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Aula inaugura curso para gestores da educação em tempo integral
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O Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Educação Básica (SEB), promoveu na quinta-feira, 3 de julho, na Universidade Fronteira Sul (UFFS), em Chapecó (PR), a aula inaugural do Curso de Aperfeiçoamento para Gestores Escolares na Perspectiva da Educação em Tempo Integral: Adolescências em Diálogo. O objetivo do encontro foi marcar o início da formação e fazer a acolhida institucional dos participantes. O evento foi transmitido pelo canal do MEC no YouTube.
Na abertura, o consultor da Coordenação-Geral de Ensino Fundamental da Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC, Victor Both Eyng, agradeceu a parceria da UFFS na realização do curso e afirmou que uma aula inaugural é sempre um momento de celebração. Segundo ele, o curso é uma oportunidade de qualificação e aperfeiçoamento para melhorar o exercício profissional dos gestores, ancorado nos princípios de qualidade e equidade na educação pública.
“É um privilégio muito grande poder dialogar com quem está no dia a dia, nessa missão complexa, mas transformadora e essencial de conduzir uma escola pública viva, pulsante e que esteja atenta às necessidades dos adolescentes e das adolescentes. O papel da gestão escolar é muito esse, de reger a orquestra todo dia da escola. Nenhuma escola se sustenta considerando apenas as boas intenções. É necessária essa liderança no cotidiano, com clareza de propósitos, com um olhar atento ao que realmente importa, que é a aprendizagem dos nossos estudantes e seu desenvolvimento integral”, destacou.
A coordenadora de projetos da Coordenação Geral de Ensino Fundamental, Érika Botelho, destacou a importância do processo de escuta das adolescências, refletindo sobre alguns pontos de destaque revelados pela Semana da Escuta das Adolescências, que devem influenciar as práticas das escolas, constituindo um espaço favorável ao diálogo e ao acolhimento das proposições dos estudantes.
O coordenador de projetos de Educação Integral e Tempo Integral da SEB, Alexandre Falcão de Araújo, ressaltou que o curso é uma articulação do programa Escola em Tempo Integral com o programa Escola das Adolescências. “Para que essa iniciativa floresça, tem sido muito importante o trabalho das secretariais municipais e estaduais de educação na ampliação de mais de 1,7 milhão de matrículas de tempo integral, desde 2023. Esse trabalho está associado diretamente ao cotidiano de quem está no chão da escola, e da secretaria que está vendo o resultado concreto no dia a dia: os benefícios acadêmicos, econômicos e de proteção social que a educação em tempo integral proporciona”, defendeu.
Na ocasião, foi apresentado o conteúdo programático do curso e feita uma reflexão sobre o papel dos gestores escolares na construção e no fortalecimento de escolas mais inclusivas e sensíveis às múltiplas dimensões das adolescências.
A programação contou ainda com uma abordagem sobre as políticas de tempo integral e o Programa Escola das Adolescências, além de uma mesa de discussões com especialistas e profissionais da educação, que aprofundarão o debate sobre os principais elementos do curso.
Na aula, foram abordados também temas como as características de desenvolvimento integral das adolescências; os desafios e as potências das escolas em tempo integral no acolhimento dos adolescentes; e o papel e práticas de gestão escolar comprometidas com a equidade, a escuta e a atenção aos sujeitos adolescentes.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB
Fonte: Ministério da Educação
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Turismo plural é estratégia de competitividade, defendem especialistas no Fórum Internacional de Mulheres no Turismo
Ir além do óbvio e incluir recortes de gênero, raça, idade e ancestralidade não é apenas uma pauta social, mas uma estratégia de competitividade e mercado para os destinos brasileiros. Essa avaliação marcou o painel “Diversidade e Inclusão Turística da Mulher”, realizado nesta quinta-feira (4), durante o segundo dia do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB). O debate reuniu especialistas em afroturismo, turismo 60+ e turismo indígena para discutir como diferentes trajetórias, identidades e territórios influenciam a forma de viajar, empreender e consumir turismo no país.
A coordenadora-geral de Turismo Responsável e Sustentável do Ministério do Turismo, Carolina Fávero, destacou que as políticas públicas voltadas às mulheres precisam considerar essa pluralidade. “As mulheres viajam de maneiras diferentes, vivem realidades diferentes e se relacionam com os destinos de formas distintas. Pensar em um turismo mais inclusivo significa reconhecer essa diversidade e construir experiências que contemplem todas elas”, afirmou.
Afroturismo
Especialista em afroturismo, Thaís Rosa Pinheiro defendeu que os destinos brasileiros avancem no reconhecimento da diversidade racial presente no país e valorizem histórias que, por muito tempo, permaneceram invisibilizadas.
Segundo ela, os turistas buscam cada vez mais experiências autênticas, ligadas à identidade, à cultura e à memória dos territórios. ”O turismo é feito de pessoas para pessoas. As belezas naturais são importantes, mas o que conecta o visitante aos destinos são as histórias, a cultura e a identidade de quem vive nesses lugares”, ressaltou.
Para Thaís, ampliar o olhar sobre o afroturismo também significa qualificar o acolhimento e combater situações de discriminação, que ainda afetam viajantes negros em diferentes etapas da experiência turística.
Turismo 60+
A criadora do blog Sentidos do Viajar, Sylvia Yano, chamou a atenção para o crescimento da população idosa e para a necessidade de o setor desenvolver produtos e experiências mais adequados a esse público. Segundo ela, muitas mulheres acima dos 60 anos ainda não se reconhecem na comunicação e na oferta turística disponíveis atualmente.
Dados apresentados pela especialista mostram que 74% das pessoas com mais de 60 anos não se enxergam representadas no turismo. Atualmente, o Brasil possui cerca de 35 milhões de pessoas nessa faixa etária, número que tende a crescer nas próximas décadas.
”A população está envelhecendo e o turismo precisa se preparar para isso. Não estamos falando apenas de acessibilidade, mas de experiências significativas, autênticas e alinhadas aos interesses desse público”, ressaltou.
Protagonismo indígena
Representando a Rota dos Encantados Potiguara, a empreendedora indígena Îasypytã Potiguara defendeu que os povos originários deixem de ser vistos apenas como atrativos turísticos e passem a ocupar o papel de protagonistas na construção e na gestão das experiências oferecidas aos visitantes.
Segundo ela, iniciativas de etnoturismo sustentável têm contribuído para preservar tradições, fortalecer economias locais e gerar renda para mulheres indígenas em seus próprios territórios. ”Quem melhor para contar a história de um povo do que as pessoas que pertencem a ele? Quando os povos indígenas assumem o protagonismo do turismo, fortalecem sua cultura, preservam seus territórios e transformam a realidade das comunidades”, afirmou.
Encerrando o painel, as participantes defenderam que a ampliação da diversidade no turismo não deve ser vista apenas como uma pauta de inclusão, mas como uma estratégia para tornar os destinos mais competitivos, autênticos e preparados para atender aos diferentes perfis de viajantes que movimentam o setor.
Por Natália Moraes e Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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