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MEC discute EPT no novo Plano Nacional de Educação
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A Educação Profissional e Tecnológica (EPT) no novo Plano Nacional de Educação (PNE) foi tema de debate nesta terça-feira, 8 de julho, na Comissão de Educação e Cultura do Senado Federal. A audiência, transmitida pelo YouTube, integra um ciclo de debates sobre o Projeto de Lei nº 2.614/2024, que institui o PNE para o decênio de 2024 a 2034. O Ministério da Educação (MEC) foi representado pelo secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli.
O secretário afirmou que o projeto de lei enviado pelo MEC abrange os aspectos quantitativos e qualitativos da EPT. “Esse é um debate relevante para a busca de novas parcerias, beneficiando quem de fato precisa ter acesso à educação profissional, gerando emprego, renda e melhoria da qualidade de vida das pessoas. Há um trabalho muito grande de diversos parceiros para que o país registre crescimento no ensino técnico”, disse Bregagnoli.
O secretário elencou ações do governo federal voltadas à expansão de matrículas e à qualidade dos cursos ofertados pelas instituições públicas e privadas, citando a Política Nacional de Educação Profissional e Tecnológica (PNEPT), cujo decreto deve ser editado até 2 de agosto; o Pé–de–Meia, programa que apoia a permanência e a conclusão dos estudantes no ensino médio; o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), investimento para oferta de qualificação profissional e cursos técnicos em diversas áreas; e o Juros por Educação, iniciativa vinculada ao programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), que tem como meta a geração de 3,3 milhões de vagas, sendo 2,6 milhões em cursos técnicos articulados ao ensino médio.
Bregagnoli ainda destacou a implantação de 102 novos campi de Institutos Federais pelo Brasil, com a meta de gerar mais de 140 mil novas vagas em cursos técnicos e tecnológicos quando as unidades estiverem em funcionamento.
Debatedores – Também participaram da audiência o reitor do Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM), Marcelo Ponciano, representando o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif); o superintendente de Educação Profissional e Superior do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Felipe Morgado; a diretora-executiva do Fórum Nacional das Mantenedoras de Instituições de Educação Profissional e Tecnológica (Brasiltec), Cleunice Matos Rehem; e a secretária–adjunta de Formação da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sueli Veiga Melo.
PNE – O Plano Nacional de Educação estabelece diretrizes, objetivos, metas e estratégias para a educação no Brasil por um período de dez anos. O PNE orienta e promove a melhoria da qualidade da educação em todos os níveis e modalidades de ensino. O objetivo é garantir o direito à educação de qualidade, a valorização dos profissionais da educação e a promoção da equidade, superando desafios educacionais e assegurando a continuidade das políticas públicas.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Setec
Fonte: Ministério da Educação
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MTE resgata trabalhador de 84 anos submetido a condições degradantes no Paraná
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Inspeção do Trabalho, resgatou um trabalhador rural de 84 anos submetido a condições análogas à escravidão em uma propriedade localizada na zona rural de Guarapuava (PR). O trabalhador vivia há mais de 20 anos no local ao lado da esposa, de 66 anos, prestando serviços sem registro formal e em condições degradantes de moradia e trabalho.
Durante a fiscalização, foi constatado que o idoso exercia atividades rurais sem anotação na Carteira de Trabalho e sem acesso a direitos trabalhistas básicos. A equipe de inspeção verificou ainda que o casal residia em um antigo paiol de madeira adaptado como moradia, com graves problemas estruturais, como pisos deteriorados, frestas nas paredes, instalações elétricas improvisadas e risco de desabamento.
De acordo com informações da equipe de Auditoria Fiscal do Trabalho, foram identificados riscos iminentes à segurança dos moradores, incluindo a possibilidade de incêndio, asfixia e intoxicação, em razão do armazenamento de materiais combustíveis próximo ao fogão a lenha e da instalação inadequada de um botijão de gás no interior da residência. Diante das condições encontradas, as edificações utilizadas como moradia, banheiro e local de banho foram interditadas.
A fiscalização também constatou condições sanitárias precárias. O banheiro utilizado pelo casal era uma estrutura improvisada, sem sistema adequado de esgotamento sanitário, enquanto o espaço destinado ao banho apresentava instalações improvisadas, piso deteriorado e fiação elétrica exposta. A água consumida pelos moradores era captada por meio de instalações improvisadas, sem garantia de potabilidade.
Além das condições degradantes de moradia, os auditores-fiscais do Trabalho verificaram a ausência de equipamentos de proteção individual, ferramentas adequadas e outros meios necessários para a realização segura das atividades laborais. Também foram identificadas diversas irregularidades trabalhistas, como a ausência de registro do vínculo empregatício, o não pagamento de férias e do décimo terceiro salário, atrasos salariais e remuneração inferior ao piso regional da categoria.
Com base no conjunto de irregularidades constatadas, a Auditoria Fiscal do Trabalho caracterizou a submissão do trabalhador a condições análogas à escravidão, promovendo seu resgate e adotando as medidas administrativas necessárias para a reparação dos direitos trabalhistas violados. Segundo o coordenador da equipe, José Luiz Queiroz, auditor-fiscal do Trabalho, o casal foi atendido pela equipe de assistência social do município e encaminhado para a residência de um dos filhos.
Denúncias
Casos de trabalho análogo à escravidão podem ser denunciados de forma anônima e segura por meio do Sistema Ipê. Lançada em 2020 pelo Ministério do Trabalho e Emprego, por meio da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a ferramenta fortalece o combate a essas violações por meio da participação ativa da sociedade.
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