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Mercado reage a pacote de Trump e ao fim da trégua tarifária: dólar sobe e investidores monitoram IOF no Brasil

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Dólar abre em alta, enquanto Ibovespa aguarda início das negociações

O dólar iniciou esta sexta-feira (4) em alta de 0,22%, cotado a R$ 5,4169 por volta das 9h05, refletindo o cenário internacional após a aprovação do pacote fiscal proposto por Donald Trump. As negociações do Ibovespa, por sua vez, começam às 10h.

Na véspera, a Bolsa fechou em alta de 1,35%, aos 140.928 pontos — novo recorde —, enquanto o dólar caiu 0,29%, cotado a R$ 5,4049, menor valor desde 11 de junho (R$ 5,3605).

Impactos do pacote fiscal de Trump

O mercado repercute a aprovação, pelo Congresso norte-americano, do ambicioso pacote orçamentário proposto por Donald Trump, batizado de One Big Beautiful Bill.

Entre os principais pontos do texto:

  • Redução de impostos e criação de isenções para gorjetas e horas extras;
  • Ampliação dos gastos militares;
  • Aumento dos recursos para o controle da imigração;
  • Cortes em programas sociais, especialmente na área da saúde;
  • Revogação de incentivos à energia limpa introduzidos por Joe Biden.

A proposta também prorroga cortes de impostos de 2017 e, segundo estimativas do Escritório de Orçamento do Congresso (CBO), pode adicionar cerca de US$ 3,3 trilhões à dívida pública dos EUA na próxima década.

Fim da trégua tarifária preocupa mercados

Outro fator de atenção é o possível retorno do chamado tarifaço. O presidente Donald Trump afirmou que os EUA começarão a enviar nesta sexta-feira cartas aos países com as tarifas que serão cobradas sobre suas exportações.

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O prazo de suspensão de 90 dias das tarifas termina em 9 de julho. Trump e o secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmaram que não haverá nova prorrogação.

  • O Canadá, na tentativa de aliviar tensões, cancelou um imposto sobre serviços digitais às empresas americanas na última segunda-feira.
  • A União Europeia também busca negociações para evitar tarifas que afetam setores estratégicos do bloco.

Economistas alertam que a retomada das tarifas pode pressionar a inflação, aumentar os custos de produção e prolongar o ciclo de juros altos nos EUA.

Federal Reserve adota cautela sobre cortes de juros

Com o cenário inflacionário incerto, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, voltou a declarar que será necessário aguardar mais dados antes de cortar os juros, resistindo às pressões de Trump por reduções imediatas.

Indicadores da economia americana

Apesar do cenário de tensão fiscal e comercial, os últimos dados do mercado de trabalho nos EUA surpreenderam:

  • A taxa de desemprego caiu para 4,1% em junho;
  • Foram gerados 147 mil empregos fora do setor agrícola, superando a expectativa de 110 mil.

Embora o ritmo de contratações esteja desacelerando, os empregadores ainda enfrentam dificuldades para preencher vagas — reflexo do cenário pós-pandemia.

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O déficit comercial dos EUA aumentou 18,7% em maio, atingindo US$ 71,5 bilhões, com destaque para a redução nas exportações. Já o setor de serviços voltou a crescer, impulsionado pela demanda por encomendas industriais, principalmente de aeronaves.

IOF segue no radar dos investidores no Brasil

No cenário doméstico, o foco está na derrubada do decreto que aumentava o IOF pelo Congresso. A equipe econômica alerta para uma perda de arrecadação de R$ 10 bilhões ainda em 2024.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defende a necessidade da medida para o equilíbrio fiscal em 2025 e 2026. Ele também propôs:

  • Aprovação da MP que aumenta a tributação sobre apostas eletrônicas, criptoativos e fintechs;
  • Corte de cerca de R$ 15 bilhões em benefícios fiscais.

O governo pretende judicializar a decisão do Congresso, com o presidente Lula defendendo a ação no Supremo Tribunal Federal (STF), alegando violação da separação de poderes.

Desempenho acumulado do dólar e da Bolsa
  • Dólar:
    • Semana: -1,43%
    • Mês: -0,53%
    • Ano: -12,54%
  • Ibovespa:
    • Semana: +2,97%
    • Mês: +1,49%
    • Ano: +17,16%

Com o pacote de Trump aprovado, a retomada do tarifaço no horizonte e incertezas fiscais no Brasil, o mercado segue em compasso de espera, avaliando os desdobramentos econômicos e políticos que devem influenciar os próximos movimentos de câmbio e juros.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Senado aprova uso do Fundo Social do Pré-Sal para renegociar dívidas do agro

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O Senado aprovou na quarta-feira (11.06) o projeto de lei que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos. A proposta, que também prevê a utilização de recursos dos fundos constitucionais do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), segue para sanção presidencial.

O texto aprovado estabelece condições especiais para produtores que registraram perdas em pelo menos duas safras e prevê taxas de juros entre 3,5% e 7,5% ao ano. Diferentemente da versão aprovada pela Câmara dos Deputados, que previa a destinação de R$ 30 bilhões a R$ 100 bilhões para a operação, o parecer do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), transferiu ao Poder Executivo a definição do volume de recursos que poderá ser utilizado.

A proposta foi defendida por parlamentares ligados ao agronegócio como uma alternativa para enfrentar o aumento do endividamento no campo, agravado pelas perdas provocadas por secas e enchentes em diferentes regiões do País. O projeto beneficia produtores atingidos por eventos climáticos reconhecidos oficialmente.

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O governo federal, no entanto, manteve restrições ao texto durante a tramitação. O Ministério da Fazenda defendia mudanças nos critérios de enquadramento dos produtores e propôs juros mais elevados para a renegociação. Parte das sugestões foi rejeitada pelo relator.

Criado em 2010, o Fundo Social do Pré-Sal tem como objetivo financiar políticas públicas permanentes com recursos da exploração de petróleo. Atualmente, metade das receitas é destinada à educação e a parcela restante atende áreas como saúde, habitação, ciência e tecnologia, cultura e meio ambiente.

Críticos da proposta argumentam que a medida pode reduzir recursos disponíveis para outros programas financiados pelo fundo. Estimativas indicam que o Fundo Social do Pré-Sal destinou cerca de R$ 35 bilhões ao programa Minha Casa, Minha Vida entre 2025 e 2026, contribuindo para a ampliação da meta de contratação de moradias.

A aprovação ocorre em meio à pressão do setor agropecuário por medidas de socorro financeiro. O aumento do endividamento dos produtores levou entidades do setor e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) a defenderem a criação de mecanismos permanentes para enfrentar os impactos das mudanças climáticas sobre a produção.

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Fonte: Pensar Agro

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