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Avanços genéticos e desafios práticos: painel do SBSS 2025 debate como transformar potencial em resultados no campo
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Entre os dias 12 e 14 de agosto, a cidade de Chapecó (SC) receberá o 17º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS), um dos principais eventos da cadeia suinícola nacional. Promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), o encontro contará com uma programação técnica de alto nível e reunirá especialistas para debater os principais desafios e inovações do setor.
Destaque para a genética: painel sobre hiperprolificidade
Um dos pontos altos da programação será o Painel de Genética, com o tema “Hiperprolificidade: como a genética está trabalhando para que o potencial genético aconteça no campo”, marcado para o dia 13 de agosto (quarta-feira), às 10h10, no formato de mesa-redonda.
O debate reunirá quatro especialistas com ampla atuação no setor:
- Amanda Pimenta Siqueira – Agroceres PIC
- Marcos Lopes – Topigs Norsvin
- Geraldo Shukuri – DanBred Brasil
- Thomas Bierhals – DNA South America
A revolução genética nas maternidades suínas
A hiperprolificidade, tema central do painel, refere-se à capacidade das fêmeas suínas de produzirem leitegadas maiores, com mais leitões vivos e viáveis. A médica veterinária Amanda Pimenta Siqueira explica que essa evolução é resultado direto da seleção genética contínua, com foco em maior taxa de ovulação, eficiência reprodutiva e redução de perdas embrionárias.
Há uma década, a média por parto era de 13 a 14 leitões. Hoje, esse número pode superar os 17 ou 18, com até 36 leitões desmamados por fêmea ao ano em granjas de alta performance. Para que esse potencial seja alcançado, é necessário que a matriz tenha boa estrutura física, manejo técnico adequado e nutrição balanceada.
Genética, dados e previsibilidade: visão dos especialistas
Com vasta experiência em genética e genômica, o Dr. Marcos Lopes, da Topigs Norsvin, abordará como as ferramentas genéticas vêm sendo aplicadas para melhorar a eficiência zootécnica no campo.
Geraldo Shukuri, da DanBred, trará sua vivência prática em empresas no Brasil e no exterior. Já Thomas Bierhals, da DNA South America, com mais de 15 anos de atuação na América Latina, reforçará a importância de integrar genética com gestão. “A tecnologia genética está avançada, mas precisa ser aplicada com precisão, o que exige capacitação constante e atenção aos detalhes”, destaca Bierhals.
Genética não atua sozinha: ambiência e nutrição são essenciais
Embora o avanço genético seja expressivo, os especialistas alertam para fatores do sistema de produção que podem comprometer os resultados. Problemas na ambiência, nutrição inadequada, qualidade da água ou falhas no manejo das maternidades são entraves comuns.
Segundo Amanda, “a genética fornece o potencial, mas é o sistema que define se ele será plenamente aproveitado”. Entre as soluções adotadas pelas empresas de genética estão a seleção para maior peso ao nascimento, o aumento do número de tetos nas fêmeas e a redução da dependência de mães de leite, otimizando o giro na maternidade.
Sustentabilidade e eficiência com foco no futuro da suinocultura
O painel sobre hiperprolificidade no SBSS 2025 será uma oportunidade estratégica para compreender como a genética está moldando uma suinocultura mais eficiente, sustentável e integrada às necessidades do campo. Os debates prometem trazer soluções práticas para transformar avanços científicos em resultados produtivos concretos.
O evento é voltado a produtores, técnicos, pesquisadores e estudantes, e proporciona uma troca de experiências com profissionais de destaque no Brasil e no exterior.
Atrações paralelas e inscrições
Durante os três dias do Simpósio, ocorre também a 16ª Brasil Sul Pig Fair, feira técnica com empresas do Brasil e América Latina, além da Granja do Futuro, espaço com os principais lançamentos e inovações do setor.
As inscrições estão abertas no site:
- 📍 nucleovet.com.br/simposios/suinocultura/inscricao
- Grupos com mais de 10 participantes podem parcelar em até 3 vezes (conforme o lote vigente).
- Pacotes para agroindústrias, órgãos públicos e universidades podem ser faturados diretamente via CNPJ.
- Associados ao Nucleovet devem se inscrever via secretaria da entidade:
- 📞 (49) 99806-9548
- 📧 [email protected]
O SBSS 2025 promete ser um marco na discussão sobre o futuro da produção suína, unindo ciência, prática e gestão para transformar o potencial genético em desempenho real.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Preço do milho segue estável no Brasil à espera da safrinha; exportações avançam mais de 70%
O mercado brasileiro de milho registrou pouca movimentação ao longo da semana, refletindo a postura cautelosa de compradores e vendedores diante da proximidade da entrada mais intensa da segunda safra no país. A expectativa de aumento da oferta mantém o ritmo de negociações lento, enquanto produtores buscam sustentar os preços em meio ao avanço da colheita.
Segundo análise da Safras & Mercado, o cenário continua marcado por baixa liquidez e poucas alterações nas cotações, tanto no mercado físico quanto nas negociações futuras.
Compradores aguardam maior oferta da safrinha
Os consumidores seguem atuando de forma pontual, adquirindo apenas volumes necessários para reposição imediata. O comportamento demonstra conforto nos estoques e expectativa de que a colheita da segunda safra amplie a disponibilidade do cereal nas próximas semanas.
Do lado da oferta, os produtores avançam na comercialização da produção, mas mantêm resistência em aceitar preços considerados baixos. Em diversas regiões, as pedidas continuam acima dos valores ofertados pelos compradores, limitando o fechamento de novos negócios.
A expectativa do mercado é que o avanço da colheita da safrinha aumente a pressão sobre os preços, principalmente nas regiões de maior produção.
Clima segue no radar dos agentes do mercado
As condições climáticas continuam sendo acompanhadas de perto pelos participantes do setor.
O mercado monitora a possibilidade de novas chuvas na Região Sul, em São Paulo, no sul de Minas Gerais e em áreas produtoras de Goiás. Apesar das especulações sobre eventuais impactos na produtividade, ainda não há confirmação de perdas relevantes.
Outro fator observado é o risco de geadas. No entanto, as previsões meteorológicas atuais não indicam ocorrência de frio intenso capaz de provocar danos significativos às lavouras.
Relatório do USDA influencia expectativas globais
No cenário internacional, as atenções estiveram voltadas para a divulgação do relatório mensal de oferta e demanda agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
O documento trouxe atualizações importantes para o mercado global de grãos e reforçou a percepção de ampla disponibilidade de milho, fator que continua pressionando os preços na Bolsa de Chicago.
A queda das cotações internacionais tem reduzido a competitividade do milho brasileiro nos portos, mesmo com a valorização do dólar frente ao real.
Exportações avançam em volume, mas preços médios recuam
Apesar dos desafios relacionados à paridade de exportação, os embarques brasileiros de milho apresentaram crescimento expressivo no início de junho.
De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 126,061 mil toneladas de milho nos quatro primeiros dias úteis do mês, com média diária de 31,515 mil toneladas.
A receita acumulada alcançou US$ 29,451 milhões, com média diária de US$ 7,362 milhões.
Na comparação com junho de 2025, os resultados mostram:
- Alta de 57,9% na receita média diária;
- Crescimento de 70,6% no volume médio diário exportado;
- Queda de 7,4% no preço médio por tonelada.
O valor médio da tonelada exportada ficou em US$ 233,60.
Cotações do milho permanecem estáveis nas principais regiões produtoras
O preço médio da saca de milho no Brasil foi cotado em R$ 61,12 no dia 11 de junho, praticamente estável em relação aos R$ 61,14 registrados na semana anterior.
Nas principais praças acompanhadas pelo mercado, os preços apresentaram poucas variações:
- Cascavel (PR): R$ 60,00 por saca;
- Campinas (SP/CIF): R$ 65,00 por saca;
- Mogiana Paulista (SP): R$ 60,00 por saca;
- Rondonópolis (MT): R$ 51,00 por saca;
- Erechim (RS): R$ 69,00 por saca;
- Uberlândia (MG): R$ 60,00 por saca;
- Rio Verde (GO): R$ 58,00 por saca.
A estabilidade observada reforça o momento de transição vivido pelo mercado, que aguarda uma definição mais clara sobre o tamanho da safra e o ritmo efetivo da colheita.
Safrinha deve definir tendência dos preços nos próximos meses
O comportamento do mercado de milho nas próximas semanas dependerá diretamente do avanço da colheita da segunda safra, considerada a principal do país.
Caso a produtividade se confirme dentro das expectativas atuais, a entrada de grandes volumes no mercado poderá ampliar a oferta disponível e exercer pressão adicional sobre as cotações.
Por outro lado, eventuais problemas climáticos ou atrasos na colheita podem limitar esse movimento e sustentar os preços por mais tempo.
Enquanto esse cenário não se define, compradores seguem cautelosos e produtores mantêm postura firme nas negociações, resultando em um mercado de baixa liquidez e pouca variação nos preços.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

