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Brasil lidera exportações de algodão sustentável: veja 5 curiosidades sobre o insumo têxtil

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O Brasil se consolidou como protagonista no mercado global de algodão, ocupando atualmente o posto de maior exportador do mundo e terceiro maior produtor do insumo. Utilizado amplamente na indústria têxtil, o algodão brasileiro se destaca não apenas pela quantidade, mas também pela qualidade e sustentabilidade de sua produção. Confira, a seguir, cinco curiosidades sobre essa importante cadeia produtiva, com base em informações da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e do movimento Sou de Algodão.

1. Brasil é líder mundial na produção de algodão sustentável

O país não se limita a ser o maior exportador global de algodão. O Brasil também lidera quando o assunto é produção sustentável da fibra. Cerca de 84% do algodão brasileiro é certificado, atendendo aos critérios dos três pilares da sustentabilidade — ambiental, social e econômico —, além de seguir mais de 170 requisitos de boas práticas agrícolas.

2. Produção brasileira utiliza, majoritariamente, água da chuva

Enquanto outras nações produtoras de algodão dependem da irrigação artificial, o Brasil cultiva 92% de sua lavoura de algodão em regime de sequeiro, ou seja, utilizando apenas a água das chuvas. Apenas 8% da produção depende de irrigação. Outro destaque é o uso racional do solo: a área de cultivo de algodão ocupa apenas 0,2% do território nacional.

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3. Subprodutos do algodão têm destino na indústria alimentícia

A produção de algodão vai além da pluma, que representa 41,2% do volume total colhido. A maior parte, 54%, corresponde ao caroço do algodão, utilizado para produzir ração animal e também o óleo de algodão, comum tanto em cozinhas domésticas quanto em estabelecimentos industriais, como redes de fast food. Esse resíduo também é reaproveitado em novos ciclos de plantio.

4. Crescimento da planta precisa ser controlado

O ciclo completo do cultivo de algodão no Brasil costuma durar cerca de 190 dias. Durante esse período, é necessário fazer o controle do crescimento da planta, que tende a se desenvolver como um arbusto. Para garantir a colheita ideal pelas máquinas, são usados reguladores de crescimento, mantendo o algodoeiro na altura adequada para o aproveitamento máximo das plumas.

5. Cadeia do algodão é a 2ª que mais emprega na indústria de transformação

A cadeia produtiva do algodão é a segunda maior geradora de empregos formais dentro da indústria de transformação no Brasil — setor responsável por transformar matérias-primas em produtos finais. Em 2022, o setor registrou 1,34 milhão de empregos formais, número que chega a 8 milhões se incluídos os empregos indiretos, refletindo sua importância econômica e social.

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Com forte presença global, práticas sustentáveis e relevância econômica, o algodão brasileiro se posiciona como um exemplo de eficiência e responsabilidade no agronegócio nacional e internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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