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Ministro Luiz Marinho fortalece parceria com empresas em Goiás para ampliar intermediação de vagas pelo Sine
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A intermediação de vagas de emprego por meio do Sistema Nacional de Emprego (Sine) foi um dos principais destaques da visita do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, a Goiânia, nesta quinta-feira (3). Na ocasião, o ministro assinou um protocolo de intenções com a Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (ADIAL), com o objetivo de facilitar a captação de trabalhadores pelas empresas associadas, utilizando as ferramentas do Sine.
“Queremos conectar as vagas ofertadas pelas empresas para fortalecer o Sine, em um modelo que atenda tanto os trabalhadores quanto os empregadores”, destacou o ministro Luiz Marinho durante a assinatura do protocolo de intenções com a ADIAL.
A Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (ADIAL), que representa mais de 7 mil empresários, utilizará as ferramentas do Sistema Nacional de Emprego (Sine) e da plataforma digital Emprega Brasil para divulgar oportunidades de trabalho. As vagas também serão disponibilizadas por meio do aplicativo da CTPS Digital, ampliando significativamente o alcance entre candidatos e empregadores.
Segundo o presidente da ADIAL, Edwal Freitas Portilho, o acordo vai permitir uma captação mais ágil e assertiva de profissionais. “Com essa parceria, as vagas cadastradas pelas empresas chegarão diretamente aos trabalhadores por meio das ferramentas do Sine, facilitando a contratação e promovendo maior eficiência na intermediação de mão de obra”, afirmou.
Por meio da parceria, a ADIAL ficará responsável por acompanhar o cadastramento das vagas de emprego no Portal Emprega Brasil, enquanto o Ministério do Trabalho e Emprego prestará suporte técnico para a operacionalização do processo, com o objetivo de identificar trabalhadores com o perfil profissional adequado às ocupações disponibilizadas no sistema.
Redução da jornada de trabalho – Durante almoço com empresários na Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Goiás (Fecomércio-GO), o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, abordou temas relevantes para o setor, como a redução da jornada de trabalho e as políticas da pasta voltadas ao estado. Ele destacou que a discussão sobre a jornada deve ocorrer no âmbito do Parlamento, mas reforçou que o diálogo entre trabalhadores e empregadores é essencial para construir consensos.
“O tema precisa ser tratado com responsabilidade e negociação. A jornada 6×1 é cruel, especialmente para as trabalhadoras, e afeta diretamente o comércio. Isso precisa ser resolvido por meio do diálogo e da composição entre as partes”, afirmou o ministro.
Para o ministro Luiz Marinho, a economia brasileira tem condições de suportar uma jornada de trabalho de 40 horas semanais. Ele relembrou que, durante a Constituinte, já havia a possibilidade de uma redução gradual da carga horária, mas as centrais sindicais optaram por exigir a diminuição imediata. “Essa postura acabou inviabilizando o avanço. Agora é hora de retomar o debate e buscar uma negociação efetiva”, avaliou.
O ministro também abordou a questão da abertura do comércio aos domingos e feriados. “É importante lembrar que a abertura aos domingos já está prevista em lei. O que ocorreu foi que uma portaria do governo anterior, de forma inconstitucional, deliberou sobre o funcionamento do comércio também nos feriados”, explicou. Para corrigir essa irregularidade, o Ministério do Trabalho e Emprego publicou uma nova portaria e, segundo o ministro, “ela será republicada até que se alcance um consenso entre empregadores e trabalhadores”.
Outro ponto debatido com os empresários foi a pejotização — prática que consiste na contratação de trabalhadores como pessoas jurídicas para burlar o vínculo empregatício. “A pejotização não só atrapalha, ela destrói. Prejudica a Previdência, o Fundo de Garantia e o Sistema S. É preciso compreender isso, senão vamos acabar comprometendo tudo o que levamos décadas para construir”, alertou Marinho.
Esses temas também foram discutidos à noite, durante encontro com representantes de sindicatos, promovido pelo Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (Adufg). O ministro participou do debate ao lado de professores, estudantes, lideranças sindicais e trabalhadores, em um auditório lotado. Na ocasião, reforçou a importância desses espaços como forma de engajar a sociedade em torno da pauta da redução da jornada de trabalho.
Ainda em Goiânia, Luiz Marinho visitou a Região da 44, importante polo do comércio de moda da capital e maior parque público comercial da América Latina, responsável por grande geração de empregos no estado. Durante a visita, o ministro se reuniu com empresários locais para discutir como as políticas do MTE, especialmente o microcrédito orientado, podem impulsionar ainda mais oportunidades de trabalho e renda na região.
Carteira assinada – Em coletiva à imprensa local, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, destacou a importância de incentivar o emprego formal, especialmente entre os jovens. “Muita gente afirma que os jovens não querem trabalhar com carteira assinada. Isso não é verdade. Os dados do Caged de maio, divulgados na última segunda-feira, mostram que mais de 80% das mais de 148 mil vagas formais geradas no mês foram ocupadas por pessoas com até 24 anos de idade, o que contradiz totalmente esse discurso”, ressaltou.
Em Goiás, mais de 56 mil novos empregos com carteira assinada foram criados em 2025. Somente no mês de maio, o estado gerou 1.447 novos postos de trabalho. A maioria dessas vagas foi ocupada por mulheres e por pessoas com ensino médio completo. O grupo entre 18 e 24 anos foi o que registrou o maior saldo de vagas no estado, com 2.651 postos criados no mês.
Segundo dados do Novo Caged, em todo o país, foram geradas 1.051.244 vagas formais nos cinco primeiros meses de 2025, com saldo positivo nos cinco principais setores da economia. “Somente em maio, geramos mais de 148 mil novas vagas com carteira assinada”, finalizou o ministro.
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Ministro do Turismo destaca parcerias para desenvolvimento do setor: ‘não fazemos nada sozinhos’
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, afirmou nesta segunda-feira (15), que a ação conjunta entre municípios, estados e o Governo do Brasil é fundamental para o desenvolvimento do setor e para ampliar seus impactos positivos na economia e na geração de emprego e renda.
A afirmação foi feita na abertura da 9ª edição do Conexidades, realizada em Campos do Jordão (SP). O evento, que segue até a próxima sexta-feira (19), reúne representantes dos setores público e privado, incluindo gestores, empresários, especialistas e lideranças de todo o país, com o objetivo de promover debates e construir soluções voltadas ao desenvolvimento dos municípios brasileiros.
O turismo é um dos destaques do encontro, que tem como tema “Governança e Inovação Sustentável”.
“Quando a gente vem para um evento como esse, o Conexidades, podendo fazer essa interlocução com o setor produtivo, as prefeituras, as Câmaras Municipais, ou seja, dialogar com quem toma as decisões para a transformar a vida do povo, é algo muito importante. Uma das características do setor turístico é que não fazemos nada sozinhos”, afirmou Gustavo Feliciano.
Ele acrescentou que o Ministério do Turismo tem atuado em conjunto com estados e municípios para oferecer crédito para empreendedores do setor.
“Por meio do Fungetur [Fundo Geral de Turismo], por exemplo, disponibilizamos mais de R$ 1 bilhão para operações em 2026”, disse.
O Fungetur pode ser usado para financiar projetos, obras, adquirir equipamentos e capital de giro para empresas do setor. A política pública amplia as oportunidades de acesso ao crédito com condições facilitadas, contribuindo para a modernização dos serviços turísticos, a geração de emprego e renda e o fortalecimento da economia em todas as regiões do país.
“O turismo é, acima de tudo, uma verdadeira ferramenta de inclusão social, que gera emprego, renda e proporciona dignidade nos quatro cantos deste país. Estamos no caminho certo. Como sempre diz o presidente Lula: ‘o cidadão deve estar sempre no foco das nossas ações’. O turismo brasileiro está sendo bem cuidado e temos trabalhado incansavelmente para que os nossos números continuem crescendo. O turismo tem o poder de transformar vidas. A gente vê isso acontecer na prática quando um novo hotel se instala em uma região e garante carteira assinada para um trabalhador, dando uma condição melhor para a sua família. A gente vê isso acontecer em eventos grandiosos como este aqui. São transformações reais como essas que nos movem todos os dias”, emendou o ministro.
Além de discussões voltadas à gestão pública, a programação do Conexidades reserva espaço ao debate sobre a participação das mulheres na vida pública. A agenda inclui painéis a respeito de turismo e empreendedorismo, enfrentamento à violência de gênero e a proteção de crianças e adolescentes.
Gustavo Feliciano apontou o protagonismo feminino no turismo nacional.
“As mulheres vêm assumindo um papel cada vez mais relevante no nosso setor. Hoje, elas representam mais de 52% da força de trabalho do turismo. Mais do que isso: 57% dos negócios ligados ao turismo têm mulheres no comando”, comentou o ministro, lembrando que o Fungetur proporciona condições especiais a empreendedoras turísticas em situação de vulnerabilidade por violência doméstica ou de gênero.
Segundo o ministro, a crescente participação de mulheres tem contribuído para tornar o turismo mais inovador, inclusivo e competitivo.
“São empresárias, gestoras, guias, empreendedoras que movimentam a economia e fazem esse importante segmento ser mais inovador e mais humano. Por isso, promover a participação feminina não é apenas uma questão de justiça, é uma estratégia de desenvolvimento”, defendeu Feliciano, que lembrou da realização do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, promovido pelo Ministério do Turismo em junho deste ano, em João Pessoa (PB).
Ele citou também o Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas. nas versões em inglês e espanhol. A publicação reúne dados e orientações para promover um turismo mais seguro e inclusivo para o público feminino. No mês passado, em João Pessoa, o Ministério do Turismo lançou as versões em inglês e espanhol do material. O Guia pode ser acessado neste link.
“É muito importante que este evento tenha espaço dedicado às mulheres. Isso demonstra que construir cidades melhores significa construir cidades mais justas e mais inclusivas”, complementou.
Programação
Durante o Conexidades, haverá uma série de debates sobre os principais desafios da gestão pública, englobando temas a exemplo de inovação, desenvolvimento econômico, sustentabilidade, políticas sociais e transformação digital, sempre com foco na aplicação prática e nos resultados para os municípios.
Especialistas e gestores também discutirão questões estruturais, como planejamento urbano, saúde, educação e segurança pública, além de pautas que envolvem cidades inteligentes, o uso de dados na administração pública e a adaptação às mudanças climáticas.
A proposta é incentivar a troca de experiências e a construção de soluções capazes de impulsionar o desenvolvimento local em diferentes regiões do país.
Por Marco Guimarães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo

