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Educação digital e midiática mobiliza mais de 28 mil escolas
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Mais de 28 mil escolas públicas de 4.500 municípios brasileiros estão envolvidos em ações de educação digital e midiática promovidas pelo Ministério da Educação (MEC), por meio do Programa Escola e Comunidade (Proec). O investimento federal é de R$ 78,4 milhões, repassados via PDDE Escola e Comunidade – do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) –, alcançando mais de 81% dos municípios do país.
As iniciativas buscam incentivar o uso ético e responsável das tecnologias e da informação no ambiente escolar. Uma das principais ações é a oficina “Pense antes de compartilhar: o poder da informação e o perigo das fake news”, desenvolvida pelo professor Felipe de Brito Lima, da Universidade Federal Rural de Pernambuco. A atividade convida estudantes, famílias e profissionais da educação a refletir sobre o impacto da internet e os riscos da desinformação, promovendo práticas pedagógicas alinhadas à cidadania digital.
Agenda – Na segunda semana de junho, o MEC, em parceria com a Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, promoveu ação de intercâmbio com países da União Europeia. O encontro foi dedicado à troca de experiências e à discussão de estratégias de educação midiática como instrumento para fortalecer a democracia e enfrentar os desafios globais da desinformação.
Durante o evento, a atuação da Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC foi destacada por sua articulação com outras áreas do governo. A secretária da SEB, Kátia Schweickardt, defendeu a necessidade de um olhar humanista sobre a tecnologia e afirmou que o Brasil tem contribuições relevantes a oferecer no debate internacional. “Estamos com vocês para aprendermos juntos, mas também para que aprendam conosco – porque um país desse tamanho, com sua história de tantos atravessamentos, precisa estar atento para não reforçar os vieses que queremos combater”, disse.
Entre as medidas já adotadas pelo MEC estão a aprovação das Diretrizes Operacionais Nacionais sobre o uso de dispositivos digitais nas escolas, a integração da educação digital e midiática ao currículo, a publicação do Guia de Educação Digital e Midiática e a sanção da Lei 15.100/2025, que regula o uso de aparelhos eletrônicos portáteis em instituições públicas e privadas.
A Plataforma Avamec também contribui com a formação continuada de educadores, oferecendo mais de 60 cursos sobre o tema. A proposta é garantir que o acesso às tecnologias venha acompanhado de intencionalidade pedagógica, desenvolvimento de habilidades e promoção da equidade no processo educativo.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB
Fonte: Ministério da Educação
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Defensoras Populares chega ao Espírito Santo e amplia acesso à Justiça para mulheres
Vitória, 17/6/2026 – O projeto Defensoras Populares, iniciativa do programa Antes que Aconteça da Secretaria Nacional de Acesso à Justiça (Saju), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) foi lançado no domingo (14), em Vitória (ES).
A secretária nacional de Acesso à Justiça, Sheila de Carvalho, participou da cerimônia realizada no Centro Educacional Agostiniano. Integraram a mesa de abertura do evento a promotora de Justiça do Ministério Público do Espírito Santo, Cristiane Soares; a coordenadora de Relações Institucionais da Presidência da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Zélia Maria Profeta da Luz; a coordenadora do Programa de Extensão Fordan da Universidade Federal do Espírito Santo, Rosely Pires; as deputadas estaduais Jackeline Rocha, Camila Valadão e Iriny Lopes e as coordenadoras nacional e estadual do projeto, Camila Miranda e Beatriz de Barros.
“Fortalecer a atuação das mulheres nos territórios é estratégico para prevenir violências e ampliar o alcance das políticas públicas”, destacou.
A ação nacional de formação em direitos humanos voltada a mulheres em situação de vulnerabilidade social é realizada em parceria com a Fiocruz e tem como objetivo fortalecer lideranças comunitárias e ampliar o acesso à Justiça nos territórios.
O lançamento do Defensoras Populares, que também integra o Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, reuniu autoridades federais, estaduais e municipais, representantes da sociedade civil e lideranças comunitárias, além de contar com a apresentação da cantora Helen Nascimento.
De acordo com Sheila de Carvalho, nenhuma política pública de enfrentamento à violência contra as mulheres será plenamente eficaz sem a participação ativa das próprias mulheres nos territórios.
“O Defensoras Populares reconhece e fortalece lideranças que já exercem um papel fundamental em suas comunidades, oferecendo formação, apoio e instrumentos para que possam atuar como multiplicadoras de direitos e pontes entre a população e a rede de proteção”, defendeu, lembrando que é fundamental investir em prevenção, cidadania e acesso à Justiça antes que a violência aconteça.
Prevenção à violência
No Espírito Santo, 120 mulheres foram selecionadas para participar de uma formação sobre direitos, prevenção e enfrentamento das violências de gênero, acesso à rede de proteção e fortalecimento da atuação comunitária. As participantes receberão bolsa mensal de R$ 700 durante os oito meses do curso, como forma de apoio à permanência na formação e incentivo à atuação social.
Ao todo, dez estados participam da iniciativa: Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo. No total, 1.200 mulheres formarão uma rede nacional de lideranças femininas comprometidas com a promoção dos direitos humanos e a prevenção das violências de gênero.
A Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, realizada pelo DataSenado, reforça a importância de ampliar o acesso à informação, aos direitos e aos serviços de proteção. Os resultados mostram que quase um terço das mulheres capixabas afirma já ter sofrido violência doméstica e que 23% relatam ter sido vítimas de agressões nos últimos 12 meses.
Em âmbito nacional, a mesma pesquisa aponta cenário semelhante: cerca de 3,7 milhões de brasileiras sofreram algum tipo de violência doméstica ou familiar em apenas um ano.
A formação abordará temas como direitos humanos, direitos das mulheres, enfrentamento às violências de gênero, acesso à Justiça, políticas públicas, participação social e fortalecimento comunitário.
A proposta é capacitar as participantes para identificar situações de vulnerabilidade, orientar outras mulheres sobre seus direitos e contribuir para o fortalecimento dos mecanismos locais de proteção.


