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Dólar se aproxima de R$ 5,45 com ameaça de novas tarifas dos EUA a países do Brics

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Alta do dólar e novo recorde do Ibovespa

O dólar iniciou a semana em alta de 0,54% nesta segunda-feira (7), sendo cotado a R$ 5,4533 por volta das 9h20. Na sexta-feira anterior, a moeda já havia subido 0,36%, encerrando o dia a R$ 5,4242.

Enquanto isso, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, fechou a sexta-feira com alta de 0,24%, atingindo 141.264 pontos — um novo recorde histórico.

Ameaça de tarifa dos EUA a países do Brics e aliados

O movimento nos mercados é reflexo das recentes declarações do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ele anunciou no domingo (6) que os EUA irão aplicar uma tarifa adicional de 10% a qualquer país que, segundo ele, “se alinhar às políticas antiamericanas do Brics”.

A declaração, feita na rede Truth Social, não especificou quais países seriam afetados nem o que se entende por “políticas antiamericanas”. A ameaça surgiu após a divulgação da “Declaração do Rio de Janeiro” pelo Brics — documento que defende o multilateralismo, o fortalecimento de instituições como a ONU e o respeito ao direito internacional, além de rejeitar ações unilaterais. Os EUA não foram citados diretamente.

Repercussão internacional e risco de nova guerra comercial
  • A ameaça de Trump causou reação imediata entre países do Brics.
  • A China criticou o uso de tarifas como forma de coerção.
  • A Rússia afirmou que o bloco nunca atuou contra terceiros.
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A África do Sul destacou que o objetivo do Brics é reformar a ordem multilateral global, sem intenção de confronto.

A possibilidade de retaliações cruzadas acende o alerta para um novo ciclo de tensões comerciais globais, que pode impactar diretamente o crescimento econômico mundial e aumentar pressões inflacionárias.

Contagem regressiva para o tarifaço

Trump também afirmou que os EUA enviarão ainda nesta semana cartas com a lista de novas tarifas que entrarão em vigor a partir de 1º de agosto. A medida representa uma extensão de três semanas da trégua estabelecida em abril, quando os EUA suspenderam por 90 dias a aplicação das tarifas para permitir renegociações bilaterais.

Até agora, apenas acordos limitados foram firmados, como com o Reino Unido e o Vietnã. A União Europeia ainda tenta evitar sobretaxas em setores estratégicos como agricultura, tecnologia e aviação. Outros países, como Japão, Índia, Coreia do Sul, Indonésia, Tailândia e Suíça, também correm contra o tempo para oferecer concessões e escapar das tarifas, que podem variar entre 10% e 50%.

Impactos no mercado global e política de juros dos EUA

O mercado teme que as tarifas encareçam os produtos para os consumidores e aumentem os custos de produção, pressionando a inflação global. Nos EUA, esse cenário pode levar o Federal Reserve (Fed) a manter os juros elevados por mais tempo. Na última semana, o presidente do Fed, Jerome Powell, afirmou que a instituição pretende “esperar por mais dados” antes de tomar decisões sobre cortes na taxa básica de juros.

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Mercados operam com cautela

O ambiente de incerteza tem gerado oscilações nos mercados.

  • China: O índice CSI300 recuou 0,43%, enquanto o SSEC, em Xangai, subiu 0,02%.
  • Hong Kong: O índice Hang Seng caiu 0,12%.
  • Europa: O Stoxx 600 operava estável, com desempenho misto entre as bolsas regionais.
  • EUA: Os índices futuros apontavam leve queda, refletindo o receio com a retomada da guerra comercial.
No Brasil, atenção ao IOF

Internamente, o mercado monitora os desdobramentos da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que suspendeu os efeitos de todos os decretos relacionados ao IOF. Ele determinou a realização de uma audiência de conciliação entre o Executivo e o Congresso Nacional para discutir o tema.

Resumo dos indicadores
  • Dólar
    • Semana: -1,08%
    • Mês: -0,17%
    • Ano: -12,23%
  • Ibovespa
    • Semana: +3,21%
    • Mês: +1,73%
    • Ano: +17,44%

A ameaça de Trump reacendeu o temor de um novo ciclo de tensões comerciais internacionais. A possível imposição de tarifas a países do Brics e aliados aumenta a cautela nos mercados, influencia as políticas monetárias globais e pode impactar diretamente o cenário econômico mundial nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Indenizações do Seguro de Vida ao Produtor Rural crescem mais de 1.000% no Espírito Santo no início de 2026

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O volume de indenizações pagas pelo Seguro Vida Produtor Rural registrou um crescimento expressivo no Espírito Santo no início de 2026. De acordo com dados da CNseg, as seguradoras desembolsaram mais de R$ 2 milhões em indenizações no primeiro bimestre do ano, resultado que representa alta superior a 1.000% em relação ao mesmo período de 2025.

O avanço ocorre em um cenário de maior percepção de risco no meio rural, influenciado por oscilações climáticas, custos de produção elevados e crescente necessidade de proteção financeira para produtores e suas famílias.

Seguro rural ganha relevância como instrumento de proteção e continuidade da atividade no campo

Mais do que um produto vinculado ao crédito agrícola, o seguro de vida do produtor rural tem sido utilizado como ferramenta de proteção patrimonial e familiar. Em caso de falecimento do segurado, a cobertura garante suporte financeiro aos beneficiários e evita que dívidas contratuais sejam transferidas aos herdeiros.

Além da proteção social, o mecanismo também contribui para a estabilidade do sistema de crédito rural, ao reduzir riscos de inadimplência e dar mais segurança às instituições financeiras que atuam no financiamento da produção agropecuária.

Arrecadação também cresce no Espírito Santo e no cenário nacional

Além do aumento nas indenizações, o segmento de seguros rurais também registrou expansão na arrecadação no estado. No Espírito Santo, o volume arrecadado no primeiro bimestre de 2026 ultrapassou R$ 17,5 milhões, representando crescimento de 20,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo a CNseg.

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No cenário nacional, a arrecadação do Seguro Vida Produtor Rural somou R$ 872,7 milhões no primeiro bimestre de 2026, avanço de 13,8% na comparação anual.

Proteção financeira fortalece acesso ao crédito e reduz riscos no agronegócio

Para o presidente da Comissão de Seguro Rural da FenSeg, Daniel Nascimento, o crescimento do produto está diretamente ligado à necessidade de ampliar a segurança financeira no setor agropecuário.

“O seguro de vida do produtor rural tem um papel que vai além da proteção financeira de uma operação de crédito. Ele oferece tranquilidade ao produtor ao saber que, em caso de imprevisto, sua família não ficará desamparada nem herdará compromissos financeiros que possam comprometer seu patrimônio ou a continuidade da atividade”, afirma.

Segundo ele, a expansão do seguro também contribui para melhorar o ambiente de crédito no campo, especialmente para pequenos e médios produtores.

Maior previsibilidade favorece sustentabilidade do crédito rural

De acordo com Daniel Nascimento, o fortalecimento dos instrumentos de proteção financeira melhora o ambiente de financiamento no agronegócio.

“Quando existe um ambiente de maior previsibilidade e mitigação de riscos, o crédito tende a fluir com mais segurança. Isso beneficia o produtor, amplia o acesso ao financiamento e fortalece a sustentabilidade econômica do agronegócio brasileiro”, destaca.

O avanço do seguro rural ocorre em paralelo à relevância econômica do setor. Segundo o Cepea/USP, o agronegócio respondeu por cerca de 24% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2025, reforçando a importância de mecanismos de proteção contra riscos no campo.

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Gestão de risco se torna cada vez mais estratégica no campo

O crescimento acelerado das indenizações e da contratação de seguros no meio rural evidencia uma mudança estrutural na forma como o produtor lida com risco.

Em um cenário de maior volatilidade climática e financeira, o seguro de vida do produtor rural passa a ocupar papel central na estratégia de gestão do agronegócio, contribuindo para a proteção das famílias, a estabilidade da produção e a continuidade das atividades no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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