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Meta de inflação de 3% ao ano é criticada em debate sobre taxa de juros

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Alguns participantes de debate na Câmara sobre taxa de juros afirmaram que a meta de inflação de 3% ao ano é muito baixa para a realidade brasileira. Eles também consideram excessiva a taxa básica de juros de 15% ao ano, mesmo para a meta atual. A discussão foi promovida pelo Centro de Estudos e Debates Estratégicos da Câmara, o Cedes.

A meta de 3% ao ano foi criticada pela presidente do Conselho Federal de Economia, Tania Cristina Teixeira. Segundo ela, o sistema funcionou com meta de 4,5% entre 2004 e 2018 e a redução gradual para 3% tem exigido mais da política monetária.

Ela também criticou a taxa básica atual de juros, a maior desde 2006. Tania afirmou que cada ponto percentual de aumento da taxa tem um impacto de R$ 50 bilhões na dívida pública.

A economista disse que isso representa uma transferência de renda para os mais ricos, que são os que detêm os títulos públicos. Além disso, afeta as escolhas dos agentes em investir ou não em atividades produtivas, correndo os riscos destas atividades.

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Metas de crescimento
A participação da indústria no Produto Interno Bruto caiu de 48% em 1980 para menos da metade hoje. Para reduzir este efeito, Tania sugeriu a inclusão de metas de emprego e crescimento no mandato do Banco Central: “É importante ter metas de inflação e persegui-las, mas o desenvolvimento não é uma consequência automática da estabilidade monetária. Ele requer decisões políticas, coragem institucional e uma concepção de economia que está a serviço de todos, do bem viver e do bem comum”, disse.

O deputado Mauro Benevides Filho (PDT-CE) também disse que a meta de inflação poderia ser maior. Ele criticou a discussão econômica concentrada nas despesas primárias do governo, enquanto a despesa financeira ficaria de lado.

Investimentos
O professor Antonio Lacerda, da PUC de São Paulo, disse que grande parte da inflação atual tem a ver com problemas de oferta e não com aumento da demanda. E, neste caso, aumentar as taxas de juros não seria um remédio eficaz.

Ricardo Capelli, presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), afirmou que, apesar das taxas de juros, a taxa de investimento no primeiro trimestre cresceu 9% em relação a 2024. Segundo ele, isso ocorre por causa dos empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e por uso do dinheiro próprio das empresas; mas que esse não é um cenário ideal.

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Fábio Guerra, da Confederação Nacional da Indústria, disse que os investimentos da indústria seriam acrescidos de R$ 210 bilhões em 12 meses caso a taxa de juros fosse de 10,57% ao ano. Segundo ele, essa seria a taxa de equilíbrio hoje de acordo com o modelo usado pela CNI.

Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Roberto Seabra

Fonte: Câmara dos Deputados

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Comissão aprova projeto de lei para melhorar fornecimento de energia em Roraima

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A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 6737/25, do deputado Duda Ramos (Pode-RR), que busca assegurar que a conexão do estado de Roraima ao Sistema Interligado Nacional (SIN) resulte em fornecimento estável, contínuo e seguro, inclusive em áreas remotas.

A proposta cria a Lei de Resiliência Energética Pós-Interligação e Qualidade do Serviço no estado.

O texto aprovado estabelece metas de desempenho e de continuidade do serviço. Também cria o Plano de Resiliência Energética para Localidades Remotas de Roraima, que prevê soluções descentralizadas, como geração solar e sistemas de armazenamento.

Pelo texto, terão prioridade as unidades de saúde, as escolas, os sistemas de abastecimento de água e os órgãos de segurança pública.

O relator, deputado Dagoberto Nogueira (PP-MS), recomendou a aprovação. “O projeto apresenta solução adequada e direcionada à realidade local, ao instituir uma política específica de resiliência energética para o estado”, disse ele.

“O objetivo é transformar a recente conexão ao SIN, concluída em 2025, em um benefício estrutural e sustentável para a população de Roraima, reduzindo as interrupções e elevando os padrões de qualidade”, acrescenta.

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Próximos passos
O projeto ainda será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Da Reportagem/RM
Edição – Rachel Librelon

Fonte: Câmara dos Deputados

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