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Buzetti cobra aplicação da lei de combate ao feminicídio

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A senadora Margareth Buzetti (PSD-MT), em pronunciamento no Plenário na quarta-feira (2), criticou a lentidão da Justiça na aplicação da Lei Antifeminicídio (Lei 14.994, de 2024). Segundo a parlamentar, embora a legislação tenha aumentado as penas e estabelecido prioridade no julgamento desses casos, poucas condenações ocorreram em 266 dias de vigência. Buzetti chamou atenção para o número de feminicídios registrados em Mato Grosso, onde, segundo ela, 75 mulheres foram assassinadas desde 2024, a maioria por companheiros ou ex-companheiros.

— Estou falando de Mato Grosso, mas, se você estender essa análise para todo o Brasil, ela é a mesma; a lentidão é geral. Em 266 dias da sanção de uma lei que prevê prioridade nos processos de feminicídio, três feminicidas condenados. Essa lentidão não ajuda em nada a nossa luta. É uma Justiça lenta, que muitas vezes beneficia quem tem dinheiro para pagar um bom advogado — disse.

A senadora também criticou a desinformação sobre o tema e a banalização da violência contra a mulher. Ela destacou que, das 75 vítimas em Mato Grosso, apenas 12 haviam procurado a polícia para registrar boletim de ocorrência, e apenas três contavam com medidas protetivas. Para Buzetti, é urgente ampliar o atendimento especializado e garantir orçamento para políticas de prevenção.

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— Fico indignada ao ver gente que ainda não entendeu que feminicídio diz respeito a um tipo de crime. Nós precisamos mudar essa realidade. Há falta de atendimento especializado para enfrentar a violência doméstica? Então, vamos investir nisso. Acabamos de dizer que temos R$ 150 milhões para aumentar o número de deputados federais, mas não temos orçamento para aumentar o combate ao feminicídio. Chega de hipocrisia neste país — protestou ela.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Lei reconhece Ayrton Senna como Herói da Pátria

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Foi sancionada nesta quarta-feira (1º) a Lei 15.447/26, que reconhece Ayrton Senna oficialmente como Herói da Pátria. O nome do ex-piloto de Fórmula 1 será inscrito no Livro de Heróis e Heroínas da Pátria.

O título de Herói ou Heroína da Pátria é concedido a personalidades que tiveram papel relevante na defesa ou na construção do Brasil. Criado em 1992, o livro é gravado em páginas de aço e fica em exposição no Panteão da Pátria, na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

Ayrton Senna conquistou três títulos mundiais de Fórmula 1 (1988, 1990 e 1991) e venceu 41 grandes prêmios ao longo da carreira. Em 2023, foi declarado Patrono do Esporte Brasileiro pela Lei 14.559/23. O piloto morreu em um acidente em 1º de maio de 1994, aos 34 anos, durante o Grande Prêmio de San Marino, em Ímola, na Itália.

A homenagem a Senna foi proposta pelo senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), por meio do Projeto de Lei 789/24. O texto foi aprovado na Câmara dos Deputados em março, com parecer favorável da deputada Caroline de Toni (PL-SC) pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e do deputado Defensor Stélio Dener (União-RR) pela Comissão de Cultura.

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Da Redação – AC
Com informações da Agência Senado

Fonte: Câmara dos Deputados

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