais, em nível médio.
“Os serviços da Abin envolvem assuntos sensíveis, como informações sobre espionagem ou sabotagem. É aconselhável que cargos estratégicos desse órgão sejam privativos dos oficiais de inteligência, que possuem a devida habilitação”, disse o autor da proposta, deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE).
Próximos passos
A proposta ainda será analisada em caráter conclusivo pelas comissões de Relações Exteriores e de Defesa Nacional; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, terá de ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.
Da Reportagem/RM
Edição – Roberto Seabra
Fonte: Câmara dos Deputados
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